Deputados reagem ao corte na verba para saúde

Florianópolis

O STF acatou em julgamento na tarde desta quarta-feira (24) o pedido feito pelo Governador Carlos Moisés anulando o aumento de verba para a saúde. A elevação do repasse de 12 para 15% foi aprovada pelos deputados através de uma emenda constitucional. Com a decisão a saúde catarinense deve perder, só neste ano, meio bilhão de reais em investimentos.

A decisão provocou reação imediata entre os deputados. “O governo venceu no STF, mas faltou o complemento, o povo perdeu. Não quero ser alarmista, mas se o governo voltar a aplicar só 12% vai ser o caos, ano passado foi 14% e ficou devendo quase R$ 1 bilhão”, advertiu Neodi Saretta (PT), presidente da Comissão de Saúde.

O parlamentar fez um apelo para que o governo não retorne ao patamar de 12%.

“Mesmo são sendo obrigatório aplicar, que aplique, não volte aos 12%, porque vai ser uma catástrofe. Falta medicamento, há hospitais quase fechando, há grandes desafios pela frente, mas imaginar voltar a 12%, é inimaginável”, insistiu Saretta.

Ismael dos Santos (PSD), Laércio Schuster (PSB), Marlene Fengler (PSD) e Padre Pedro Baldissera (PT) concordaram com o colega.

“É dia para lamentar, o STF tem proporcionado ao Brasil uma sucessão de decepções, foi uma atitude unilateral, não se escutou a voz da rua, (o estado) passa a depender da boa vontade política do governador”, afirmou Ismael, que ponderou o aumento da receita em 2019. “Se arrecadou 13% a mais”.

“Indignação e tristeza por ter aceito a redução de 15% para 12%, é inadmissível ir ao STF para reduzir este percentual, nos deixa bastante triste com a notícia”, confessou Schuster.