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Economia

Comércio de Santa Catarina volta a reagir

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O varejo catarinense está na expectativa para o primeiro Natal no azul depois de dois anos de recessão econômica. O início da retomada do emprego, os juros menores, que aumentam o acesso ao crédito, e a queda na inflação devem refletir no volume de vendas em Santa Catarina.

Conforme apesquisa de intenção de compras para o Natal, realizada pela Fecomércio SC em sete cidades, o gasto médio com presentes será de R$ 459,78, avanço de 3% em relação ao ano passado. Enquanto Florianópolis prevê o maior gasto no Estado (R$ 564,11), Joinville deve desembolsar o menor (R$278,93) pelo segundo ano consecutivo.

Link para a pesquisa completa:  http://www.fecomercio-sc.com.br/wp-content/uploads/2017/12/intenção-de-compras-Natal-2017.pdf

A maioria dos consumidores (37,4%) declarou que está em situação financeira melhor, seguido por aqueles que consideram igual (34,1%) ou pior (28,3%). Este resultado reverteu a tendência dos dois últimos anos, no qual a resposta negativa foi preponderante.

“Desde o início deste ano, vários indicadores já mostram resultados positivos no Estado. Apesar de a previsão de crescimento nas vendas ainda ser tímido, os dados confirmam que estamos recuperando boa parte do que perdemos durante a crise. Um bom termômetro é que a movimentação está intensa nas lojas desde o início de dezembro, antes mesmo do horário especial do comércio”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Com mais poder de compra e o 13º na mão, a compra à vista deve ser a forma de pagamento mais utilizada na data (83,1%), dividido entre aqueles que vão pagar em dinheiro (69,6%), cartão de débito (7,7%) e crédito à vista (5,8%). O comportamento muda de acordo com as particularidades de cada economia: em Joinville, 85,3% pretende comprar no dinheiro, já na Capital- que costuma utilizar mais cartão- o índice é de 51,4%.

Uma das principais estratégias para garantir o melhor custo-benefício será a pesquisa de preço: 82,6% dos consumidores pretendem bater perna antes de escolher o presente. Assim como nos anos anteriores, o comércio de rua (68,5%) será o principal destino de compras, à frente dos shoppings (20,8%). Os setores mais procurados devem ser o de vestuário (47,2%), brinquedos (23,6%), calçados (6,9%) e eletrônicos (4,5%).

A pesquisa de intenção de compras para o Natal foi realizada pela Fecomércio SC em Chapecó, Lages, Florianópolis, Criciúma, Joinville, Itajaí e Blumenau para identificar o comportamento do consumidor e mensurar o impacto da data para os empresários do comércio.

Economia

Conta de luz ficará mais cara em dezembro

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Brasília

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou o sistema de bandeira tarifárias e definiu a bandeira vermelha patamar 2 para o mês de dezembro, a mais alta, com custo de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts/hora consumidos.

Em maio deste ano, em razão da pandemia de covid-19, a Aneel havia decidido manter a bandeira verde acionada até 31 de dezembro deste ano. Entretanto, em reunião extraordinária ontem (30), a diretoria do órgão avaliou que a queda no nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas e a retomada do consumo de energia justificavam o aumento.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

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Economia

Produção industrial cresceu 1,1% em outubro, diz IBGE

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Criciúma

Pelo sexto mês seguido, a produção da indústria nacional registrou crescimento em outubro, de 1,1%, se comparado a setembro. Com o resultado acumulado de 39% em seis meses, o setor está 1,4 ponto percentual acima do patamar de fevereiro – antes da pandemia de covid-19. No acumulado do ano a produção ainda é negativa (-6,3%), sendo que nos últimos 12 meses foi registrada queda de 5,6%. Em relação a outubro de 2019, a produção subiu 0,3%. Na comparação com o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, a indústria ainda se encontra 14,9% abaixo do pico. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Os dados mostram que tem algum grau de recuperação. As medidas emergenciais foram importantes, mas ainda tem um espaço para ser considerado”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

