Integrantes de facção condenados em Criciúma

Criciúma

O Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma condenou, G. N. M, N,L, V, e S.da S, membros de uma facção criminosa, pelo homicídio e destruição de cadáver de um integrante de grupo rival. Os três foram condenados, ainda, junto com o réu V, F, por organização criminosa e corrupção de menores. Denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os quatro foram condenados a penas que somam mais de 110 anos de prisão.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público narra que, no ano de 2015, o denunciado V, então preso em São Pedro de Alcântara, integrava o alto escalão da facção, exercendo as funções de comando e de coordenação da ação do grupo, enquanto G, S e N, ‘disciplinas’ da facção, exerciam as lideranças em Criciúma, que se utilizavam de adolescentes.

Relata a denúncia, ainda, que G, em união de esforços e vontades com os réus S e N, matou André Renato Inácio, integrante de um grupo rival. De acordo com a denúncia, o grupo convidou a vítima para uma reunião, sob o pretexto de esclarecer os homicídios de outros dois integrantes da facção. O objetivo, no entanto, era vingar a morte dos dois comparsas, uma vez que G apontou André como autor dos crimes aos demais membros da organização criminosa.

Assim, conforme aponta a denúncia, G. acompanhou André ao local combinado, onde N, S e dois adolescentes, um de 16 e outro de 13 anos, já esperavam. O grupo, então, surpreendeu André com diversos disparos de arma de fogo, causando a sua morte. Em seguida, colocaram o corpo da vítima no porta-malas de um automóvel furtado, o qual levaram a outro bairro e atearam fogo, no intuito de destruir o cadáver.

Julgados pelo conselho de sentença, os três foram condenados por homicídio duplamente qualificado – por ter sido praticado com dissimulação e por motivo torpe -, destruição de cadáver e posse de arma de fogo. Aos três, e também a V, foi ainda atribuída a prática dos crimes de corrupção de menores e organização criminosa.

O Ministério Público foi representado perante o Tribunal do Júri pelos Promotores de Justiça Gabriela Cavalheiro Locks e Marcio Cota. A decisão é passível de recurso, mas os réus não terão o direito de recorrer em liberdade.

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