Para empresários, Reforma Trabalhista é um alento para setor produtivo

A aprovação da reforma trabalhista pelo senado foi vista com bons olhos por empresários da região. Nesta manhã, durante entrevista à Difusora, o presidente do Sinduscon, empresário Olvacir Fontana, comentou a medida. Ele admite que a aprovação por si só não gera emprego, mas reconhece que é um passo importante.

“Capital e Trabalho precisam ser parceiros. A aprovação da reforma é um passo pequeno, mas fundamental. A demagogia precisa ser deixada de lado. O empresário se queixa da insegurança. Ele contrata e não sabe quanto vai custar. A legislação é tão grande, tão cheia de brechas que o empregado vive cobrando um extra que não existe. O salário só não é maior justamente por esta insegurança. Tá na hora de menos direito e mais trabalho para todos. O que o empregado quer é um bom salário e hoje não há isso por conta dessa legislação pesada demais”, comenta.

Comemoração também por parte do presidente da Associação Empresarial de Criciúma. Segundo ele, o Brasil deu um passo rumo a modernização.  “Abre-se uma janela para modernização das leis trabalhistas do pais e com isso vamos ter um pouco mais de competitividade. A reforma prevê que pode ser feito acordo entre empregado e empresa e terá força de lei. O empresário pode dividir lucro com o empregado, criar banco de horas. Isso dá segurança jurídica e permite a geração de novas vagas de trabalho”, comenta.

Segundo César não há perda de direitos trabalhistas. “FGTS, Décimo Terceiro, Férias tudo isso está mantido. O que vai acabar é com a enxurrada de ações trabalhistas. No ano passado foram 3 milhões de ações. Representa 80% de toda ação trabalhista no mundo”.
Outro avanço, na avaliação do empresário, é a terceirização. “Até o momento não era permitido. Então as empresas produziam seus produtos lá fora gerando lá 3 milhões e empregos. Agora esses empregos podem ser gerados aqui”.