Um encontro para celebrar a primavera da vida

Criciúma

Um encontro cheio de vida, emoção e significado. Assim foi a Festa da Primavera do CER (Centro Especializado em Reabilitação) da Unesc, que ocorreu nesta sexta-feira (4/10) e reuniu pacientes e seus familiares e os profissionais que fazem parte da equipe do CER. Com música, dança e um cardápio especialmente preparado, os participantes passaram uma tarde diferente em que a palavra principal foi celebração.

O CER tem como objetivo assistir a pessoa com deficiência na integralidade de atenção à saúde, a fim de desenvolver o seu potencial físico, psicossocial, profissional e educacional.

“Primavera é tempo de renovação e nós convidamos a todos para renovar o que temos de melhor: o amor”. Com essas palavras, o estudante de Psicologia e um dos organizadores do evento, Lucas Gonçalves, chamou os presentes para desfrutar da melhor maneira o momento.

E os presentes gostaram da sugestão. Apreciaram as apresentações artísticas do grupo de dança do Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) de Criciúma, do Grupo Vocal Professor João Monteiro, formado por pacientes do CER e do trio de violonistas Nilton da Silva (ex-paciente do CER), Juares Barbosa e Celso Ramos, que trouxeram algumas das 1500 músicas de seu repertório. Além disso, puderam degustar um cardápio com comidas sem glúten, sem lactose, diet e light, feito por professores e alunos do curso de Nutrição da Universidade e pensado para atender às necessidades dos usuários do Centro de Reabilitação.  

Uma das mais animadas da festa era Vera Elaine Zvoboter, que há um ano utiliza os serviços do CER. Após um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que ocasionou uma queda e lesões físicas, Vera iniciou tratamentos terapêuticos no CER, com profissionais como fisioterapeuta, neurologista e fonoaudiólogo. Quando estava em estágio avançado de recuperação, sofreu um infarto, teve trombose e embolia pulmonar. “Fiquei cinco dias entre a vida e a morte e consegui sobreviver. Por isso hoje nada mais tira a minha alegria e comemoro cada momento”, afirma. Vera é integrante do Grupo Vocal do CER.

Outra pessoa que celebra a vida é Nilton da Silva, do trio de violonistas que animou a Festa da Primavera. Ele passou um ano em tratamento no CER após ter uma reação a uma vacina que o deixou com partes do corpo paralisadas. “Eu passei seis meses em uma maca sem conseguir ter uma vida normal. Foi o trabalho dos profissionais do CER que me vez voltar a viver e a tocar violão, coisa que fazia desde os 17 anos e não conseguia mais”, conta.

Para a coordenadora do CER Unesc, Mágada Tessmann, a Festa da Primavera veio para marcar positivamente os usuários e familiares do local, celebrar as conquistas e mostrar que há sim o que comemorar, mesmo com tantas adversidades. “Todos nós aqui temos deficiências. Algumas são visíveis e outras não. O que importa é que todos estão vivos e recebendo cuidados adequados. Isso nos coloca todos no mesmo barco e por isso, vamos remar na mesma direção”.

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