Hospitais dizem que greve dos trabalhadores é política

A ameaça de greve a partir de segunda-feira nos hospitais da região provocou nesta tarde uma coletiva dos representantes de São José, São João Batista e Unimed com a imprensa. De acordo com o advogado Tito Lívio Góes, que se manifestou em nome das instituições, o movimento deflagrado é político. “Político e ideológico. Eles não aceitam que novas regras trabalhistas sejam validadas, não aceitam e estão forçando o movimento. Eles escolheram para votar a proposta de greve em unidades específicas. Nossos profissionais querem atuar”, reclama.

Góes também afirmou que havia sido negociado um prazo para apresentação de uma nova proposta na próxima terça-feira, mas que o prazo não foi respeitado. “Eles foram para as mídias sociais convocar para a greve. Romperam o acordo. No entanto, estamos nos preparando via meios legais para garantir que o atendimento não seja prejudicado”.

Presidente do Sindicato dos trabalhadores em Saúde, afirma que a negociação não evoluiu e que os hospitais ainda estão distribuindo panfleto dizendo que agora, com a nova regra, não há mais necessidade de participação do sindicato. “Uma afronta. Mais de 60% decidiram pela greve. Com essa proposta não temos outra alternativa. Na segunda-feira já vamos estar com efetivo reduzido cobrando respeito aos trabalhadores”, explica João Estevam.

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