Integrantes da Missão Vale do Silício discutem ações para o Sul do Estado

Criciúma

Os integrantes da Missão Vale do Silício do Senac/SC estiveram reunidos sexta-feira (20/9), para debater ações de inovação para o Sul do Estado. As reflexões e ideias surgiram a partir das experiências vivenciadas pelos integrantes da comitiva catarinense ao longo de cinco dias de visitas técnicas a empresas, instituições de ensino e órgãos públicos sediados na Califórnia, nos Estados Unidos.

No início dos trabalhos desta sexta-feira, o diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unesc, Oscar Montedo, sugeriu que cada participante da missão fizesse um relato do que mais chamou a atenção nos locais visitados para depois dar início aos debates. Segundo ele, as experiências na cultura do Vale do Silício e o contato com as tendências internacionais em inovação e educação foram de grande valia e serão compartilhadas em prol de toda a região.

O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Thiago Fabris, ressaltou que o ecossistema observado no Valei do Silício é muito dinâmico e envolve a articulação entre empresas, poder público e universidade. Especificamente, no setor educacional, Fabris destacou que existe uma flexibilização nos modelos pedagógicos e a uma forte parceria entre universidade, empresas, aceleradoras e startups. Destacou ainda que a evolução tecnológica será ainda mais intensa nos próximos anos. Cidades inteligentes, automóveis autônomos, diagnósticos médicos ainda mais precisos, inteligência artificial e supercomputadores estarão cada vez mais presentes na sociedade.

O prefeito de Forquilhinha, Dimas Kammer, chamou a atenção para o fato de o PIB (Produto Interno Bruto) gerado na Califórnia, especialmente com a ajuda das empresas de tecnologia, ser maior que o do Brasil e sugeriu que fosse pensado em uma articulação entre Legislativo e instituições de ensino para a regulamentação e o incentivo da instalação de startups nos municípios da região.

Já o diretor de Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação de Criciúma, Claiton Pacheco, levantou o pragmatismo do comportamento empresarial no Vale do Silício e a abertura ao diálogo e a rapidez nas respostas, além do fato de o poder público estar empenhado em atrair negócios. “Lá temos um mercado maduro, com uma visão de querer mudar o mundo e não apenas a sua cidade. É um projeto global que se inicia pelo local”.

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