Mulher que congelou filha recém nascida vai a julgamento

Uma Sessão do Tribunal do Júri aberta nesta manhã de sexta-feira (27) em Sombrio está  julgando a mulher de 36 anos, acusada por congelar a própria filha, recém nascida, logo após o nascimento.

De acordo com o processo a acusada, que é viúva, manteve um relacionamento amoroso com um amigo do filho dela, de 16 anos, e engravidou. Temendo a reação da sociedade, diante da diferente de idade entre ela e o adolescente, além do filho, que a proibia de manter outro relacionamento, a acusada escondeu a gravidez por oito meses.

Então, no dia 28 de julho de 2014, ao entrar em trabalho de parto, ela deu à luz no vaso sanitário da própria residência. Na sequência, utilizou uma faca de cozinha para cortar o cordão umbilical e enrolou a bebê em sacolas plásticas e colocou a filha, ainda viva, dentro do freezer.

O crime só foi descoberto três dias depois, quando a acusada procurou o hospital devido à hemorragia.

A mulher respondeu em liberdade e sua defesa alegou que ela estava em estado puerperal, o que tipificaria o crime de infanticídio, com pena máxima de seis anos de reclusão. O juiz Evandro Volmar Rizzo, no entanto, proferiu a sentença de pronúncia pelo crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e sem chance de defesa da vítima. Se for condenada, ela pode receber uma pena de até 30 anos de reclusão.

Carlos Felippe/Difusora

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