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Saúde e terapia, para o corpo e para a mente, com aulas de dança de salão gratuitas em Criciúma

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Ouvidos atentos ao ritmo da música, o corpo aquecido para os movimentos e claro, um sorriso largo no rosto. Assim passam as tardes os mais de 30 alunos das aulas de dança de salão no bairro Santa Luzia. Por meio do projeto +Esporte +Futuro, da Fundação Municipal de Esportes de Criciúma, semanalmente a turma se reúne para praticar a dança, mas acima de tudo, a saúde: mental e física.

“Isso aqui melhora tudo, tudo!” Assim definiu as aulas o senhor Francisco João Bosco. Vindo de Santarém do Pará, aos 66 anos, o recém-chegado a Criciúma aderiu às aulas há três meses e só tem visto benefícios. “Eu nem imaginava fazer isso, a dança, e agora já me faz tão bem, é um estímulo a mais, melhorou tudo, minha saúde, minha disposição e eu até emagreci, estou muito mais saudável”, conta o paraense.

Acompanhado da esposa Ana Catarina, ele passa as tardes de segunda-feira nos passos ditados pelo professor Ernesto José Brugnera. “O objetivo dessas aulas é ensinar quem não sabe dançar, aperfeiçoar quem já sabe e claro, promover saúde. A dança é um exercício físico, estimula a circulação, a coordenação motora e acima de tudo, o convívio social, muitas pessoas se conhecem aqui”, lembra o professor.

Bom para o corpo, bom para a mente

Além de dançar melhor, os participantes do projeto estão melhores nas suas atividades do cotidiano. Antonia da Rosa de Souza, conta que a hora destinada à prática é valiosa para o corpo e para a mente. “A gente adora essa aula, contamos os dias para chegar segunda-feira e vir para cá. Aqui a gente não só dança, mas também alonga, exercita e eu tenho feito isso até em casa também, me faz muito bem paro corpo todo e para minha mente”, conta a aposentada.

Os benefícios que são notados no corpo, são sentidos também na saúde mental. O professor lembra emocionado de uma história recente. “O que me chamou mais atenção foi o relato de uma aluna que tinha depressão e ela entrou nas aulas e depois veio me agradecer dizendo que a dança salvou ela”, conta Brugnera com os olhos marejados. Os relatos são ainda de alívio em dores na coluna, melhora na postura, coordenação motora, ânimo para demais atividades.

A aluna Bete Borges fez questão de lembrar o quanto o local é uma válvula de escape para todos os problemas. “Hoje mesmo eu falei para o professor que achava que não viria, porque estava tão estressada com tantas coisas, aí ele me lembrou que é para isso mesmo que temos que vir. E estou aqui, agora libero meu estresse e fico tranquila amanhã, depois de amanhã, fico leve. Isso aqui é uma terapia”, contou animada.

Os relatos positivos se espalham pela cidade e as turmas estão cada vez maiores. No bairro Santa Luzia eram apenas seis participantes iniciais, hoje já são mais de 30. “A gente começou a falar de todos esses benefícios, de como isso é bom para todas as pessoas e convidar, o pessoal começou a vir e está maravilhoso. Mas é claro, a gente está sempre querendo mais pessoas”, completou Bete.

Basta querer dançar

As aulas são oferecidas de forma gratuita por meio do projeto +Esporte +Futuro da Fundação Municipal de Esportes de Criciúma. Os interessados podem se inscrever para os núcleos nos bairros Santa Luzia, Las Vegas, Jardim das Paineiras e Ana Maria. Podem participar crianças, adultos e idosos, sem distinção de idade.

“É só vir para cá! Não precisa ter par, não precisa de dupla, aqui a gente junto todo mundo, reveza, dança junto, dança separado, basta querer”, conta o professor. Para consultar os horários disponíveis os interessados podem ligar no número 3445-7015 ou acompanhar as orientações no perfil da FME no instagram, no @fme.criciuma, além de conhecer todas as modalidades que podem ser praticadas também de forma gratuita.

O presidente da Fundação, Neto Uggioni, lembra que essa é uma das mais de 15 modalidades disponíveis no programa. “O +Esporte +Futuro foi criado justamente com esse intuito, de mudar a vida das pessoas, de promover o acesso ao esporte, de integrar, de levar saúde aos bairros e é muito bom ver isso se cumprindo tão bem. E o melhor, além da dança, são mais outras várias modalidades sendo oportunizadas”, pontuou.

O coordenador do programa Junior Rampinelli reforça o convite. “É muito importante que a comunidade participe, que saiba que é gratuito, que ganham uniforme, bons espaços para essas práticas e que cada vez mais estamos buscando novos participantes, novos núcleos, sempre focados no objetivo de promover a saúde por meio desse programa que já é sucesso”, comentou Rampinelli.

O convite é reforçado por todos os alunos. “Eu recomendo para todas as pessoas, venham! Se você é idoso ou não, estando ou não aposentado, se você quiser melhorar sua saúde, seu bem-estar, venha para essas aulas, pode vir que melhora 100%”, convocou seu Francisco.

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Colégio Michel tenta bater recorde mundial de tampinhas de garrafas plásticas

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Michelinos iniciaram hoje a montagem de uma corrente de tampinhas plásticas arrecadadas durante todo o ano para tentar quebrar o recorde mundial de 323 mil tampinhas de uma escola da Arábia Saudita. Os estudantes do Colégio Michel arrecadaram 370 mil tampinhas aproximadamente. Todas foram separadas por cor, com a ajuda dos idosos do Asilo São Vicente de Paulo e colocadas em cordões para a montagem da corrente.

Durante todo o dia as turmas, em forma de revezamento, estão fazendo a junção dos cordões separados por cor, para com a presença de um auditor realizar a contagem e fazer os devidos registros que serão enviados ao Guinness Book.

