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Economia

Setor de Serviços avança tendência de recuperação em Santa Catarina

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Criciúma

O setor de Serviços apresentou continuidade em sua recuperação pelo quarto mês consecutivo em Santa Catarina. O crescimento ao nível nacional foi de 2,9% no volume de serviços na comparação de Agosto em relação a Julho, o desempenho estadual foi ligeiramente melhor com aumento de 3,4%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) publicada nesta quarta-feira (14). Apesar de a tendência apresentar melhora, os níveis de atividade ainda estão bastante aquém do pré-crise e a perspectiva de retomada tem se apresentado bem mais lenta do que nos demais setores, como Indústria e Comércio.

O principal grupo de atividade que liderou o crescimento foram os serviços prestados à família, o mais afetado durante o período mais crítico da pandemia. Com o crescimento na comparação mensal e a diminuição das perdas na base de comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, as perdas acumuladas em 2020 no volume de serviços prestados à família continuaram a se ampliar para -38,9% no país e -28,6% no estado, sendo o segmento de alojamento e alimentação o mais impactado.

Por outro lado, o grupamento de serviços profissionais, administrativos e complementares, que já havia coberto as perdas nas receitas nominais acumuladas no ano em Santa Catarina, também o fez para o volume de serviços, ficando 1,1% no acumulado de janeiro a agosto acima do mesmo período de 2019, enquanto as receitas nominais expandiram o patamar positivo para 3,5% na mesma comparação. A dinâmica refletida por esse movimento no mercado de trabalho demonstra que a maioria das vagas formais criadas pelo setor em Agosto no estado esteve concentrada na classe de Serviços de Engenharia , seguida pelas Atividades de Contabilidade, tendência já observada em Julho e Junho.

O grupo referente aos serviços de informação e comunicação apresentaram pequena queda no país em Agosto, enquanto em Santa Catarina o movimento foi de estabilidade com redução de perdas. No acumulado do ano, porém, o segmento foi proporcionalmente mais afetado no estado do que no país, em parte pelo seu maior peso relativo na economia estadual. O grupo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio continuou a tendência de retomada, crescendo na comparação mensal e reduzindo as perdas acumuladas, principalmente devido à continuidade da recuperação do segmento de transporte aéreo (o mais afetado de todos inicialmente), e em menor grau pelo transporte terrestre.

Por fim, o volume de atividades turísticas cresceu 16,3% na comparação mensal de Agosto em Santa Catarina após apresentar ligeira queda em Julho, o desempenho do estado entretanto continuou a perder força em relação aos demais estados e à média nacional, passando ao segundo lugar entre os estados analisados com menores perdas durante a crise, que acumulou neste ano no estado uma redução 32,3% no volume de atividades turísticas.

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Economia

EZOS: novo grupo econômico une gestão de fortes empresas no Sul catarinense

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Criciúma

Unir tradicionais e históricas empresas do Sul catarinense em um modelo de gestão inovador, tornando-as ainda mais fortes e competitivas no cenário econômico regional, estadual e nacional. Esse é o objetivo do grupo econômico EZOS, que a partir deste mês passa a gerir a Fumacense Alimentos, a JS Empreendimentos e o Criciúma Shopping, entre outros negócios futuros. O projeto traz para a região, ainda, seu primeiro Centro de Serviços Compartilhados.

O projeto de criação do grupo econômico começou a ser desenvolvido em 2019, pelos gestores Jefferson Santos Ribeiro e Ricardo Regado. Desde então, muito se evoluiu até que se chegasse ao momento de efetivo lançamento da “holding”, termo utilizado para identificar a empresa que irá gerir os demais negócios, neste caso, o Grupo EZOS.

“Quando montamos o modelo, fomos pensando em todos os negócios e propusemos a estrutura de formatação da holding, buscando sempre o processo de governança baseado em quatro pilares: liderança, gestão, comunicação e resultado. Ou seja, estamos preparando uma grande base, com uma estrutura forte, pensando em pessoas e processos, para que possamos entregar resultado. Então tudo é pensado no grupo, tudo possui uma estratégia, porque uma vez que tenhamos uma base forte, pensando como grupo bem estruturado, haverá crescimento”, avalia o diretor-geral do Grupo EZOS, Jefferson Santos Ribeiro.

