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Dia do Médico: na UTI do HSJosé, vivências reforçam

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Criciuma

O dia nem sempre tem hora para começar ou terminar para dra. Marina Casagrande do Canto (CRM – 17896 | RQE – 15342), médica intensivista do Hospital São José de Criciúma. Formada em 2011 e desde 2016 atuando na instituição de saúde, já superou grandes desafios, noites mal dormidas, plantões exaustivos, mas nada comparado aos vivenciados este ano com a pandemia do coronavírus. Este foi e está sendo um período difícil, que reforçou a certeza pela escolha correta da profissão, mas também um período que garantiu muito aprendizado e compreensão da vida.

A vivência na UTI, não só do HSJosé, como de todos os hospitais do Brasil e do mundo, foi modificada em 2020 devido a Covid-19. “Passamos por meses desafiadores, mas fomos nos adaptando com o passar dos dias. Tudo foi muito difícil, trabalhamos com o medo e a preocupação não só pela vida dos nossos pacientes, como também pela dos nossos colegas de trabalho e principalmente a da nossa família. Ao mesmo tempo, foi um momento de grande crescimento pessoal e profissional. Cresci muito como médica, aprendi a lidar ainda mais com as diversidades e aumentar o cuidado, comigo e com os outros”, explica a médica.

De acordo com a especialista, a pandemia mostrou que o médico, assim como os demais profissionais que estão na linha de frente no combate ao coronavírus, são ainda mais fortes do que podem imaginar. “Percebemos que temos mais coragem, mais força e mais garra para enfrentar qualquer problema e adversidade. Hoje, mesmo com tudo o que todos nós passamos, tenho ainda mais certeza que escolhi a profissão certa”, garante dra. Marina.

Vivências compartilhadas por todos

O mesmo sentimento é compartilhado pelo médico intensivista do HSJosé, dr. Marcelo Brum Vinhas (CRM – 20275 | RQE – 13853). Formado em 2010 e atuando desde 2014 na instituição de Criciúma, quando iniciou a residência, o profissional avalia 2020 como um ano atípico, muito diferente dos já vivenciados, especialmente para as equipes da UTI. “No HSJosé, por exemplo, nós costumávamos ter uma UTI de 40 leitos e, ao longo dos meses deste ano, quase duplicamos essa capacidade, considerando os leitos dedicados à Covid e às demais doenças. Além desta carga de trabalho, veio junto uma doença nova e os desafios para o tratamento dela. Estudamos mais do que já é o costumeiro para aprender mais sobre a Covid e conseguir tratar os pacientes de uma forma melhor”, explica o intensivista.

Segundo o profissional, até mesmo as relações pessoais foram modificadas. “Tudo foi muito diferente, as informações às famílias eram dadas pelo telefone. Perdemos o contato com o familiar que tínhamos dentro da UTI. Antes eram três visitas e elas simplesmente deixaram de existir presencialmente. Precisamos passar as informações por telefone, repassar os óbitos de famílias que não conhecíamos. Não tínhamos mais o contato visual tão importante, somente a fala. Foram situações muito complicadas, mas uma grande forma de aprendizado”, garante. “Aprendemos muito com a pandemia, tanto no que diz respeito à medicina, a terapia intensiva, as coisas técnicas que precisamos saber, mas aprendemos muito sobre a importância do contato familiar. E, infelizmente, aprendemos a lidar com a morte de uma forma muito mais aguda. Tivemos muitos óbitos, em um curto espaço de tempo, em pacientes que não se esperava, pacientes jovens, inclusive. Foi um ano de muito aprendizado, muito trabalho, mas que mesmo com todos os problemas, foi o ano que me fez ter certeza que escolhi a profissão certa e que é isso que quero fazer para o resto da minha vida”, complementa dr. Marcelo.

Para os profissionais, um ano de grandes desafios

De acordo com o médico intensivista e coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do HSJosé, Felipe Dal Pizzol (CRM – 10643 | RQE – 8882), a medicina, assim como qualquer profissão da saúde, tem papel direto no bem-estar das pessoas. “A expectativa da população no papel do médico é bastante grande, às vezes até não compreendem as limitações que a medicina impõe. Este é um grande desafio. Mas, mesmo com as limitações que temos, empregamos o máximo para ajudar o paciente e é isto que esperamos do médico, seu máximo e melhor no cuidado do paciente e seus familiares”, explica dr. Felipe.

Todos esses desafios ganharam uma proporção ainda maior este ano, com a presença do coronavírus. “A pandemia trouxe desafios imensos, quer seja pela necessidade de duplicação de nossa capacidade de atendimento, quer seja pela dificuldade inicial de manejar um paciente com algumas peculiaridades que ainda não compreendíamos totalmente. Houve também o medo de contaminação nossa e de nossos familiares, a necessidade de lidar com o isolamento do paciente e de seus familiares que traz consigo uma carga de estresse nunca antes vivido por nós, nem por eles. Agora ainda vivemos de incertezas, especialmente a incerteza das sequelas que esses pacientes irão apresentar e como lidar com elas”, comenta coordenador.