De acordo com os dados, duas das quatro grandes categorias econômicas apresentaram crescimento, com destaque para bens de capital que avançou 7% de setembro para outubro; e bens de consumo duráveis com alta de 1,4%. Essas categorias também tiveram o sexto mês seguido de expansão na produção, com acumulados de 111,5% e 506,7%, respectivamente. Bens de capital está 3,5% acima do patamar de fevereiro, enquanto bens de consumo duráveis ainda está 4,2% abaixo.

A categoria de bens intermediários registrou queda de 0,2% e bens de consumo semi e não duráveis de 0,1%. Os recuos interromperam cinco meses consecutivos de crescimento na produção, com ganhos acumulados de 26,6% e 30,4%, respectivamente.

Para o gerente, o crescimento de outubro refletiu um comportamento diferente dos últimos meses, que vinha com avanços disseminados entre os ramos. Agora, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram alta na produção. Em setembro foi de 22 das 26. Segundo André Macedo, o efeito da pandemia foi evidente no setor, principalmente, nos meses de março e abril, com medidas de distanciamento social mais rigorosas.

“Mesmo com essa sequência de altas e a recuperação ao patamar de fevereiro, o acumulado do ano ainda é negativo”, disse.

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Economia

Construção civil no foco do Plano de Desenvolvimento Econômico de Criciúma

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Criciúma

Iniciativas que tragam inovação, tecnologia e sustentabilidade para o setor da construção civil estão sendo estudadas e elaboradas pelo Plano de Desenvolvimento Econômico de Criciúma (Pedem). O projeto, de autoria do Governo Municipal, também analisa mais cinco segmentos da cidade. A ideia é que, em janeiro, as ações, em benefício a cada área, sejam executadas pelo poder público, em parceria com instituições e empresas da região.  

O ramo da construção civil é um dos focos do Pedem. Diversas reuniões virtuais com representantes do segmento já foram promovidas pela iniciativa. “Estamos escutando os desafios que eles enfrentam e buscando meios que os ajudem a superar esses problemas. Até final do ano, vamos terminar o documento com uma análise que definirá o que precisa ser feito. E a partir de janeiro de 2021, já iniciaremos com ações para solucionar os empecilhos”, explicou o gerente da Diretoria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Criciúma, Edson Silva.

Entre as principais demandas do setor, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon Sul), Mauro César Sônego, estão a necessidade de aceleração de processos, de iniciativas ligadas à inovação e à sustentabilidade, além de estímulos econômicos. “O sistema construtivo ainda é primitivo, apesar de estarmos caminhando bem para a industrialização. Falta também a utilização de novas tecnologias e práticas mais conectadas com o meio ambiente para qualificar e melhorar os produtos. E uma série de outros itens que podem ser aprimorados, como incentivos na área fiscal e premiações. Isso tudo vai garantir uma maior produtividade do segmento”, informou.

Um desenvolvimento sustentável para Criciúma

O plano visa estudar, planejar e desenvolver seis eixos de Criciúma: cerâmica, moda, comércio, tecnologia, construção civil e educação, este último transversal, ou seja, perpassa todos os outros. O objetivo é analisar cada segmento para garantir o desenvolvimento econômico, ecológico e social do município. Ao todo mais de 50 empresas participam da proposta.

“É muito importante poder participar das políticas públicas para o setor. Estamos conseguindo levar as nossas dores, as nossas ideias, e traduzi-las para a legislação e planejamento do poder público. Já tínhamos essa abertura na atual administração, mas agora nos sentimos mais seguros quanto à continuidade”, comenta Sônego.

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entidade que está acompanhando o plano e que também disponibilizou a metodologia para o desenvolvimento da iniciativa, já foi contrato para a execução do projeto, previsto para o início de 2021.

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