Conecte-se conosco

Economia

Dados da Pnad: desemprego cai 7,1% no último trimestre

Publicado

em

A taxa de desemprego no país caiu para 7,1% no trimestre encerrado em maio; esse é o menor índice para o período desde 2014, segundo o IBGE. A taxa de desocupação recuou 0,7 ponto percentual na comparação com o trimestre de dezembro a fevereiro de 2024. Também houve queda na comparação com o mesmo trimestre de 2023, de menos 1,2 ponto percentual.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)  

A população desocupada, ou seja, as pessoas que não tinham trabalho e buscaram por uma ocupação no período da pesquisa, também diminuiu: menos 751 mil pessoas no trimestre e menos 1,2 milhão de pessoas no ano. Dessa forma, o contingente de desocupados chegou a 7 milhões e oitocentos mil, o menor número de pessoas em busca de trabalho desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015.  

A PNAD Contínua também mostra que o total de trabalhadores do país atingiu novo recorde da série histórica iniciada em 2012: chegou a 101,3 milhões de pessoas ocupadas.

A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que diversas atividades econômicas retiveram trabalhadores, e que a criação de vagas no setor de educação é um dos destaques do trimestre móvel encerrado em maio, na comparação com o trimestre imediatamente anterior. 

A PNAD Contínua é a principal ferramenta de monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. 

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Sul do Estado se aproxima de 10 mil novos empregos gerados no ano

Publicado

em

Autores do Boletim do Emprego Formal, contratado pela Associação Empresarial de Criciúma – Acic -, os economistas Leonardo Alonso Rodrigues e Alison Fiuza apontam que o mercado de trabalho vem demonstrando um forte dinamismo neste ano, tanto no Brasil como em Santa Catarina. E isso vem se refletindo na mesorregião Sul do Estado.

Desta forma, o Sul catarinense se aproxima de 10 mil empregos gerados no ano. De janeiro a maio, foram adicionados 9.969 postos de trabalho com carteira assinada na mesorregião, o melhor desempenho para o período dos últimos três anos, conforme os dados do cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

“Seguindo a tendência dos últimos meses, maio foi mais um mês com números positivos sobre o mercado de trabalho formal no Sul do Estado, consequentemente, refletindo sobre o saldo acumulado no ano”, ressalta Rodrigues.

À frente desse processo está a indústria, responsável pelo acréscimo de 4.102 vagas nos primeiros cinco meses do ano. Mas os serviços vêm logo a seguir, contribuindo com 3.963 novos empregos no período, e todos os demais grupamentos econômicos registram saldo positivo no acumulado do ano.

Quando desagregado por segmentos específicos, o que somou o maior saldo de vagas foi o de Administração do estado e da política econômica e social (759) e, por outro lado, Comércio varejista de produtos novos não especificados (-163) foi o que registrou maior saldo negativo.

“Os números vinculados às atividades setoriais refletem também a melhora do crescimento catarinense. Como exemplo, o setor industrial cresceu 6,5% em termos de produção, o de comércio avançou 5,5% e os serviços 6,7%, em volumes de vendas, e as atividades turísticas cresceram 4,3% também em volume”, observa Fiuza. Essas comparações são do primeiro quadrimestre de 2024 em relação ao primeiro quadrimestre de 2023.

Região Carbonífera

Geograficamente, a liderança da geração de empregos formais na mesorregião pertence à Região Carbonífera, onde foram adicionadas 5.071 vagas de janeiro a maio, considerando os 12 municípios. Esse resultado é o melhor dos últimos três anos nessa base de comparação. Em maio, o estoque total chegou a 157.744 empregos na região.

Em relação ao acumulado do ano, todos os municípios que compõem a região mantêm positiva a geração líquida de empregos, sendo Criciúma o município que mais gerou empregos (2.173) e Treviso o de menor quantidade (64). Os setores que mais se destacaram foram também indústria e serviços, marcando 2.220 e 1.863 vagas, respectivamente.

“Para os próximos meses, a tendência é que o mercado de trabalho continue melhorando, mas não na mesma proporção do que se observou até este momento de 2024. Pairam no radar incertezas sobre o cenário das contas públicas nacionais e ainda há os impactos sobre a economia decorrentes dos desastres ocorridos no Rio Grande do Sul”, projeta Rodrigues.

“Além disso, temos de considerar um ambiente internacional com conflitos geopolíticos vigentes e, do ponto de vista econômico, políticas monetárias de economias fortes no mundo, principalmente dos Estados Unidos, ainda restritivas”, acrescenta.