Sobre o Dia do Médico:

A escolha do dia 18 de outubro para homenagear os médicos no Brasil tem origem cristã. Nessa data, a Igreja Católica comemora o Dia de São Lucas, um santo que em vida foi médico e, por isso, é considerado o protetor dos médicos pelos católicos.

O estabelecimento do Dia do Médico no Brasil é atribuído a Eurico Branco Ribeiro, um conhecido médico paranaense. Entretanto, não existem informações exatas sobre quando a data foi estabelecida no país.

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Baixa procura por vacinas preocupa setor de imunização

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Criciúma

Apesar do bom movimento registrado no sábado de vacinação os números da Campanha contra a Pólio em Criciúma ainda estão longe de se aproximar do ideal. Até o momento a cidade vacinou 3.461 crianças menores de cinco anos. Isso representa 32% do total de crianças aptas para receberem as doses. “Estamos abaixo da média da região e preocupados com essa situação. O Dia D foi até positivo, mas no geral estamos muito longe do esperado. Nossa meta é fechar o mês com 95% de imunização, mas nesse ritmo vai ser impossível”, comenta Kelly Barp Zanette.

Responsável pelo setor de imunização da prefeitura de Criciúma ela afirma que esse problema já vem sendo registrado há vários meses, mas que agora acabou agravado pela pandemia. “Há um movimento contrário as vacinas e ele tem ganhado força nos últimos anos. Além disso, a maioria das pessoas que estão hoje com filhos não tiveram contato com pessoas que tiveram a pólio e acabam não se preocupando com a doença. E a pandemia ainda reduziu mais a busca pelas unidades. Mas vamos buscar uma alternativa, precisamos reverter esse índice tão baixo”, ressalta.

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Setor de eventos faz novo ato neste domingo

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Criciúma

Sem perspectiva para retomar as atividades e com pelo menos 10 milhões em prejuízos acumulados os empresários e trabalhadores do setor de eventos voltam a se manifestar neste domingo em Criciúma. Eles preparam um ato para o Parque das Nações a partir das 16 horas. “O encontro está confirmado. Vamos nos reunir no parque e marchar até o centro de Criciúma. Nossa expectativa é mobilizar um público ainda maior que o do primeiro ato”, explica Helmeson Machado, um dos responsáveis pela manifestação.

Segundo ele o desafio é pressionar o governo para a retomada imediata das atividades. “Hoje 97% de curados e ainda estamos no nível grave. Isso vai levar muito tempo. Nossa perspectiva de retorno neste momento é praticamente zero. Nossa mobilização é para tentar voltar imediatamente no nível que está. Tem praia lotada, tem supermercado, shopping, igrejas tudo lotado e os eventos não voltam. Por isso vamos nos mobilizar para tentar mudar isso”, explica

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Unesc participa do Movimento Rosa

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Criciúma

No mês de conscientização da importância do cuidado com a saúde da mulher, a Unesc se engaja em mais uma ação em prol da comunidade. A Universidade, por meio do curso de Medicina, é parceria do Movimento Rosa, projeto idealizado pela Regional Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Mastologia, e irá oferecer para mulheres com 40 anos ou mais, residentes em Criciúma, atendimento nas Clínicas Integradas. A ação, iniciada durante a campanha do Outubro Rosa, será realizada até 1º de março de 2021. Todos os agendamentos são realizados pelo Movimento Rosa. 

A coordenadora do curso de Medicina da Unesc, Maria Inês da Rosa, explica que o projeto tem o intuito de melhorar a situação do diagnóstico do câncer de mama no estado de Santa Catarina – com a pandemia, 75% das mulheres deixaram de fazer seus exames de rotina. “Há uma preocupação com o aumento da demanda por atendimentos não realizados durante a pandemia, especialmente com relação à população carente. A Unesc, como uma universidade comunitária, é uma das instituições parceiras, e por meio do curso de Medicina, vai oferecer o atendimento nas Clínicas Integradas com participação de acadêmicos e médicos residentes em Ginecologia e Obstetrícia, sob a supervisão de professores da área de mastologia”, explica.

Na consulta, além de exame clínico e orientações, as mulheres receberão os encaminhamentos necessários para iniciar tratamento, se necessário.

O Movimento Rosa foi pensado como uma primeira iniciativa de auxílio ao público de baixa renda. Os dados coletados sobre atendimento das pacientes servirão de alicerce para campanhas maiores, aperfeiçoando esta ideia inicial. No estado, Florianópolis,  Tubarão, Blumenau, Itajaí, Lages, Chapecó, Criciúma, Mafra e Joinville, terão a participação de clínicas, médicos e laboratórios para que possamos combater, tratar e reduzir o câncer de mama em Santa Catarina.

Acesse o site do Movimento Rosa www.movimentorosa.com.br e realize o agendamento por meio do botão de Whatsapp disponível no canto inferior direito da tela.

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