Pelo direito de trabalhar, comerciantes protestam na Nereu

Criciúma

Dezenas de comerciantes e funcionários se reuniram nesta tarde na Praça  Nereu Ramos, no Centro de Criciúma, para mais um protesto. Munidos de cartazes eles clamaram pelo direito de voltar a trabalhar. Entre os funcionários, o temor de perder o emprego. Entre os empresários, o medo de ver a falência bater as portas. 

“Eu paguei a folha deste mês e falei aos funcionários para que economizem porque eu não sei quando vou conseguir rodar outra folha”, alertou o ex-presidente da CDL de Criciúma Gelson Philippi. Ele lembrou que o movimento desta terça-feira foi voluntário, sem líderes. “É uma reação de quem quer trabalhar, quer dar continuidade ao seu negócio. Ninguém é moleque, sabemos do vírus, mas queremos abrir com todas as normas sanitárias que estão impostas a outros estabelecimentos”, cobrou.

“O Comércio é o motor da economia se essa paralisação se arrastar por mais tempo o governo também ficará sem dinheiro. Não terá nem salário para os servidores públicos e aposentados. Teremos fome, miséria e mais mortes do que as provocadas pelo Coronavírus”, emendou a comerciante Pleiadê Boing.

Alguns comerciantes chegaram a cogitar a possibilidade de reabrir o comércio mesmo com o decreto do Governador sendo renovado, optaram mais tarde por seguir com os protestos. “Nós trabalhávamos com a volta das atividades para amanhã. Como vamos fazer para manter os negócios. No meu estabelecimento tínhamos 13 colaboradores. Demitimos quatro e outros infelizmente também serão desligados”, lamentou a comerciante Fabrícia Batista.

Nos cartazes levados para a Praça a incerteza no futuro foi a tônica principal. “Queremos trabalhar”, dizia um. “Se o comércio não abrir seremos demitidos”. reforçava outro. “Fora Moisés”, protestava um terceiro.

Mesmo com a pressão, o Governador reeditou o decreto e reafirmou que voltar a normalidade no momento ainda é precipitado. 

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