Número de obesos cresce 67% nos últimos 13 anos

Criciúma

O número de adultos obesos, no Brasil, cresceu 67% nos últimos treze anos. Desde então, estamos diante do maior índice: a cada cinco brasileiros adultos, um está obeso.

Isso é o que aponta a pesquisa do Ministério da Saúde, chamada Vigitel. O estudo é realizado, por telefone, desde 2006, e os dados de 2018 foram divulgados nesta quinta-feira (25). Cinquenta e duas mil pessoas foram entrevistadas.

O crescimento da obesidade foi ainda maior em uma faixa específica da população. É o que detalha o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.

Por outro lado, o brasileiro melhorou alguns hábitos e mantém uma vida mais saudável. O consumo de frutas e hortaliças, por exemplo, cresceu mais de quinze por cento, nos últimos dez anos. Mas ainda assim, apenas uma a cada quatro pessoas do país consome esses alimentos regularmente. Mas como a obesidade cresceu tanto, mesmo com a adoção de hábitos saudáveis?

Para o presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Mário Carra, o fator de risco continua porque é preciso melhorar o que é saudável, mas também se afastar dos inimigos da saúde.

Para além da questão da obesidade, mais da metade da população brasileira é considerada com excesso de peso. O que, segundo o especialista, é diferente e varia de acordo com o índice de massa corpórea.

E tem mais: não adianta se enganar com um corpo aparentemente magro, se nele mora a chamada “barriga de cerveja”. Ela também é sinal de alerta, segundo o endocrinologista, Mário Carra.


Em relação ao consumo abusivo do álcool, a pesquisa mostra que a média se manteve estável na população em geral, mas aumentou em quase 43% entre as mulheres, segundo o levantamento. Mesmo assim, elas são 11% enquanto entre os homens, o percentual é de 26%.

Entre as capitais do país, o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu em mais da metade, desde 2007 pra cá, entre os brasileiros de todas as idades.

Também foi registrado o aumento de 25%, na realização de atividades físicas e redução do hábito do tabagismo.