Com movimento menor, fiéis celebram fé em Nossa Senhora do Caravaggio

Com um movimento um pouco menor em relação às edições anteriores, em razão do momento nacional, o Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, em Nova Veneza, realizou neste domingo a sua 67ª Romaria e Festa em honra a Padroeira. A transladação saiu da Paróquia Nossa Senhora da Oração, de Turvo. Milhares de fiéis participaram da tradicional missa campal, presidida pelo Bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inacio Flach, e concelebrada pelos padres Joel Sávio, Gilson Pereira e Valdemar Carminati, Reitor do Santuário.

“A festa é sempre um momento bonito de fé, de manifestação de alegria, de amor a Cristo, porque quem ama Maria está, automaticamente, amando a Cristo. Ele é quem dá a graça, quem faz os milagres e ela é a intercessora e tem um lugar especial na história da salvação, na vida de Cristo, até o final. A movimentação foi muito boa. Claro, que sentimos o efeito da situação que se está vivendo. Nessa hora temos que estar todos juntos, solidários, porque a causa é comum, o sofrimento é de todos, especialmente dos mais fracos e pobres que precisam de mais atenção. Todos sofrem com a corrupção e com tudo o que está acontecendo no país”, disse padre Valdemar.

Em sua homilia, Dom Jacinto manifestou sua alegria, no domingo em que a Igreja recorda a Santíssima Trindade, pela celebração de uma das maiores festas da Diocese. O Bispo enfatizou o grande amor de Deus pela humanidade e a intercessão de Maria. “Santo Afonso Maria de Ligório dizia que todos os pedidos que Maria pede por nós são atendidos. Maria não tempo o poder; quem o tem é Deus, mas ela, na terra, fez a vontade de Deus sempre, por isso, no céu, ela é a mais próxima da Santíssima Trindade. Tenho certeza de que ninguém veio só por vir. No coração de cada um e cada uma tem fé e esta fé é importante para Deus e Nossa Senhora. Alegro-me muito com todos vocês aqui e com tantas pessoas que se fizeram presentes na novena em preparação a festa”, saudou o Bispo Diocesano.

Dom Jacinto, ao subir a colina de Caravaggio, disse que viu muitos romeiros seguindo a pé. “Talvez muitos sejam peregrinos, iriam caminhar mesmo, mas outros vieram a pé porque, talvez, não tivessem gasolina, mas a fé está acima de tudo isso! Vamos rezar e nesta semana muitas coisas, com certeza, voltarão à normalidade. Não podemos perder a esperança, o diálogo e confiar muito na presença de Deus. Somos pequenos, mas grandes e fortes com Deus!”, declarou o epíscopo.

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