Unesc desenvolve protótipo de Caixa Protetora para uso no atendimento hospitalar e do Samu

Criciúma

A Unesc segue desenvolvendo o seu papel comunitário e contribuindo com sua expertise no combate ao corona vírus. Esta semana, o curso de Design – ênfase em Projeto de Produtos, finalizou o protótipo de uma Caixa Protetora de Dispersão Aérea, com o objetivo de evitar a contaminação de profissionais da saúde durante atendimentos de emergência. A caixa, inédita em Santa Catarina, será testada por médicos e enfermeiros e a intenção é que seu uso seja introduzido, inicialmente, no sistema hospitalar e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Criciúma.

A Caixa Protetora de Dispersão Aérea foi desenvolvida pelos professores do curso de Design, João Rieth (coordenador) e Bárbara Alvarez (coordenadora adjunta), com o auxílio do técnico do Laboratório de Design da Unesc, Anderson Camargo e demais professores, e após o contato do médico emergencista e professor de pós-graducação da Unesc, Vitor Benincá. A solicitação partiu de um grupo de médicos, entre eles, Benincá, o coordenador do Samu de Criciúma, Jebsen Yanagihara Coelho Galvão, o coordenador do pronto socorro do hospital de campanha da Unimed, Saul Pereira Júnior e o anestesista João Henrique Araújo.

Nesta terça-feira (7/4), Rieth e Bárbara realizaram a entrega do protótipo para Benincá. Nos próximos dias, a caixa de acrílico será testada por profissionais no hospital de campanha da Unimed e pela equipe do Samu. No momento da entrega, o médico emergencista fez alguns testes simulando o atendimento, com a participação dos professores da Universidade.

A pesquisa que desenvolveu um protótipo de equipamento para proteger os profissionais de saúde e permitir o atendimento correto em casos de paradas cardiorrespiratórias ou durante a entubação de pacientes, foi divulgada recentemente pelo The New England Journal of Medicine e pensada, para beneficiar profissionais de todo o mundo – tanto que os estudos detalhados são de domínio público. “A partir das necessidades apresentadas pelos médicos, fizemos o desenho da caixa e a professora Bárbara cuidou das questões ergonômicas . Além de possibilitar o conforto do paciente, ela precisa dar liberdade ao médico ou enfermeiro para realizar o seu trabalho. A nossa proposta foi desenvolver um protótipo para avaliar sua eficiência”, comenta Rieth. 

Segundo Benincá, iniciativas semelhantes foram feitas em estados como Rio Grande do Sul e Ceará e a caixa será um avanço importante para a segurança dos profissionais não apenas durante a pandemia do Covid19. “Essas caixas em cima da cabeça do paciente retêm grande parte das partículas que acabam contaminando o ambiente com o corona vírus, qualquer outro tipo de vírus e até mesmo bactérias. No momento em que os pacientes que chegam na emergência ou na sala de cirurgia e precisam de um manejo das vias aéreas, tossem ou expelem secreção, a caixa evita que isso se espalhe no ambiente. Esta caixa veio para ficar. Vai trazer um avanço não só nesse momento de pandemia, mas será um marco na segurança de médicos e enfermeiros”, afirma Benincá.

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