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Economia

Aumento no preço de insumos para construção civil preocupa o setor

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 interesse do brasileiro pela compra de imóveis continua alto, em parte pelo fato de a pandemia ter influenciado as pessoas a buscarem melhor qualidade de vida por meio da aquisição desse tipo de bem. No entanto, os Indicadores Imobiliários Nacionais do quarto trimestre de 2020 mostram que o aumento dos preços do material de construção e as ameaças de desabastecimento podem prejudicar o setor, em especial os empreendimentos dos imóveis ligados ao programa Casa Verde e Amarela voltados para famílias com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500.

Os indicadores foram divulgados nesta segunda-feira (22) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Segundo a CBIC, a faixa com renda mensal de R$ 2.500 a R$ 4.500 é a que corre mais risco por ser a que representa menor margem de lucro para as empresas contratadas. De acordo com a entidade, isso pode diminuir o “apetite das empresas” pela fatia de mercado voltada ao programa de habitação do governo federal.

A sondagem da CBIC, que ouviu 1.200 consumidores, aponta aumento de 9,8% na compra de imóveis novos (apartamentos) e queda de 17,8% no número de lançamentos em 2020 na comparação com o ano anterior. No país, as vendas tiveram aumento de 3,9% no quarto trimestre de 2020, na comparação com o trimestre anterior. Na comparação entre o quarto trimestre de 2020 e o mesmo período de 2019, as vendas subiram 6,7%.

A CBIC ressalta que o principal problema enfrentado por empresários do setor no quarto trimestre de 2020 foi a falta ou o alto custo de matéria-prima, com 50,8% das assinalações. “O aumento no preço de insumos gera insegurança, em especial para as vendas já contatadas”, afirmou hoje o presidente da CBIC, José Carlos Martins, em entrevista coletiva online.

Martins disse que “estaria tudo tranquilo”, não fosse o aumento no preço de insumos associado à falta de abastecimento de muitos dos materiais, algo que considera “extremamente preocupante”. “As obras contratadas em 2020 usavam previsões que tinham por base outros valores. Dessa forma, aquilo que seria um resultado [positivo] da empresa torna-se prejuízo. Isso dá medo às empresas na hora de fazer levantamentos, principalmente no caso do Programa Casa Verde Amarela, que é o antigo Minha Casa Minha Vida”, acrescentou, ao afirmar que a situação pode colocar o setor em risco.

Citando dados da Fundação Getulio Vargas, Martins informou que os preços do material de construção subiram 19,60% no ano passado. D acordo com a entidade, alguns insumos tiveram aumentos acima de 50% no mesmo período. Segundo a CBIC, trata-se da “maior alta” registrada em todo o período pós Plano Real”. Entre os insumos que mais têm pressionado as empresas, a CBIC destaca aço, cimento, PVC, cabeamentos de cobre e blocos de cerâmica.

“O impacto já foi sentido em números do programa Casa Verde e Amarela, segmento mais afetado pelos aumentos, em função de suas margens, que são menores, e por possuir teto para contratação. A representatividade do programa sobre o total de lançamentos no quarto trimestre de 2020 foi de 47,1%. Sobre o total de vendas, a participação foi de 48,6%. No terceiro trimestre de 2020, a representatividade foi de 54,7% e 53,0%, respectivamente”, complementa a CBIC.

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Economia

Guedes anuncia antecipação de 13º de beneficiários do INSS

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Pelo segundo ano consecutivo, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) receberão o décimo terceiro salário de forma antecipada, disse há pouco o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo o ministro, a medida só vai ocorrer depois da aprovação do Orçamento Geral da União deste ano.

“O abono salarial já foi antecipado. Agora, assim que aprovar o orçamento, vai ser antecipado o décimo terceiro justamente dos mais frágeis, dos mais idosos, como fizemos da outra vez”, disse o ministro. No ano passado, os beneficiários do INSS tiveram o décimo terceiro antecipado para abril como medida de ajuda à população mais afetada pela pandemia de covid-19.

O ministro deu a declaração após reunião com o deputado Daniel Freitas (PSL-SC), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial na Câmara dos Deputados. Aprovado ontem (5) em segundo turno pelo Senado, o texto foi encaminhado para a Câmara, onde deve ser votado na próxima semana.

Guedes também anunciou que pretende reeditar o programa de suspensão de contratos e de redução de jornada (com redução proporcional de salários) que vigorou no ano passado. “O BEm, que é o programa de preservação de empregos, já estão sendo disparadas as novas bases. Então, tem mais coisa vindo por aí”, acrescentou Guedes.

