Projeto de revisão de cargos e salários é retirado da pauta em Siderópolis

Siderópolis

Com a Casa lotada de servidores públicos o Projeto de Lei Executivo 33/2019 que versa sobre a revisão de cargos e salários foi retirado da pauta da Câmara de Vereadores de Siderópolis. A proposta seria apreciada na sessão desta segunda-feira (02), entretanto, com a garantia de rejeição dos parlamentares, o líder do Governo, Clademir Manoel de Souza, o Peninha (MDB), a pedido do Paço, solicitou a remoção da matéria momentos antes de ir à votação.

O legislativo só aprovaria o PL, caso o texto fosse alterado de acordo com a sugestão dos funcionários públicos, representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Criciúma e Região (Siserp) em longa negociação com o município. “Só vamos aprovar após consenso entre o Sindicato e o Governo. Não vamos aprovar nada sem diálogo. Na semana passada fizemos indicação para que a prefeitura mandasse um projeto separado para a revisão dos salários dos motoristas e técnicos de enfermagem. Não enviaram e mandaram este novamente sem as alterações necessárias”, afirmou o presidente da Câmara de Siderópolis, Roni Remor, o Lilo (PSB).

O imbróglio da negociação, conforme a presidente geral do Siserp, Jucélia de Jesus, está na retirada do FGTS que é garantido estatutariamente aos servidores desde 1963. Pelo estatuto o índice do Fundo de Garantia é de 8%. “Os já efetivados não querem perder o direito, então propomos 5% de vantagem no salário como troca apenas para os já concursados. Ninguém teria mais FGTS e os novos não teriam essa vantagem no salário”, explicou.

O prazo para que esta revisão seja concretizada esgota no dia 06 de abril. “Estamos há anos propondo isso, que a médio e longo prazo estaria tudo certo, mas o prefeito Hélio Cesa não entende. Em Treviso já conseguimos”, destacou. A líder sindical acredita que o Chefe do Executivo de Siderópolis só vai aprovar o repasse da inflação e deixar a questão estatutária para o próximo prefeito resolver. “Estamos há muito tempo fazendo esta proposta e não acreditamos que até dia 06 de abril ele se convença”, sublinhou.

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