Foto - Wagner Ortolan

Pescadores seguem na espera pelas tainhas

Balneário Rincão

Se para muita gente a frente fria acompanhada de vento sul que atua na região é um incomodo para os pescadores artesanais ela representa um alento. É que esta é a combinação ideal para que as cobiçadas tainhas se aproximem da costa e fiquem ao alcance das pequenas embarcações.

“A gente fala de safra, mas no nosso caso a tal safra precisa de outros fatores. Sem o frio e o vento sul a tainha não chega perto da orla e o nosso pescador não consegue trabalhar. E tem também outro detalhe. Mesmo com frio e vento sul não pode ter ressaca. Se tiver os nossos barcos não entram”, explica João Picollo,  presidente da Colônia de Pesca Z-33, no Balneário Rincão.

Desde o dia 1º de maio, quando a pesca foi oficialmente aberta, não houve nenhuma grande captura na região. Ainda assim a projeção é otimista e a expectativa é capturar mais de 100 toneladas.

“Que foi o que conseguimos em 2017. A tainha tem um alto valor agregado e engorda o caixa dos pescadores. Ano passado a safra não foi boa e depois ainda tivemos períodos ruins de captura na anchova e na corvina. Por enquanto só algumas tainhas perdidas em rede, mas estamos otimistas. A boa pesca da tainhota durante o verão é um indício de que o mar vai ser generoso”.