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Economia

Seminário debate o Programa Jovem Aprendiz na capital

Ação faz parte da série de eventos que marcam o lançamento do Sinais Vitais – Adolescentes e Jovens no Mundo do Trabalho. O objetivo é aprofundar as discussões contextualizando com o momento atual, de crise econômica e social agravada pela pandemia

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Ação faz parte da série de eventos que marcam o lançamento do Sinais Vitais – Adolescentes e Jovens no Mundo do Trabalho. O objetivo é aprofundar as discussões contextualizando com o momento atual, de crise econômica e social agravada pela pandemia 

Como o programa Jovem Aprendiz pode ser mais atrativo para que mais pessoas possam ingressar no mundo do trabalho, protegendo-se da informalidade e tendo seus direitos garantidos? De que forma a pandemia alterou a dinâmica da formação de jovens aprendizes? Como as organizações qualificadoras podem se articular com as empresas para atender à demanda reprimida de jovens que aguardam por uma vaga de emprego, e ao mesmo tempo prepará-los para atuar em um setor em forte ascensão, como o caso da área de tecnologia? Essas e outras questões foram debatidas no seminário “Aprendizagem: Uma forma de qualificação profissional”, realizado na última terça-feira (26) pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM). O evento online fez parte de uma série de ações que marcam o lançamento do diagnóstico social participativo Sinais Vitais – Adolescentes e Jovens no Mundo do Trabalho.

O programa Jovem Aprendiz foi criado para garantir aos adolescentes e jovens o direito ao crescimento saudável, de estudar e de se preparar para o mercado de trabalho, no tempo adequado, além do direito ao lazer e à convivência familiar, como forma de assegurar o desenvolvimento físico e mental. 

O Sinais Vitais identificou que o potencial de contratação de jovens aprendizes em Florianópolis é de 15 mil. Em 2018, 2.265 estavam com contrato ativo. Naquele mesmo ano, cerca de 7 mil pessoas aguardavam por uma vaga de emprego como jovem aprendiz na cidade. “Com isso, concluímos que há muito espaço para que estes jovens atuem, tendo seus direitos respeitados e salários dignos”, alerta Larissa Boing, gestora de programas do ICOM.

Um dos dados que chamam a atenção no relatório diz respeito ao tempo de trabalho como aprendiz. Segundo dados do MPT/RAIS (2018), 80% dos aprendizes tiveram o contrato encerrado antes de completar um ano de trabalho, e 43% do total foram dispensados antes mesmo de completar 6 meses, ou seja, a maioria não concluiu o curso de qualificação teórica. Em conversa com os jovens em uma das oficinas participativas do Sinais Vitais, eles apontaram alguns dos desafios que os fazem desistir, como dificuldade de conciliar o trabalho com os estudos; tarefas muito repetitivas, desvios de função e até mesmo dificuldade de adaptação à cultura da empresa.

Para o educador social Daniel Machado da Conceição, o processo de socialização profissional é um fator importante para reter esses jovens, que muitas vezes não estão acostumados com os “códigos do mundo do trabalho”. “Além disso, benefícios ao jovem trabalhador, como melhores salários, vale-alimentação e transporte, podem ser atrativos para que se mantenham no programa por mais tempo”, avalia.

Para Larissa, é importante refletir sobre o fato dos jovens terem dificuldade de conciliar o trabalho com os estudos. “Isso não deveria acontecer em um programa de aprendizagem, e fica a reflexão de como as empresas podem se preparar melhor para receber e acompanhar este jovem”.

Aline Jordão, assistente social na Fundação Catarinense de Assistência Social (Fucas), uma das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) qualificadoras da capital, comentou que a maioria das rescisões antecipadas de contrato na organização são por conta das efetivações nas empresas, além de empreendedorismo e dedicação aos estudos. “Na Fucas realizamos o acompanhamento com os jovens quando ingressam no mercado de trabalho. Além de questões de demandas pessoais, busca por outras oportunidades, como maior remuneração, e também a questão da não adaptação à rotina de trabalho, sendo a dificuldade de conciliar o trabalho/estudo e vida pessoal, estão entre as principais motivações para o jovem sair precocemente dos programas de aprendizagem”.

Impactos da pandemia

Para Paula Chies Schommer, presidente do ICOM, devem ser levadas em consideração questões sobre mudanças no mundo do trabalho e vínculos, bem como as diferentes formas de trabalhar, em função da pandemia. “Somam-se a isso mudanças tecnológicas e de regulação do trabalho que também afetam os jovens e as condições de mercado; além de mudanças na legislação trabalhista e a situação econômica atual no Brasil”.

