Informações e foto - Assessoria de Imprensa

Trabalhadores do setor plástico em estado de greve

Não fossem quatro votos, dados por funcionários do setor pessoal de duas empresas de Içara, na primeira das oito assembleias, teria sido por unanimidade a rejeição dos trabalhadores das empresas das indústrias plásticas do sul do estado às propostas patronais para renovação da convenção coletiva e, consequentemente, a decisão pelo “estado de greve”.

São mais de 8 mil trabalhadores que aguardam a retomada das negociações e nova proposta patronal que sejam melhor que apenas o repasse da inflação do período – 4,57% – e o abono anual com o mesmo valor do ano passado, R$ 800,00. A data base do setor é 1º de abril e envolve cerca de 100 empresas dos dois segmentos na região sul.

“E esta é a melhor proposta, foi feita pelo sindicato patronal das empresas da indústria de plásticos descartáveis, já que os patrões da indústria de plásticos flexíveis querem eliminar o abono, congelar o piso, implantar o banco de horas e, ainda, suprimir direitos históricos da categoria”, explica o presidente do Sindicato profissional, Carlos de Cordes, o Dé.

Na manhã desta terça-feira, após as assembleias realizadas em Içara, Criciúma, Urussanga e São Ludgero, sendo duas em cada município para contemplar os três turnos de trabalho, os representantes dos dois sindicatos patronais receberam documento oficializando a decisão da categoria.

Conforme Carlos de Cordes, a disposição da diretoria do Sindicato e da categoria é continuar negociando. “Esperamos que os patrões reconheçam a vontade e o valor dos seus trabalhadores, que é inaceitável não dar ganho real a maioria da categoria que ganha um piso de R$ 1.330,00 e nem podemos concordar em ficar sem aumento do abono por mais um ano; estamos abertos à negociações, como sempre”, finalizou o dirigente.

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