Júlio Garcia emite nota sobre operação da Polícia Federal

Florianópolis

O presidente da Assembleia Legislativa Júlio Garcia emitiu uma nota a imprensa sobre a operação Alcatraz. A ação desencadeada pela Polícia Federal teve o apartamento de Garcia como um dos alvos.

Confira a nota:

Surpreendido por uma operação policial na manhã de hoje, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia, informa que desconhece inteiramente as razões pelas quais teve seu nome envolvido nas investigações. Assim que tiver acesso e conhecimento integral dos autos e analisá-los, prestará todas as informações necessárias.

Júlio também emitiu, em nome da Assembleia uma outra nota sobre o envolvimento de um funcionário do parlamento. 

Confira a Nota:

A Assembleia Legislativa, por meio da Diretoria de Comunicação Social, informa que o evento policial ocorrido hoje não tem como foco o Poder Legislativo de Santa Catarina.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta manhã no prédio administrativo da Avenida Mauro Ramos, onde foram vistoriados e apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, de uso do diretor de Tecnologia, Nelson Nappi, investigado no inquérito.
Por determinação do presidente, deputado Julio Garcia, o diretor foi exonerado do cargo no dia hoje.
Até o presente momento a Assembleia Legislativa não teve acesso a informações mais precisas a respeito do inquérito ou sobre o teor das acusações. Mas está atenta e à disposição das autoridades para que o caso seja esclarecido no menor espaço de tempo possível.

A Operação

Polícia Federal, em uma ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje (30) a Operação Alcatraz para combater fraudes fiscais praticadas por dois grupos empresariais que “atuam na prestação de serviços a órgãos públicos adquirindo notas frias de empresas inexistentes (as conhecidas noteiras), para dissimular o pagamento de propina a agentes públicos.

A investigação identificou R$ 100 milhões em créditos tributários em nome dos diversos contribuintes que participavam do esquema de pagamento de propinas. Segundo a Receita, também foram identificadas empresas usadas para lavagem de dinheiro, que atuam para esquentar valores desviados adquirindo patrimônio, quase sempre em nome de “laranjas”.

Os policiais cumpriram 11 mandados de prisão, sendo sete preventivas e quatro temporárias; 42 de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Florianópolis, em Santa Catarina. Além disso, também estão sendo cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens e valores dos suspeitos. Os mandados estão sendo executados em endereços dos investigados na Grande Florianópolis. Participam da operação 45 auditores-fiscais e analistas tributários.

As 11 pessoas presas deverão ser ouvidas pela Polícia Federal ao longo desta quinta-feira.