Bons ventos para a construção civil do Sul

Criciúma

Um ano de boas perspectivas e um setor em franca evolução. Este é o panorama da construção civil da região destacado pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon), Olvacir Bez Fontana, com base em levantamentos realizados pela própria Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que consolidam a expansão do setor local no cenário catarinense.

Composto por 40 empresas, o Sinduscon abrange desde Morro da Fumaça a Passo de Torres, no Extremo Sul e encerra 2018 de olho nas novas tendências e no mercado mundial visando o desenvolvimento local. São exatos 7.012 trabalhadores da construção civil nas empresas que compõem o Sinduscon, mão de obra que ajuda o Sul a pulsar.

Como forma de avaliar e organizar ainda mais o setor, considerado a alavanca da economia, os empresários atuantes participam de reuniões mensais para discutir e avaliar as demandas. Com aspecto otimista para 2019, Fontana analisa o atual cenário econômico do setor e as perspectivas com o novo cenário político.

As notícias são positivas e tendem a melhorar. O mercado da construção civil, nos primeiros sete meses de 2018, apresentou aumento de 4% no volume de negócios em relação a 2017.

Empreendedorismo

O presidente do Sinduscon atenta que, para acompanhar a evolução do setor da construção civil, como alavancar o crescimento do país, é mais que necessário investimento na infraestrutura, como em rodovias, hidrovias e ferrovias, bem como reaver as altas cargas tributárias.

“O nosso país é novo ainda e no qual existem muitos empreendedores. Aliás, está no sangue do brasileiro o empreendedorismo, o trabalho. Entendo que a solução não está somente nas mãos do governo, mas está na mão do trabalhador. O governo deve concentrar seus esforços nas questões de saúde, educação e segurança. O restante, a iniciativa privada, sem essas amarras, sem a dificuldade de desenvolvimento da qual enfrenta a iniciativa pública, resolve”, acredita o presidente do Sinduscon.

Fontana caracteriza o setor como sendo a alavanca e o motor da economia. “Em um país onde a construção não é forte, não há crescimento. Se a construção no Brasil está estagnada, a economia também estará. Nosso setor movimenta uma intensa e grande cadeia produtiva e grande parte produzida nacionalmente. Quando você adquire um imóvel, é necessário em seguida comprar revestimentos, mobiliá-lo, decorá-lo, enfim. Desta forma mobiliza todo o mercado e diversos segmentos. Isto é a alavanca da economia da qual me refiro”, exemplifica.

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