Uma semana de luta contra a automutilação

Criciúma

Parlamentares catarinenses aprovaram por unanimidade o projeto de lei nº 0061.3/2019, de autoria do deputado estadual Sergio Motta (Republicanos), que institui a semana de prevenção, conscientização e combate à automutilação na tarde desta terça-feira (05), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).  Conforme o projeto, esta Semana deve ser realizada anualmente, na primeira semana do mês de setembro, em todos os municípios de Santa Catarina. A Semana de que trata a Lei passa a integrar o calendário oficial de eventos do Estado.

De acordo com o deputado, a automutilação é um fenômeno que tem preocupado cada vez mais as pessoas, as famílias e os profissionais que atendem na área da saúde mental. Ele relata que no Brasil, psicólogos, psiquiatras e terapeutas tem chamado atenção para o assunto com frequência, principalmente aqueles que atendem adolescentes.

“Temos conhecimento de dados de pesquisas internacionais que apontam que o comportamento automutilatório é um dos primeiros sinais antes de uma tentativa de suicídio, e muita gente não sabe disso”, alerta Motta.
Ele acredita que a prevenção, a conscientização e o diálogo sobre o tema são assuntos que precisam ser abordados e que precisam chegar às casas das famílias.

“O objetivo deste projeto é chamar a atenção para uma doença silenciosa, que faz inúmeras vítimas. A conscientização a respeito dos perigos e impactos negativos desta prática é fundamental na vida das pessoas. Precisamos estar atentos. Isso é um assunto de saúde pública tão sério quanto tantos outros que nós falamos todos os dias”, pontua o deputado.

Sergio Motta afirma que o alcance de uma ação de conscientização realizada durante a semana instituída para tratar o tema, não se pode mensurar. “O mais importante é saber que cada cidadão que conseguir identificar o problema em casa, na família, na vizinhança, e automaticamente conseguir mudar a situação, vai fazer a diferença de forma muito positiva na vida das pessoas. Vai levar amor para este lar”, acredita.

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