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Política

Governador Carlos Moisés decreta emergência em Santa Catarina

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Santa Catarina decretou situação de emergência diante das fortes chuvas que atingem o Estado. A medida foi anunciada pelo governador Carlos Moisés, na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, durante reunião na sede da Defesa Civil. A decisão, explicou o chefe do executivo estadual, permite facilitar as ações para o atendimento, assistência às pessoas e recuperação dos municípios afetados. 

Carlos Moisés informou que neste momento a prioridade absoluta é proteger e garantir assistência humanitária aos catarinenses. Destacou que todos os órgãos do Estado estão de prontidão para atender as ocorrências. “O momento é delicado e exige a atenção e cuidado de todos, especialmente nas estradas e locais de riscos de deslizamentos e inundações. A orientação é para que as pessoas evitem se deslocar para outros locais ou cidades. O momento é de união de forças”

Dados do último relatório informativo do Grupo de Ações Coordenadas da Defesa Civil (GRAC-DCSC), divulgado às 10 horas, aponta que 17 cidades catarinenses já decretaram situação de emergência. Nos municípios foram registradas ocorrências como alagamentos, quedas de árvores, inundações e deslizamentos. Ao todo, 882 pessoas estão desalojadas e 195 desabrigadas. Também foram registrados dois óbitos, um por soterramento e outro por choque elétrico.  

O secretário-chefe da Defesa Civil estadual, David Busarello, reforçou que além de toda estrutura do Governo do Estado estar trabalhando, cinco aeronaves estão disponíveis e atuando junto aos municípios, resgatando pessoas, fazendo todo trabalho que é prioridade no momento, que é salvar vidas. 

“Essa responsabilidade nos faz atender as pessoas da melhor maneira. Estamos levando as pessoas para os para abrigos, e lá recebem todos os itens de assistência humanitária. E depois quando as águas começarem a baixar vamos atuar na reconstrução, na análise de tudo o que foi estragado. Temos atuado muito junto aos municípios, em outros eventos climáticos já foi assim, o Estado não se omitiu em levar recursos para os municípios e não vai ser diferente neste momento,” pontuou Busarello. 

Situação de emergência

As cidades que decretaram situação de emergência são: Araquari, Joinville, São Bento do Sul, Luiz Alves, Corupá, Guaramirim, Rio dos Cedros, Campo Alegre, Santo Amaro da Imperatriz, Benedito Novo, Palhoça, Rancho Queimado, São José, Águas Mornas, Antônio Carlos, Armazém e Anitápolis. Os municípios de Timbó, São José, Schroeder e Brusque estão providenciando documentos para o decreto.

Desalojados e desabrigados 

Até as 10 horas desta quinta-feira, 882 pessoas estavam desalojadas: 520 em Joinville; 220 em São Bento do Sul; 34 em Luiz Alves; 30, Timbó; 20 em Rio dos Cedros, 20 em Campo Alegre; 12 em Benedito Novo; 9 em Araquari; 10 em Garuva; 4 em Gaspar; 2 em Itapoá e 1 em Pomerode. O número de desabrigados é de 195 pessoas: 168 em Joinville; 10 em Jaraguá do Sul; 8 em Rodeio; 5 em Guaramirim e 4 em Campo Alegre.

Previsão do tempo

Conforme o meteorologista da Defesa Civil, Felipe Theodorovitz, as chuvas devem diminuir a partir do início da tarde desta quinta-feira, mas no final da tarde até pelo menos no final de semana a previsão é de pancadas de chuva, com chances de temporais isolados. “Como já temos bastante vulnerabilidade com relação às chuvas, com solos encharcados em muitas regiões, seguimos em alerta”.

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Política

Haddad anuncia pacote de R$ 242,7 bi para melhorar contas públicas

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou há pouco uma série de medidas ficais para fazer o governo registrar superávit primário em 2023. As medidas envolvem reversão de desonerações, mudanças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e uma nova renegociação especial de dívidas chamada Programa Litígio Zero.

De acordo com o Ministério da Economia, as mudanças poderão fazer o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar, no cenário mais otimista, superávit primário de R$ 11,13 bilhões em 2023, contra previsão de déficit de R$ 231,55 bilhões estabelecido no Orçamento Geral da União deste ano.

