Escrita, sinais e gravuras são atividades das aulas remotas para os alunos da Escola Polo de Surdos

Criciúma

Atualmente, a EMEIEF Prof.ª Maria de Lourdes Carneiro é a Escola Polo de Surdos da rede municipal de ensino e atende 20 alunos surdos

Há duas semanas, os 20 alunos surdos da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (EMEIEF) Professora Maria de Lourdes Carneiro, a Escola Polo de Surdos, estão recebendo aulas de forma virtual. Usando as ferramentas da escrita, sinais, imagens, vídeos e gravuras, os estudantes tem as aulas remotas por meio do Google Classroom. A iniciativa atende os 20 mil alunos da rede municipal de ensino, devido à pandemia de Covid-19.

Como no caso do aluno do 3º ano da Escola Polo de Surdos, Arthur de Melo Pedroso. “O Arthur está conseguindo se adaptar com a nova ferramenta. Em uma conversa com a professora, eu consigo as atividades, que geralmente, são impressas e em vídeos. Ele gosta de fazer essas atividades, e aquelas que não consegue, a professora readapta para ele”, ressaltou a mãe do Arthur, Jerusa de Melo Pedroso. Ela também afirma que é fundamental ter aulas remotas. “Já é difícil no dia a dia, imagina agora no período de quarentena e sem as aulas. Assim, na medida do possível, não perde esse contato com as atividades, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). e com os sinais”, completou.

As aulas são desenvolvidas pela professora regente e interpretada para Libras pela professora bilíngue. “A didática é baseada no nível de aprendizagem e na necessidade educativa especial de cada estudante surdo. Pela plataforma online professores regentes em parceria com as professoras bilíngues, planejam e publicam diariamente”, explicou a auxiliar de direção da EMEIEIF Professora Maria de Lourdes Carneiro, Elaine Marques dos Santos.

Conforme a auxiliar de direção, as atividades utilizam, principalmente, de recursos de vídeos e imagens. “As atividades são dinâmicas, auto explicativas, com muito recursos de vídeos, imagens, pois a alfabetização e ensino dos surdos precisa ser bem concreta, com o máximo de recursos visuais possíveis”, explanou.  

Dos 20 alunos surdos, 15 estão acessando a plataforma online e o restante utilizam a apostila impressa. “A interpretação da professora bilíngue é feita em todos os componentes curriculares. Hoje, a Escola de Surdos tem alunos da Educação Infantil até o 7º ano. Além das atividades regulares das aulas remotas, eles também têm a oferta de atividades no Atendimento Educacional Especializado (AEE), que complementa as atividades regulares.”, comentou a coordenadora da Educação Especial do município, Úrsula Silveira Borges Domingos.

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