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Política

Operação Alcatraz: denúncia contra 10 pessoas pede devolução de R$ 30 milhões

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A Força-Tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que coordena as investigações relacionadas à Operação Alcatraz denunciou mais dez pessoas por envolvimento no esquema de corrupção desvendado naquela investigação. Elas foram denunciadas pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e prorrogação contratual fraudulenta. Entre os denunciados estão um ex-Deputado Estadual, dois ex-Secretários de Estado, além de empresários e outros agentes públicos.

Além da condenação a penas de prisão e multa, o MPF pede à Justiça Federal que os denunciados devolvam, no mínimo, R$ 30,63 milhões que foram desviados por meio de fraudes em licitação e prorrogação contratual e superfaturamento no contrato. O MPF pede, ainda, a perda do produto dos crimes, incluídos os veículos, valores em espécie e títulos de crédito apreendidos nas buscas e apreensões, em especial o montante de R$ 2.609.587,13, pago a título de propina aos agentes públicos e políticos.

No período compreendido entre agosto de 2009 e abril de 2010, os denunciados fraudaram, mediante ajustes e combinações, nas fases interna e externa, o caráter competitivo do Pregão Presencial nº 155/2009 da Secretaria de Estado da Administração de Santa Catarina, que resultou no Contrato nº 43/2010, para implantação dos serviços de telefonia IP (VoIP) do Governo Estadual. Posteriormente, em 2016, essa contratação, superfaturada, foi irregularmente prorrogada, possibilitando a continuidade no desvio de recursos públicos.

Segundo aponta análise realizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE/SC), o superfaturamento ocorria mediante o pagamento mensal do valor máximo previsto no contrato, como se o total de 27.664 aparelhos de telefonia IP previstos na licitação tivessem sido instalados desde o primeiro mês da vigência do contrato. Contudo, a apuração do órgão de controle revelou que o número de ramais efetivamente instalados era de apenas 2.330 no início do contrato, chegando a cerca de 16 mil no final da prorrogação contratual, resultando no superfaturamento, em prejuízo ao erário, de mais de 30 milhões de reais.

No período de 2011 a 2015, os agentes públicos e políticos denunciados receberam mensalmente valores indevidos como contrapartida pela prática desses ilícitos e pela manutenção do contrato superfaturado, cujos valores eram contabilizados em planilhas de custos encontradas em computadores das empresas envolvidas.

O MPF esclarece que os crimes foram praticados por dois núcleos do grupo. Primeiro, aquele composto por sócios, gestores ou empregados de empresas privadas, que atuaram nas fraudes, superfaturamentos e desvios de recursos públicos, além de corrupção de agentes públicos e políticos. O segundo grupo é o núcleo de agentes públicos e políticos que concorreram para as fraudes na licitação e superfaturamento do contrato e aditivo.

Outras 3 denúncias já haviam sido oferecidas pelo MPF envolvendo contratações, também fraudadas e superfaturadas, para continuidade dos serviços de telefonia IP do estado de Santa Catarina. Naquela ocasião, foram denunciadas 19 pessoas, pelo desvio de mais de R$ 16 milhões de reais, com pagamento de propina superior a R$ 4,2 milhões.

Até o momento, apenas em relação aos contratos fraudados em que as apurações foram concluídas, foram oferecidas pela força-tarefa do MPF que atua na Operação Alcatraz um total de 17 denúncias, com 51 pessoas denunciadas pela prática de centenas de crimes, envolvendo desvios e atos de lavagem de dinheiro que superam os R$ 65 milhões, com pagamento de propina de mais de R$ 9 milhões.

No âmbito da Operação Hemorragia (2ª Fase da Operação Alcatraz) foram oferecidas outras 6 denúncias, envolvendo 28 pessoas, por crimes de fraudes em contratações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, em que teriam sido desviados cerca de R$ 178 milhões dos cofres públicos.

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Em Brasília, governador debate criação do plano de desenvolvimento para infraestrutura de SC

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A criação de um plano de desenvolvimento para a infraestrutura de Santa Catarina foi discutida pelo governador Carlos Moisés na manhã desta quarta-feira, 13, em Brasília, durante audiência com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Arthur Lima. No encontro, ficou acertada a instalação de um comitê de trabalho com órgãos federais e estaduais para tratar do assunto. Deverão integrar o grupo a Secretaria de Estado da Infraestrutura, a SCPar, a EPL e o Ministério da Infraestrutura.

O plano resultará de uma série de estudos que serão realizados pela EPL, em conjunto com as ações em desenvolvimento no âmbito estadual. O objetivo é traçar um diagnóstico para o cenário desejado para a infraestrutura catarinense no ano de 2055.

“Nós discutimos o futuro das rodovias, aeroportos, portos e ferrovias de Santa Catarina. Vamos aumentar a integração dos governos federal e estadual. Queremos dotar o nosso estado da infraestrutura que ele merece. Essa é a nossa prioridade”, disse Moisés.

A audiência foi acompanhada pela diretoria da EPL e pelo superintendente de Portos Delegados da SCPar, Jamazi Ziegler.

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Política

Registrada candidatura da Chapa OAB Por Você

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A chapa OAB Por Você que concorre a eleição para a Subseção Criciúma, registrou candidatura nesta segunda-feira, 11 de outubro, na Seccional da OAB Santa Catarina em Florianópolis, sob o número 101.

O candidato a presidente Alisson Murilo Matos e a vice Rosana Guimarães Correa foram acompanhados dos candidatos a Secretário Eduardo Conti, a Tesoureira Janaina Alfredo da Rosa e para Secretário Geral Adjunto Marco Antonio Zappelini.

“O momento é de ouvir, fortalecer as comissões, os diálogos institucionais e a defesa intransigente das nossas prerrogativas. Nosso foco é em princípios, não apenas pessoas”, ressalta Alisson. A chapa tem apoio da atual administração da OAB Criciúma, presidida por Rafael Búrigo Serafim.

As eleições para a Subseção Criciúma estão marcadas para o dia 25 de novembro, na sede da OAB em Criciúma, das 9 às 18 horas. Podem votar todos os advogados que estiverem em dia com a anuidade e que compõem a Subseção Criciúma, municípios Criciúma, Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Treviso, Urussanga, Siderópolis e Balneário Rincão.

Informações e foto – Carla Giassi

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Aprovado projeto que garante remédio na casa dos pacientes

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Os parlamentares aprovaram na Sessão desta segunda-feira (4) o Projeto de Lei 68/2021, de autoria do vereador Salésio Lima, que prevê a instalação do Programa Remédio em Casa, com o objetivo de encaminhar diretamente à residência das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e das pessoas portadoras de doenças crônicas, os remédios de uso contínuo que forem prescritos em tratamento regular.

De acordo com o PL, além da comprovação das situações pessoais, os interessados devem ser moradores de Criciúma e estarem regularmente cadastrados na Secretaria Municipal de Saúde.

Ainda segundo o PL, o Projeto não gera despesa ao Executivo, sendo possível realizar a entrega já com os funcionários do município e agentes de saúde em atividade.

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