Bolsonaro é eleito novo Presidente do Brasil

Criciúma

Às 19h18 deste domingo, com 94,44% das urnas apuradas, Jair Bolsonaro, do PSL, tinha 55,54% foi considerado matematicamente o presidente eleito do Brasil. Fernando Haddad, do PT, tinha 44,46%.

O capitão da reserva do Exército tem 63 anos e foi deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro durante 7 mandatos.

Além votar para escolher o próximo presidente do país, em 13 estados e no Distrito Federal, os eleitores votaram para governador. 

O anúncio da vitória nas eleições presidenciais foi comemorado com muita festa em frente à casa de Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Eleitores gritaram, se abraçaram e pularam muito, no meio de fogos de artifício, ao coro de “mito, mito”, como é chamado pelos seus seguidores o candidato à presidência da República pelo PSL.

Hino Nacional foi entoado pela multidão, que também cantava “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Os dois sentidos da Avenida Lúcio Costa, na beira da praia, foram fechados ao trânsito de veículos, pelo excesso de pessoas, a grande maioria vestida em amarelo, cor que simbolizou a campanha desde o início.

Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército, Jair Messias Bolsonaro, candidato da coligação PSL-PRTB, liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República. E venceu o primeiro turno, e conquistou a presidência no segundo turno com mais de 55% dos votos válidos.  

Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas.

Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos – que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar.

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