Equipamento facilitará análises químicas da Rio Deserto

Criciúma

A Unidade Laboratório, da Rio Deserto, localizada em Urussanga (SC), agora conta com um novo equipamento, o ICP OES – Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma. O equipamento, de tecnologia americana, é considerado um avanço em termos de análise química. O treinamento prático para colocar o equipamento em operação aconteceu na última quarta-feira, dia 26, e foi ministrado pelo engenheiro de serviços, Reinaldo José Júlio, da empresa fabricante PerkinElmer. Um outro treinamento, desta vez de caráter avançado, está previsto para acontecer em setembro.

“Este equipamento propicia mais agilidade nas análises, ou seja, determina todos os elementos de uma amostra simultaneamente, com mais precisão e menos interferência”, sublinha a superintendente de qualidade e meio ambiente da Rio Deserto, engenheira química/mineral, Rosimeri Venâncio Redivo. Segundo ela, a técnica utilizada anteriormente era a absorção atômica, que determinava um elemento de cada vez, gerando demora na obtenção dos resultados das análises.

A tecnologia deve proporcionar facilidades. Os metais pesados, por exemplo, que antes eram enviados para laboratórios terceiros, agora serão analisados internamente, diminuindo o custo de análises. “É um passo significativo. Utilizaremos tecnologia de ponta na liberação dos produtos, além da facilidade da caracterização das matérias-primas”, enfatiza Rosimeri. Conforme a superintendente, o equipamento também deve auxiliar nos projetos de inovação e desenvolvimento de novos produtos, já que analisa quase todos os elementos da tabela periódica. “A pretensão é que a Unidade Laboratório também passe a prestar serviços para terceiros”, ressalta.

O equipamento

O ICP OES – Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma, adquirido pela Unidade Laboratório da Rio Deserto, é considerado de alta tecnologia. O equipamento é um modelo novo, que está há cerca de dois anos no mercado, sendo utilizado em universidades e em empresas de setores como petroquímico, papel e celulose, entre outros. No Brasil, estima-se que existam em torno de 12 equipamentos deste mesmo modelo em operação.

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