Ada lamenta pouco avanço no Direito das Mulheres

Florianópolis

Ainda que esteja com a maior bancada feminina da história da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), com cinco deputadas eleitas, o número ainda representa muito pouco para a deputada Ada de Luca, que fez um paralelo das conquistas da mulher no decorrer dos anos e os desafios atuais no uso da tribuna nessa semana, 13, na Alesc. “Precisamos falar de representatividade para que as novas leis acompanhem as mudanças da sociedade”, declarou Ada que é coordenadora da bancada feminina e presidente da frente parlamentar de combate à violência contra a mulher.

A deputada relembrou sua luta pela democracia e direitos iguais. Fez questão de salientar que quando se trata dos direitos das mulheres as coisas caminham a passos lentos como, por exemplo, o estatuto da mulher casada, assinado em 1962, onde a mulher precisava de autorização do marido para trabalhar fora e finalmente passou a ser economicamente ativa. Ressaltou que, atualmente, apenas 25% dos cargos de presidência nas empresas são ocupados por mulheres.

Já a igualdade jurídica só foi conquistada com a constituição de 1988, mais de duas décadas depois, e ainda assim, muitas mulheres são incapacitadas de exercer plenamente suas profissões, pois tem jornada dupla ou tripla. “As mulheres interrompem suas carreiras até seis vezes mais com a chegada dos filhos”, informou a parlamentar.

Feminicídio é alarmante

O principal tema veio a partir da lei Maria da Penha, criada em 2006, para proteger a mulher da violência sofrida por seus próprios parceiros. Com números de violência contra a mulher em Santa Catarina alarmantes, Ada propõe que e o Estado precisa garantir e ampliar os canais de denúncias desses casos. “Vislumbro muito trabalho pela frente, colegas. Precisamos falar de feminicídio, abuso, dupla e tripla jornada. Feminicidio e não homicídio. Precisamos começar a tratar o assunto violência contra a mulher como prevenção nas escolas desde a educação infantil”, assegurou.