Alíquota mínima estimula franquias em Criciúma

Criciúma

Investir em franquias é uma tendência que ganha força no Brasil. Em 2018, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado nacional de franquias apontou crescimento de 7% da receita, em relação a 2017, e registrou aumento de 5% no número de unidades. Em Criciúma, a Administração Municipal incentiva a abertura de franquias por meio da Lei Complementar n° 303/2018, que reduz de 3% para 2% a alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). A porcentagem é a mínima exigida no Brasil.

Mesmo com os índices de confiança em alta e com o aval de empresários e consumidores, Criciúma possui apenas duas empresas franqueadoras, mas conta com as principais marcas de franquias do país. “As empresas precisam despertar o interesse para esse modelo de negócio crescer em Criciúma. Aqui a legislação é mais acessível, barata e favorece a abertura de franquias”, destaca o empresário Claiton Pacheco Galdino.

Conforme o profissional, as empresas franqueadoras, além de replicar o modelo de negócio, aumentam a capacidade de compra e reduzem custos operacionais. “A empresa consegue crescer tendo financiamento externo por causa da expansão de franquias. O franqueador acaba mostrando a marca da empresa para todo o Brasil através da replicação do modelo de negócio da marca e tem a vantagem de ter receita oriunda de royalties”, explica Galdino.

Criciúma arrecada aproximadamente R$ 30 mil por ano com franquias. A Administração Municipal espera, até o fim de 2019, estimular a abertura de pelo menos cinco empresas franqueadoras e aumentar o faturamento relativo ao setor. “O poder público incentiva os empresários a passarem de franqueados para franqueadores. Com a redução da alíquota do ISS, o município segue na mira de grandes franquias e continua trabalhando para formar novos franqueadores”, ressalta o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.

Segundo o secretário municipal da Fazenda, Celito Cardoso, os franqueadores aumentam a atividade econômica de Criciúma. “Os franqueadores, além de ter a oportunidade de replicar sua marca, acabam gerando empregos e beneficiando as pessoas. É um modelo de negócio que tem crescido no âmbito nacional”, comenta. Em 2018, conforme a ABF, o setor de franquias contou com aproximadamente 1,3 milhão de trabalhadores contratados, totalizando crescimento de 8% em relação a 2017.

Mais franquias em 2019

O mercado de franquias deve continuar crescendo em 2019. De acordo com o presidente da ABF, André Friedheim, o faturamento do setor de franquias assinala alta de 8% a 10%, além de incremento de 5% na geração de empregos e renda. “O clima de otimismo observado no país com o início do novo governo e as possíveis medidas para estimular o crescimento econômico, incluindo a implantação das reformas da previdência e fiscal, vão favorecer a retomada dos investimentos e o crescimento do franchising”, argumenta.

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