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Doação de órgãos: Um gesto de amor ao próximo

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Instituída pela Lei nº 11.584/2.007, o dia nacional de doação de órgãos foi criado para conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto. Foi por meio deste gesto de conscientização da sociedade, que a vida do Antenor de Jesus, 47 anos mudou e hoje ele sorri e celebra um novo começo.

O supervisor de qualidade de confecções, descobriu em 2013 que era portador de um problema chamado nefropatia por IGA (problema que atinge os rins); por oito anos realizou inúmeros tratamentos entre eles hemodiálise e uso de medicações para controlar o problema. Durante todo este tempo, Jesus precisava vir todos os dias ao Hospital realizar seu tratamento.

Mas no dia oito de agosto de 2021, a vida do supervisor mudou, quando recebeu uma ligação do serviço de transplante renal do HSJosé dizendo que havia chego um “presente” para ele. “Recebi a ligação da doutora Cassiana Mazon Fraga, perguntando como eu estava e que tinha chego um presente para mim (05/08/21 às 16h30), foi muita felicidade. Fiz o transplante no mesmo dia; iniciamos às 22h30 e acabou 1h30 do dia 06/08/21, que considero meu novo aniversário. A equipe do HSJosé, minha família e amigos foram muito importantes para minha recuperação e são até hoje”, relatou emocionado.

Apesar da dor dos familiares por ter perdido um ente querido, a doação de órgãos é um ato de amor e de generosidade.

O que é o transplante de órgãos:

Transplante é o ato de transferir um órgão, tecido ou célula de uma pessoa/doadora para outra/receptor.

A doação de órgãos pode acontecer de duas maneiras; por meio de doadores vivos ou falecidos. Em vida, as pessoas podem doar rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea. Por lei, familiares podem ser doadores até o quarto grau de parentesco, quem estiver fora deste parâmetro, poderá ser doador somente com autorização judicial.

A doação de órgãos para pessoas falecidas já é diferente. Para ser um doador, a pessoa precisa ter deixado claro em vida, sua intenção de ser um doador; após a morte, a família precisa concordar com a doação.

O doador falecido é a pessoa com dano cerebral irreversível, a morte encefálica (ME), que é causada por traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral. Quando acontece a morte encefálica, uma série de exames para constatar o dano cerebral precisa ser realizado. Somente após o resultado destes exames, o médico neurologista pode dar o diagnóstico de que a pessoa é um possível doador.

Muito já se sabe sobre a doação de órgãos, nos últimos anos, houve no mundo todo uma ampla discussão a respeito do tema, mas de acordo com as comissões que realizam a entrevista com os familiares, ainda há um difícil entendimento, o que resulta em um alto índice de recusa familiar.

“Dentro do Hospital São José, temos uma Comissão Hospitalar de Transplante muito ativa. Sempre que somos comunicados sobre a Morte Encefálica (ME) de algum paciente, após todos os exames necessários realizados, entramos em contato com os familiares. Explicamos todo processo da ME, e falamos sobre a importância da doação de órgãos e para que outras famílias não passem por este sofrimento e que mesmo na dor eles podem ajudar outras pessoas autorizando a doação de órgãos. Explicamos que mesmo na dor é um dever do profissional da saúde estar explicando sobre isso. É doloroso sim, mas precisamos tentar ajudar as pessoas e nos colocamos a disposição da família que está sofrendo naquele momento”, explica Renata Mendes Machado, enfermeira do HSJosé e participante da CHT do HSJosé.

Quem pode ser um doador e o que pode ser doador de órgãos:

Todas as pessoas podem ser doadores de órgãos. O importante é sempre deixar a família avisada sobre a intenção de se tornar um doado. A compatibilidade de cada pessoa será avaliada por médicos e exames complementares.

O ser humano pode doar rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado, intestino, córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias. A avaliação sobre a doação dos órgãos será sempre antes de realizar a captação de órgãos.

A Comissão Hospitalar de Transplantes no HSJosé

O HSJosé possui uma Comissão Hospitalar de Transplantes-CHT desde 2005. A equipe é composta por médicos e enfermeiros dedicados e experientes na área. Os profissionais divididos em equipes e plantões, auxiliam em conjunto no reconhecimento da morte encefálica e abordagem da família do paciente explicando sobre a ME e também fornecendo todas as informações e atendimento necessários para os familiares, bem como, auxiliando no processo de captação.

“Todos os casos de ME são acompanhados por esta equipe que dá suporte a família, dá suporte ao diagnóstico da morte, sempre supervisionado pela Central Estadual de Transplantes. Quando um paciente é identificado com ME a equipe auxilia no diagnóstico efetivo da ME, dá suporte à família neste processo juntamente com a equipe assistente. A medida em que se confirma a morte, a equipe aborda a família do paciente para determinar a vontade ou não da família em doar os órgãos”, explica o médico dr. Felipe Dal Pizzol (CRM- 10643/RQE-8822), médico intensivista, e coordenador da Comissão Hospitalar de Transplantes do HSJosé.

