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Corpus Christi: ser presença eucarística e rezar pelo Brasil

Nesta quinta-feira, 15, a Igreja Católica celebra a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, comumente chamada de Corpus Christi, único dia do ano em que a Igreja permite a exposição pública da Eucaristia – o Santíssimo Sacramento – com procissão pelas ruas.

A solenidade recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e também a Instituição da Eucaristia. A celebração teve início em 1246, na Bélgica, após visões da religiosa agostiniana Juliana de Cornion, e estendida a toda a Igreja pelo Papa Urbano IV, em 1264, tomando força nos séculos subsequentes.

“Nós saímos à rua, em procissão, lembrando este grande mistério do amor de Deus pela humanidade; Jesus não só entregou sua vida lá na cruz, mas continua nos entregando o alimento – o seu corpo e o seu sangue – que é o que de mais precioso existe sobre a face da terra. Nós, cristãos católicos, temos acesso a essa maravilha tão grande que nem os anjos do céu podem experimentar”, afirma o Bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inacio Flach, que presidirá a solenidade às 09h30min, na igreja Santa Bárbara, e às 15h na Praça do Congresso, em Criciúma.

Serragem, flores, borra de café, farinha e sais coloridos preenchem os tapetes que compõem o imenso mosaico estendido ao longo do caminho por onde Jesus, presente no pão consagrado, irá passar. Fiéis engajados em movimentos e serviços pastorais da Igreja preparam os tapetes que compõem o trajeto com três altares, percorrido após a celebração da missa e que culmina com a solene bênção com o Santíssimo Sacramento. Diversos motivos são confeccionados pelo caminho, neste ano, com ênfase, por exemplo, ao Ano Nacional Mariano e ao tema da Campanha da Fraternidade 2017, além de motivos eucarísticos. A Catedral São José, que celebrará seu jubileu centenário em setembro, também fará memória ao seu aniversário de evangelização.

“Uma das coisas bonitas que se vê nesta procissão são os tapetes que o povo prepara, aonde o Cristo irá passar. Nós precisamos preparar muitos tapetes, neste mundo, para que, cada vez mais, as pessoas, sobretudo aquelas que tanto precisam, possam passar pelos tapetes preparados com nosso amor, nossa doação e nosso serviço, para que se sintam amadas e queridas como filhos e filhas de Deus. Convoco todo o povo a participar deste momento tão sagrado”, conclama Dom Jacinto, ao evidenciar gestos cristãos que vão muito além da participação na solenidade e encontram seu sentido na vida em comunidade.