Continue Lendo

Economia

Há 30 anos o Real entrava em cena para derrubar a hiperinflação

Publicado

em

Um dos planos mais inovadores da economia mundial completa 30 anos nesta segunda-feira (1º). Há exatamente três décadas, o cruzeiro real, uma moeda corroída pela hiperinflação, dava lugar ao real, que estabilizou a economia brasileira. Uma aposta arriscada que envolveu uma espécie de engenharia social para desindexar a inflação após sucessivos planos econômicos fracassados.

Em meio a tantos indexadores criados para corrigir preços e salários, a equipe econômica do então governo Itamar Franco criou um superindexador: a Unidade Real de Valor (URV). Por três meses, todos os preços e salários foram discriminados em cruzeiros reais e em URV, cuja cotação variava diariamente e era mais ou menos atrelada ao dólar. Até o dia da criação do real, em que R$ 1 valia 1 URV, que, por sua vez, valia 2.750 cruzeiros reais.

“Tem uma expressão popular ótima, que é o engenheiro de obra feita. Depois que fez, dizia: ‘Ah bom, devia ter feito assim.’ Mas durante o processo… Vamos lembrar, foi um processo extraordinariamente arriscado, difícil, com percalços, podia ter dado errado em vários momentos”, relembrou o economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, em entrevista à TV Brasil, durante o lançamento em São Paulo do livro sobre os 30 anos do plano econômico.

Ao indexar toda a economia, a URV conseguiu realinhar o que os economistas chamam de preços relativos, que medem a quantidade de itens de bens e de serviços distintos que uma mesma quantia consegue comprar. Aliado a um câmbio fixo, no primeiro momento, e a juros altos, para atrair capital externo, o plano deu certo. Em junho de 1994, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha atingido 47,43%. O indicador caiu para 6,84% no mês seguinte e apenas 1,71% em dezembro de 1994.

Plano Larida

Batizada de Plano Larida, em homenagem aos economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, a ideia de uma moeda indexada atrelada à moeda oficial foi apresentada pela primeira vez em 1984. Em vez de simplesmente cortar gastos públicos para segurar a inflação, como preconiza a teoria econômica ortodoxa, o Plano Larida foi parcialmente inspirado numa experiência heterodoxa em Israel no início dos anos 1980.

No país do Oriente Médio, os preços e os salários foram temporariamente congelados para eliminar a inércia inflacionária, pela qual a inflação passada alimenta a inflação futura. Posteriormente, foi feito um pacto social para aumentar os preços o mínimo possível, e o congelamento foi retirado, reduzindo a inflação israelense.

Uma ideia semelhante chegou a vigorar no Plano Cruzado, em 1986. A estabilização, no entanto, naufragou porque o congelamento estendeu-se mais que o esperado e, temendo repercussões nas eleições parlamentares daquele ano, a primeira pós-ditadura, o governo José Sarney não implementou medidas de controle monetário (juros altos) e fiscal (saneamento das contas públicas). Na época, não existia a Secretaria do Tesouro Nacional para centralizar as contas do governo, e os gastos públicos eram parcialmente financiados pelo Banco Central e pelo Banco do Brasil.

Continue Lendo

Economia

Oportunidade: Governo de Cocal do Sul promove vitrine de empregos nesta sexta

Publicado

em

Diversas oportunidades de trabalho serão oferecidas nesta sexta-feira (28), na Praça Coberta. A Vitrine de Empregos irá ocorrer das 8h às 12h, atendendo o público, divulgando as vagas que estão disponíveis nas mais variadas áreas no mercado de trabalho, com a presença de empresas participantes e equipe da Secretaria de Ação Social.

“Tendo em vista que muitos estão à procura de emprego e que há empresas com vagas disponíveis, estamos promovendo essa ação todo mês na Praça Coberta, como forma de fomentar a geração de empregos e fazendo os encaminhamentos ao mercado de trabalho, para quem sabe já saírem dali empregados”, pontua o secretário de Ação Social do município, Geraldo Echeli.

As empresas parceiras irão disponibilizar vagas de emprego em diversas áreas, voltadas a pessoas com todos os níveis de instrução. “A Vitrine de Empregos tem dado muito certo, as empresas aproveitam essa oportunidade para buscar talentos para o mercado, em busca também de qualificação; vamos fazer essa engrenagem chamada economia girar”, finaliza o secretário.

Continue Lendo

Mais vistos

© Copyright 2007-2024 sulnoticias.com