“Posso ser cassado há qualquer momento”, afirma Arlindo Rocha

Em Maracajá as filas de espera para exames encolheram drasticamente no último ano. A cada dois meses, o Governo reúne a comunidade e detalha tudo o que foi investido no bimestre. As escolas ganharam material didático idêntico ao usado em escolas particulares e neste ano cada aluno recebeu um tablet. Mesmo com indicativos tão positivos o prefeito da cidade não esconde a certeza de um futuro incerto.  “Eu sei que posso ser cassado há qualquer ou até mesmo sofrer algum tipo de ataque. Ameaçado eu já fui”, desabafa Arlindo Rocha.

O tucano garante que tem o apoio dos moradores, mas admite que é encurralado pela Câmara. Nem mesmo os chamados vereadores da base tem dado trégua ao administrador. “Eu queria abrir mão do salário. Enviei projeto e eles criaram um monte de entraves. Tenho amigos médicos que se colocaram a disposição para trabalhar de forma voluntária, de graça, para zerar filas e eles resolveram fazer exigências”, resume.

Segundo o prefeito a crise toda está sentada sobre seu jeito de governar.  “Prefeito é sindico, ele tem que administrar a cidade como um condomínio investindo no coletivo e não para atender interesses individuais”