Todos os anos o michelinos arrecadam tampinhas como parte do projeto Michel Sustentável e também ação social. A ideia de participar do record surgiu após a constatação de que a quantidade arrecadada era bem maior que a do registro do Guinness Book.
Este ano, todas as tampinhas serão vendidas e os recursos serão doados para uma família em desvantagem social.

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Centro Cultural Jorge Zanatta recebe o espetáculo ‘Dentre’ nesta quarta-feira

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A partir das 20h da próxima quarta-feira (9), o Centro Cultural Jorge Zanatta receberá o espetáculo ‘Dentre’, da Karma Coletivo de Artes Cênicas, de Itajaí. A apresentação conta com elementos de dança, teatro e performance. A atração é um trabalho de dança contemporânea em diálogo com a arquitetura, pesquisa desenvolvida pela bailarina e arquiteta Lídia Abreu. A entrada é limitada e franca. A indicação é para maiores de 14 anos.

‘Dentre’ é apresentado em espaços arquitetônicos históricos para pensar sobre a memória, o patrimônio e a ruína. Além de Lídia, a Karma Coletivo é formada pelos artistas Leandro Cardoso e Mauro Filho. A pesquisa coletiva tem foco em conceitos como dramaturgia expandida, fisicalidade e presença.

A apresentação faz parte do o Programa de Integração e Descentralização da Cultura (IDC), promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina, que tem como foco a circulação da cultura catarinense de forma gratuita para a população.

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Festival de Dança da Unesc vai reunir mais de 800 bailarinos a partir de sexta-feira em Criciúma

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A partir de sexta-feira (04/11) a dança vai invadir a cidade de Criciúma e trazer toda a emoção de volta aos palcos com a apresentação de 100 coreografias nas categorias infanto-juvenil e sênior. É o 21º Unesc em Dança, que vem recheado de novidades, no evento que ocorre até domingo (6/11) no Teatro Municipal Elias Angeloni e na Universidade, com visitantes de várias cidades do estado de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul no Festival que é gratuito e aberto a toda a comunidade. 

A iniciativa contará ainda com mais de 800 bailarinos, de 46 grupos de danças envolvidos, e com a contribuição de 60 coreógrafos. Para a reitora Luciane Bisognin Ceretta, isso é motivo de orgulho pela grandiosidade e relevância que tem para a Instituição, como formação de público e de profissionais da arte em específico na linguagem da dança.

“Isso é reflexo de um time que conduz uma proposta em uma Universidade que é de todos, que é da comunidade, que une ciência, ensino e pesquisa com arte, com a cultura, com a dança. O desenvolvimento de uma região também se analisa e se verifica quando os investimentos em cultura são realizados. Por isso, temos como eixo fundamental os investimentos nesta área”, comenta a reitora.

No primeiro dia de programação, o Unesc em Dança contará com Talk Show com convidados especiais que vão levar conhecimento e descontração aos participantes, a partir das 19h na Instituição. No sábado, às 19h, será a abertura oficial no Teatro. Oficinas também fazem parte do Festival. As apresentações de dança terão gêneros, como Ballet Clássico de Repertório, Ballet Clássico Livre, Dança Moderna e Contemporânea, Jazz, Danças Urbanas e Danças Populares. 

Conforme a coordenadora do Setor Arte e Cultura da Unesc, Amalhene Baesso Reddig, o objetivo do evento é apresentar o panorama da dança, sob o aspecto não competitivo, buscando o aprimoramento técnico e artístico, garantindo o caráter didático pedagógico e contribuindo para o fortalecimento da linguagem da dança, formação de plateia e valorização da arte e da cultura.

“O Festival tem esse intuito de socializar os muitos trabalhos em dança desenvolvidos na região Sul e de outras regiões. Sabemos que muitos bailarinos e coreógrafos estão aguardando esse momento com muita intensidade para voltar a se apresentar. Optamos por continuar o Festival não competitivo, por acreditar e defender que todos podem qualificar cada vez mais suas propostas quando participam no grande palco e são observados por profissionais renomados que emitem pareceres descritivos”, enfatiza Amalhene.

Grupo de Sombrio participa há 14 anos do Festival

Participando há 14 anos, a Cia. De Dança Liberty, de Sombrio, está na expectativa para mais esta edição. “O evento é um dos maiores e mais importantes festivais de dança da nossa região, ele dá oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido pelos grupos, escolas e Cias, além de promover a troca de experiência entre os participantes”, enfatiza a coreógrafa Taiani Krás Borges.

Segundo ela, a vivência artística, o processo criativo, o entendimento de um espetáculo e a experiência de estar no palco de um teatro municipal são de extrema importância. “Para nós, coreógrafos, é a oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido, além de poder participar dos cursos, fornecidos gratuitamente aos participantes”, comenta ela. 

O grupo vai apresentar quatro coreografias: A fazendinha da Jessie (baby); As diferenças que nos unem (Teen); Floresta Encantada (sênior); e Para não dizer que não falei das Flores (Teen).

Oficinas e apresentações

As oficinas e mostras serão realizadas no Teatro Municipal, no sábado e domingo. Para o produtor cultural da Unesc, Maxwell Sandeer Flôr, ao ser promovido por uma Universidade, o Unesc em Dança tem uma grande preocupação com a formação dos grupos de dança e a avaliação de áudios dos cinco jurados que serão entregues aos coreógrafos e bailarinos servirão para aprimorar seus trabalhos. 

O Unesc em Dança é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocinadores das empresas Giassi Supermercados, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Anjo Tintas, SETEP Construções e Bistek Supermercados. A realização é da Unesc, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

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