De acordo com o ministro, a previsão, no cenário mais realista, é que o déficit primário feche o ano em pouco menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), entre R$ 90 bilhões e R$ 100 bilhões. O pacote inclui envolvem medidas e reestimativas de receitas que elevarão a arrecadação em até R$ 196,68 bilhões e reduzirão as despesas em até R$ 50 bilhões.

Elevação de receitas

Do lado das receitas, o governo prevê que entrarão R$ 36,4 bilhões a mais no caixa em relação ao originalmente previsto no Orçamento de 2023. Além disso, haverá R$ 73 bilhões em receitas extraordinárias, como as mudanças que pretendem acelerar processos no Carf e desempatar votos em favor do governo (R$ 35 bilhões), incentivo para denúncias espontâneas de sonegação (R$ 15 bilhões) e a utilização de recursos parados em um antigo fundo do PIS/Pasep (R$ 23 bilhões), que havia sido autorizada pela Emenda Constitucional da Transição.

O governo também promoverá uma série de medidas para aumentar a arrecadação de forma permanente, que deverá render R$ 83,28 bilhões somente neste ano. Entre as medidas, estão o fim de desonerações no Programa de Integração Social (PIS) e na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além da mudança no aproveitamento dos créditos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que era incorporado no PIS/Cofins.

Em relação ao fim das desonerações, o governo prevê que entrarão nos cofres públicos R$ 28,88 bilhões do fim da alíquota zero do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol a partir de março. Entrarão ainda R$ 4,4 bilhões da reversão da desoneração de PIS/Cofins sobre receitas financeiras de grandes empresas, decidida pelo ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão no fim do ano passado. A partir de abril, os tributos voltarão às alíquotas antigas.

Créditos do ICMS

Sobre o ICMS, em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia excluído o imposto da base de cálculo do PIS/Cofins, mas definiu o alcance da medida só no fim de 2021. No entanto, perdurou uma polêmica sobre se o cálculo dos créditos tributários de PIS/Cofins deveria incluir ou retirar o ICMS.

Os créditos tributários representam tributos pagos a mais ao longo da cadeia produtiva que podem ser devolvidos às empresas ou usados para abater o pagamento de outros tributos. O governo definiu que os créditos de PIS/Cofins não serão calculados sobre o ICMS, apenas sobre a base de cálculo determinada pelo STF. Isso resultará em mais arrecadação para a União.

Redução de gastos

Do lado das despesas, a medida prevê a redução de gastos em R$ 50 bilhões. Desse total, R$ 25 bilhões virão da revisão permanente de contratos e programas, que será executada pelo Ministério do Planejamento, e R$ 25 bilhões virão de empenhos (autorização de execução) abaixo do autorizado no Orçamento de 2023.

Carf

Em relação ao Carf, órgão que julga recursos administrativos de contribuintes que devem à Receita Federal, a mudança mais importante ocorrerá no sistema de votação. O governo retomará o voto de desempate da Fazenda, já recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no julgamento de conflitos tributários. Com a medida, as chances de a Receita ganhar os processos aumentam, melhorando o caixa do governo.

O governo também introduzirá o Programa Litígio Zero, que funcionará no molde dos tradicionais Refis e prevê a renegociação em condições especiais de dívidas com a União. As pessoas físicas, micro e pequenas empresas com dívidas abaixo de 60 salários mínimos poderão obter descontos de 40% a 50% sobre o valor total do débito, com prazo de até 12 meses para pagar.

Para empresas que devem mais de 60 salários mínimos, haverá um desconto de 100% sobre multas e os juros e a possibilidade de usar prejuízos de anos anteriores para abater de 52% a 70% do débito. Segundo o Ministério da Fazenda, isso incidirá apenas sobre dívidas consideradas irrecuperáveis e de difícil recuperação.

Também haverá o fim dos recursos de ofício dentro do Carf para valores abaixo de R$ 15 milhões. Nesses casos, quando o contribuinte vencer em primeira instância, a Receita Federal deixará de recorrer, encerrando o litígio. De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida extinguirá quase 1 mil processos no Carf, no valor total de R$ 6 bilhões, e ajudará a desafogar o órgão para o julgamento de grandes dívidas.