O serviço que funciona 24h no HSJosé, já realizou este ano, 37 notificações de morte encefálica, destas, 24 entrevistas com familiares, 18 captações de órgãos foram autorizadas e seis pessoas recusaram a doação de órgãos de seus familiares. “Em qualquer lugar do Brasil, existe uma lista de espera de pessoas que necessitam de transplante de alguma natureza, rim, fígado, pulmão, coração, córneas; mas a demanda é sempre maior que a oferta, então é uma lista que dificilmente é zerada. A doação de órgãos permite que se possa ajudar essas pessoas, melhorar a qualidade de vida delas, como um gesto de doação, um gesto de amor ao próximo”, finalista Dal Pizzol.

Em Santa Catarina existe atualmente 1224 pessoas na fila de espera por um órgão. Em 2021 em todo Estado foram realizadas 71 notificações de possíveis doadores, destas, 49 doações foram efetivadas, e somente no Sul 26.

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Acadêmico do curso de Gastronomia da Unesc conquista premiação em festival estadual

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O talento e o profissionalismo do acadêmico do curso de Gastronomia da Unesc Rafael Mastella foram a chave para que ele conquistasse destaque na primeira edição do Festival Enchefs, realizado em Florianópolis. Rafael, que está prestes a concluir a graduação, ficou com a segunda colocação no concurso, que selecionou os dois melhores chefs de Santa Catarina para representarem o Estado na etapa nacional do Prêmio Dólmã, considerado o grande prêmio da gastronomia brasileira, em Belém (PA), em dezembro.

A história de Mastella com a gastronomia, iniciada por volta de 2013, está sendo coroada não só com a formatura que se aproxima, mas também com a premiação em nível estadual e a possibilidade de levar o nome da Universidade, da região e do Estado para todo o país. “Participei com o intuito de vivenciar essa experiência, mas confiante de conquistar algum destaque. Fiquei entre os dez currículos e receitas selecionadas previamente e, na última sexta-feira (1º/10), tive a oportunidade de executar minha receita, conquistando esse resultado”, relembra.

Formado em Telecomunicações e pós-graduado em gestão de negócios, Rafael iniciou o curso na Unesc com foco na qualificação para uma nova carreira, na qual quer atuar como professor. Os conhecimentos conquistados nas mais diferentes áreas da Gastronomia ao longo dos últimos anos de estudos e práticas, conforme ele, irão na bagagem para o Pará na disputa nacional. “Estou me organizando para participar de mais essa etapa, levar o nome da Unesc e até mostrar para os colegas de todo o país alguns dos nossos ingredientes tradicionais do Sul do país”, completa.

Acompanhar o destaque do acadêmico, para o coordenador do curso de Gastronomia, Marco Antônio da Silva, é motivo de muito orgulho. “Com certeza, mesmo já atuando na área há muitos anos, o Curso Superior de Gastronomia forneceu sólida formação e um diferencial na carreira profissional do Rafael Mastella. Além disso, a criatividade, o detalhe na produção das preparações e no empratamento são qualidades que ele desenvolveu ao longo da carreira e pôde aprimorar na graduação. É um exemplo de como o curso de Gastronomia pode e irá influenciar no cenário gastronômico regional. Só temos que parabenizar e desejar muito sucesso na carreira profissional do Rafael e de todos os nossos egressos”, pontuou.

A receita criada por Rafael e executada no concurso foi intitulada de “Pie Memories – torta de ricota com goiabada”. Para o chef, o prato vai além de uma “tortinha”. “Eu executei com facilidade por já ter tido a experiência com essa receita no projeto integrador na Unesc, no qual a temática também se voltava à valorização de ingredientes locais”, completa.

Para a escolha dos melhores pratos, os cinco avaliadores levaram em consideração a utilização de ingredientes locais, a apresentação, o sabor, entre muitos outros detalhes técnicos das receitas.

O concurso nacional acontecerá de 1º a 3 de dezembro, no Pará.

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Outubro Rosa: Sábado de conscientização na Nereu Ramos

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Intitulado Evento Rosa, a Secretaria Municipal de Saúde estará na Praça Nereu Ramos, neste sábado (9), para orientar e conscientizar as mulheres sobre o câncer de mama, em alusão ao Outubro Rosa. A iniciativa ocorrerá das 9h às 12h, com a participação de instituições e universidades do município.