É para alcançar esse objetivo que foi criado o Centro de Serviços Compartilhados (CSC), uma estrutura inovadora no Sul catarinense, que une, em um só local, diversos setores que não são diretamente ligados às atividades fim de cada empresa pertencente ao grupo, tais como: contabilidade, controladoria, financeiro, marketing, jurídico, TI e recursos humanos.

“O CSC nos permitirá virar referência no que diz respeito à gestão empresarial no Sul catarinense, porque é uma estrutura utilizada por grandes companhias nacionais e multinacionais. O Centro de Serviços Compartilhados vem para contribuir no sentido de que, com todo esse aparato, as empresas do grupo poderão focar exclusivamente em suas áreas específicas de atuação, algo que permitirá que todos cresçam ainda mais, por meio de um planejamento estratégico corporativo de grupo”, explica o diretor do CSC, Ricardo Regado.

Para tanto, todos os negócios do grupo utilizarão um sistema único de informação, controle e gestão denominado ERP (Enterprise Resource Planning), que é sustentado por inteligência artificial embarcada e serve para automatizar processos e integrar atividades, providenciando insumos para a tomada de decisão e mais tempo para análise dos resultados em tempo real.

Foco na diversificação

Em um ano marcado pelo enfrentamento de diversos desafios enquanto sociedade, a estruturação de um novo grupo econômico torna-se um movimento ousado no mercado. Ainda mais quando aliado, em paralelo, à criação de diversas outras empresas, que promoverão uma maior diversificação da atuação da holding.

Já em fase de finalização está o novo hotel do qual a empresa faz parte do grupo de acionistas, por exemplo. Além disso, está em construção e deve ser inaugurada nos próximos meses, uma loja conceito, que segue a mesma linha da inovação, dentro do Criciúma Shopping. Assim como uma financeira, que também será implantada no mesmo local. Já a Risovita, atualmente uma marca dentro da Fumacense Alimentos, se tornará uma nova empresa, com potencial gigantesco de crescimento.

“Temos um modelo de negócio fundamentado, que sabe muito bem o que quer e que é muito bem estruturado. Essa consolidação nos fará avançar em outras linhas, seja na Fumacense Alimentos, na JS Empreendimentos ou no nosso empreendimento imobiliário no Criciúma Shopping. Nos permitirá ir ao mercado e fazer a atração de potenciais novos negócios”, acrescenta o diretor-geral do Grupo EZOS.

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Economia

Presidente da CDL de Criciúma compartilha os desafios do setor na pandemia

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Criciúma

O comércio esteve entre os primeiros setores econômicos e um mais afetados pelas medidas de isolamento social adotadas durante a pandemia. Reinvenção, novos modelos de negócio e adaptação estão sendo algumas das diretrizes adotadas pelos varejistas. Para compartilhar os desafios, principais soluções e aprendizados produzidos pela crise a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma, Andréa Gazola Salvalággio é a convidada da 9ª edição do Alfa Talk, que está marcado esta terça-feira (20).

O evento, promovido pela Alfa Comunicação e Conteúdo, terá a mediação da jornalista e diretora da agência, Andressa Fabris. O encontro remoto sempre às 8h30, seguindo até as 9h pelo Zoom, com link direto para a sala aqui. (bit.ly/AlfaTalkAprendizados). O conteúdo de todas as edições anteriores pode ser acessado no Youtube e no Portal Engeplus, parceiro do Alfa Talk, e em áudio nos principais aplicativos de podcasts (Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Castbox).

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Economia

Desemprego atinge 14 milhões de pessoa

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Criciúma

O número de desocupados chegou a 14 milhões na quarta semana de setembro, ficando estatisticamente estável frente à semana anterior (13,3 milhões), de acordo com a PNAD COVID19, divulgada hoje (16) pelo IBGE. Com isso, a taxa de desocupação ficou em 14,4%, também sem variação significativa frente à terceira semana de setembro (13,7%).

Esta é a última divulgação da PNAD COVID19 semanal. A coleta de dados por telefone continuará, para subsidiar as edições mensais da pesquisa, que devem continuar até o final do ano, trazendo dados por unidade da federação e desagregações segundo características sociodemográficas e de trabalho.

“Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”, diz a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Já a população ocupada ficou em 83 milhões, estatisticamente estável na comparação com a terceira semana de setembro. “Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro a variação foi negativa, mas sem qualquer efeito na taxa de desocupação”, acrescenta.

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