Chamado de Benefício Emergencial (BEm), o programa prevê que o trabalhador com contrato suspenso ou jornada reduzida receba a parcela do seguro-desemprego a que teria direito se fosse demitido em troca do corte no salário. Em troca, o empregador não pode demitir o trabalhador após o fim da ajuda pelo tempo em que o trabalhador recebeu o BEm.

acinação

Guedes voltou a defender a vacinação em massa como a principal medida para salvar a economia e não respondeu a perguntas sobre uma eventual ampliação do Bolsa Família.

“O grande desafio é a vacinação em massa. Na saúde, nós precisamos avançar rapidamente para não derrubar a economia brasileira de novo. Além da dimensão humana, das tragédias, das famílias, tem o perigo de derrubar a economia de novo e aí você agudiza todo o problema brasileiro”, declarou. “Agora é saúde, vacinação em massa, não vamos falar de Bolsa Família agora.”

PEC Emergencial

Em relação à PEC Emergencial, o deputado Daniel Freitas disse que não pretende alterar o texto aprovado pelo Senado para acelerar a tramitação da proposta. Ele afirmou que apresentará uma minuta do relatório na próxima segunda-feira (8).

“O Brasil tem pressa, a urgência dessa matéria é evidente e precisamos dar celeridade no processo. Qualquer alteração na PEC faz o Brasil atrasar, portanto, vamos discutir e conversar e tentar acelerar o mais rápido possível a aprovação dessa PEC”, comentou o relator da proposta na Câmara.

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Economia

Setor cerâmico de Criciúma pode ter exportação facilitada

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A pedido da indústria cerâmica da região, o Plano de Desenvolvimento Econômico (Pedem) de Criciúma organizou uma reunião on-line nesta sexta-feira (5) com os representantes do Porto de Imbituba, da prefeitura e do segmento ceramista para discutir a possibilidade de exportação de cargas do setor e também transporte para outras regiões do Brasil. Esse foi o segundo encontro promovido pelo projeto, de iniciativa e fomento do poder público municipal, para atender demandas da indústria cerâmica. O primeiro ocorreu em dezembro e solicitou a disponibilização de mais gás natural para a região, junto à Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás).

“Estamos empenhados em solucionar todas as dores do setor cerâmico e outros cinco eixos. Por isso, estamos estudando e escutando todas as demandas e buscando atendê-las, porque o Governo de Criciúma quer administrar juntos aos empresários e fazer o município crescer ainda mais e de maneira sustentável”, explicou o diretor de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Criciúma, Aldinei Potelecki.

Na próxima segunda-feira (8), uma nova reunião será realizada com representantes da Prefeitura de Criciúma, Sindicato das Indústrias de Cerâmica (Sindiceram), Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outras instituições. Na pauta, está previsto o levantamento de volume de carga de exportação da região, pedido solicitado pelo Porto de Imbituba, para dar continuidade nas tratativas.

Pedem

O plano visa estudar, planejar e desenvolver seis eixos da cidade: cerâmica, moda, comércio, tecnologia, construção civil e educação, este último transversal, ou seja, perpassa todos os outros. O objetivo é analisar cada segmento para garantir o desenvolvimento econômico, ecológico e social do município.

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Agronegócio

Morro da Fumaça amplia convênio com cooperativa de agricultores familiares

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O Governo de Morro da Fumaça renovou o convênio com a Cooperativa da Agricultura Familiar Fumacense para 2021. O documento foi assinado pelo prefeito Noi Coral e pelo presidente da entidade, Antonio Nascimento de Oliveira, em ato realizado na manhã desta quarta-feira, dia 3, e  que também contou com a presença da diretora de Serviços Rurais, Patrícia Coral.

Além de renovar o convênio, o Município ampliou o valor repassado. “Os produtores rurais de Morro da Fumaça merecem todo o apoio do Poder Público Municipal e esta é mais uma ação entre tantas outras que realizamos em reconhecimento ao trabalho desempenhado por eles e que tanto contribui com a nossa cidade”, fala o prefeito.

Conforme a diretora de Serviços Rurais, Patrícia Coral, a iniciativa possibilita o auxílio aos agricultores. “É um estímulo que ajuda a deixar as coisas mais organizadas, pois contribui nos pagamentos administrativos, contador, médico veterinário que vai atuar como responsável técnico para as agroindústrias que busca a regularização no Serviço de Inspeção Municipal, entre outras coisas”, diz.

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