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Política

Policiais militares de 8 estados chegam à Força Nacional em Brasília

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Mais de 400 policiais de tropas estaduais já foram mobilizados para atuar na Força Nacional de Segurança Pública em Brasília, desde os atos de vandalismo ocorridos no último domingo (8) contra as sedes dos Três Poderes.

A portaria que trata da mobilização de policiais militares do Ceará, Bahia, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul foi publicada no Diário Oficial da União, nesta terça-feira. O prazo de atuação dos policiais é até dia 31 de janeiro.

A portaria também define que caberá ao secretário Nacional de Segurança Pública e ao comandante da Força Nacional “adotar as providências visando à efetivação da medida” de proteção da capital federal.

Em coletiva nessa segunda-feira (09), o ministro da Justiça Flávio Dino afirmou que todos os 140 agentes disponíveis da Força Nacional atuaram nos protestos do domingo, seguindo o acordo interfederativo vigente com o Distrito Federal.

Para aumentar o número de agentes da Força Nacional em Brasília já foram enviados 70 agentes da Polícia Militar da Bahia; outros 60 policiais do Pará; e mais 50 de Alagoas.

Mais de 40 policiais de Sergipe; 50, de Pernambuco; 30 agentes do Rio Grande do Norte; e mais 10 do Amapá.

Também já estão atuando na capital federal, mais 30 profissionais da Paraíba e mais de 73 policiais do Rio Grande do Sul.

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Política

Líderes mundiais condenam tentativa de golpe em Brasília

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Líderes de diversos países condenaram a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, ocorrida nesta tarde (8). Em postagens nas redes sociais, chefes de Estado e de Governo manifestaram solidariedade e ofereceram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A vontade do povo brasileiro e as instituições democráticas devem ser respeitadas! O presidente Lula pode contar com o apoio incondicional da França”, escreveu, na rede social Twitter, o primeiro ministro francês, Emmanuel Macron.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também condenou os ataques. “Condeno o ataque à democracia e à transferência pacífica do poder no Brasil. As instituições democráticas do Brasil têm todo o nosso apoio e a vontade do povo brasileiro não deve ser prejudicada. Estou ansioso para continuar a trabalhar com @LulaOficial”, escreveu no Twitter.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também se pronunciou. “Todo meu apoio ao presidente Lula e às instituições eleitas livre e democraticamente pelo povo brasileiro. Condenamos veementemente o assalto ao Congresso brasileiro e pedimos o retorno imediato à normalidade democrática”, postou.

Presidentes latino-americanos também repudiaram os atos antidemocráticos em Brasília. “Toda minha solidariedade a Lula e ao povo do Brasil. O fascismo decide dar um golpe. As direitas não puderam manter o pacto da não violência. É hora urgente de reunião da OEA [Organização dos Estados Americanos] se quiser seguir viva como instituição e aplicar a carta democrática”, escreveu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que fez a postagem poucos minutos após a invasão ao Congresso Nacional.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, considerou “inadmissível” a ocupação da Praça dos Três Poderes. “Ataque inadmissível aos três poderes do Estado brasileiro pelos bolsonaristas. O governo brasileiro tem todo o nosso apoio diante desse covarde e vil ataque à democracia”, postou Boric nas redes sociais.

“Como presidente da Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos] e do Mercosul, ponho em alerta os países membros para que nos unamos nesta inaceitável reação antidemocrática que tenta se impor noBrasil. Demostremos com firmeza e unidade nossa total adesão ao governo eleito democraticamente pelos brasileiros que encabeça o presidente Lula. Estamos junto do povo brasileiro para defender a democracia e não permitir nunca mais o regresso dos fantasmas golpistas que a direita promove”, escreveu Fernández.

ONU

Em nota, a Organização das Nações Unidas (ONU) também condenou os ataques em Brasília e manifestou preocupação diante do ocorrido. “A ONU condena veementemente qualquer ataque dessa natureza, que representa uma séria ameaça às instituições democráticas. A ONU pede às autoridades que priorizem o restabelecimento da ordem e que defendam a democracia e o Estado de direito”, diz o texto.

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