“Este mês é dedicado ao Outubro Rosa e o câncer de mama, mas sabemos que os cuidados são durante o ano todo. A nossa equipe, junto com os residentes das universidades do nosso município, auxiliarão e tirarão dúvidas da população sobre este câncer que é tão comum entre as mulheres”, frisou o secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande.

Ainda na iniciativa, a Secretaria de Saúde estará com bonecos para explicar como é feito o autoexame e a importância de fazer regularmente. Além disso, a Fundação Cultural de Criciúma (FCC), a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) e a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) participarão do evento também.

Confira o cronograma de ações e atividades do mês:

09/10 – Evento Rosa na Praça Nereu Ramos, das 9h às 12h: Conscientização e mais informações sobre a campanha, em parceria com a Rede Feminina, fundações Cultural e de Esporte, Afasc e instituições de ensino da cidade.

14/10 – Atendimento Estendido: Horário especial com atendimento estendido até as 21h nas Unidades Básicas de Saúde.

16/10 – Evento Rosa nos Parques das Nações, Imigrantes e Altair Guidi, a partir das 15h: Brinquedos para crianças, atividades de caminhada orientada, cálculo do Indíce de Massa Corporal (IMC), orientação nutricional, zumba, aferição de sinais vitais, informações sobre fatores de risco, orientação sobre vacinação, e música.

23/10 – “Dia D”: UBS’s abertas no sábado das 13h às 17h, para atendimento e realização de exames citopatológicos e avaliação de mamas.

27/10 – Palestra no Salão Ouro Negro às 8h30: Palestra para enfermeiros e médicos da AB, sobre rastreamento e diagnóstico em mastologia, com o médico Erik Paul Winnkow.

27/10 a 29/10 – Assistência no Hospital São José: Coleta de exames citopatológico e avaliação de mamas.

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Outubro Rosa: sábado com programação especial na Feira da Agricultura Familiar em Cocal do Sul

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Já consolidada em Cocal do Sul, a Feira da Agricultura familiar sempre acontece nas sextas e no segundo sábado do mês, com a sua edição especial, coincidindo com o horário estendido do comércio. E neste mês, a programação será dedicada ao Outubro Rosa, com a participação da Associação Amigas do Peito, que estará vendendo paella no valor de R$ 20,00. O evento irá ocorrer neste sábado (9), ao lado do paço municipal, das 8h às 15h.

“As pessoas poderão comer no local, teremos mesas e cadeiras, além de uma programação musical com os artistas Maicon Lilo e a dupla Giovani e Patrícia, mas também há a opção de levar o almoço para casa; as bebidas estarão sendo comercializadas pela ONG Abraça Cocal”, explica o coordenador de desenvolvimento rural e responsável pela feira, Jucemar Macari.

Além disso, a Associação Amigas do Peito também venderá camisetas e máscaras, nos valores de R$ 35,00 e R$ 8,00 respectivamente. O objetivo desta edição especial é o alerta quanto à saúde da mulher. As integrantes do grupo também estarão orientando e tirando dúvidas, além de mostrar o trabalho voluntário que prestam em Cocal do Sul.

Os ingressos podem ser adquiridos com a Associação Amigas do Peito, na Prefeitura Municipal, Jornal Cocal, Consoni Materiais de Construção e Zélia Cabeleireira. Todo o lucro arrecadado será destinado à entidade, que presta assistência a pessoas portadoras de quaisquer tipos de câncer. A associação de direito privado, de caráter organizacional beneficente e filantrópico nasceu em 2015 e desde então reúne pacientes de câncer para trocarem experiências quanto ao tratamento.

Associação Amigas do Peito – dedicação e carinho ao próximo

Atualmente, a sede do grupo funciona junto ao Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) de Cocal do Sul, coordenado pela presidente Teresa Locatelli e pela vice-presidente Fátima Cologni. “As Amigas do Preito vêm desenvolvendo ações de apoio às acometidas pela doença, sendo a maioria do grupo formada por mulheres que desenvolveram o câncer de mama, tendo ainda casos de câncer de cabeça, intestino, útero, pele, fígado e faringe”, explica Teresa.

Além da troca de experiências e assistência às pessoas portadoras de câncer, o grupo também realiza diversas ações, tendo como principal o Outubro Rosa. As Amigas ainda organizam subsídios que possam auxiliar no tratamento, como grupo de reabilitação oncológica, cirurgias, exames, consultas, medicamentos, assistência psicológica, nutricional e judicial.

Conforme a presidente do grupo, todos os serviços são realizados de forma gratuita, sem qualquer tipo de cobrança de mensalidade. “As Amigas do Peito de Cocal do Sul querem promover o bem-estar de todos, destacando que muitas das integrantes passaram pelo árduo tratamento e hoje têm uma vida normal, com vitalidade e prazer e que vêm servindo de espelho para aquelas que estão passando pelas dificuldades do tratamento”, ressalta Teresa.

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