Segundo Graziela Krieck, assistente social na Associação Espro – Ensino Social Profissionalizante, apesar de todos os desafios gerados pela pandemia, algumas mudanças foram transformadoras e vieram para ficar.  “Hoje realizamos atendimento com jovens de todo o Brasil, e o acesso ao Ensino a Distância (EAD) melhorou. Fizemos pesquisa antes para saber se tinham infraestrutura, e alguns jovens receberam chip de celular para conseguir acompanhar as aulas. Novas plataformas digitais agora fazem parte da rotina de todos. É preciso mesclar os dois formatos de ensino, remoto e presencial”, avalia.

Bruno Becker, presidente do Projeto Resgaste, concorda que houve evolução em alguns aspectos, porém, no seu ponto de vista, a pandemia prejudicou os jovens de diversas formas. “O acesso à internet e equipamentos de qualidade é escasso. A realidade das comunidades é bem diferente. Falta, muitas vezes, acesso à informação, às inscrições e vagas. Vejo muita dificuldade para utilização das ferramentas e o aproveitamento é baixo no EAD”.

Capacidade de contratação de jovens aprendizes

Estima-se que em 2018, considerando a exigência mínima de 5% da cota de aprendizagem prevista em lei, Florianópolis deveria ter contratado 5.202 aprendizes. No entanto, apenas 2.265 tinham contrato ativo, o que representa um déficit de 56%. São 2.937 adolescentes e jovens sem oportunidade de qualificação profissional, mostra o Sinais Vitais. Considerando o teto de 15% referente à cota de aprendizagem prevista em lei, Florianópolis, em 2018, poderia ter ofertado mais de 15 mil vagas de aprendizagem. 

Segundo Paula, apesar de muitas lacunas, existe um potencial a ser explorado, e o desafio é haver uma maior articulação entre as organizações qualificadoras, empresas e sociedade civil. “Como a gente se articula mais? Nesse sentido, as OSCs têm um importante papel de experimentação, para em conjunto encontrar saídas para esses dilemas. Temos um desafio coletivo, todos somos responsáveis em gerar oportunidades para os jovens”.

Para Graziela, espaços como o FETI/SC – Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente no Trabalho de Santa Catarina E O FOCAP/SC – Fórum Catarinense de Aprendizagem Profissional, devem ser aproveitados pelas qualificadoras, e juntamente com empresas, deve ser iniciado um debate para criar estratégias de articulação. “Ações como visita técnica, avaliação de desempenho, feedback com o jovem, bem como troca de experiências entre jovens e profissionais que já estão no mercado, são algumas boas práticas que podem ser adotadas”.

De acordo com Larissa, ainda haverá novas rodadas de conversa com as empresas de tecnologia para apresentar os dados do Sinais Vitais e promover essa articulação.

Para conhecer o Sinais Vitais na íntegra, acesse: https://comunicacao.icomfloripa.org.br/sinais-vitais-2018-2019-florianopolis-adolescente-e-jovens-no-mundo-do-trabalho

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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Economia

Movimento regional de empreendedorismo e inovação tem data anunciada pela ACII

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Içara terá três dias de inspirações com empresários e especialistas de diferentes temas neste ano. O mais tradicional encontro empreendedor da cidade acontecerá de 19 a 21 de agosto com impacto que vai além do município. A oitava edição do SEI, evento de sinergia, empreendedorismo e inovação, vai ter atividades em duas noites no Rhóis Centro de Eventos e um dia de visitas técnicas em empresas de referência da região. A data foi apresentada pela Associação Empresarial de Içara (ACII) durante o evento Integra Sul e Extremo Sul, promovido em Tubarão pela Facisc, nesta quinta-feira, dia 19.

Conforme apresentado no encontro regional, a programação contará com trilhas de conhecimento, espaços para geração de negócios e também áreas destinadas à comercialização de produtos. A realização ocorre em parceria com instituições de ensino, entidades econômicas, cooperativas e empresas com atuação em Içara e na região. “É uma construção coletiva que fortalece o ambiente de negócios na região. A cada edição, buscamos ampliar conexões, gerar oportunidades e posicionar a cidade como referência que é em empreendedorismo e inovação em Santa Catarina”, indica o presidente da Acii, Reginaldo Borges Fernandes.

Com mais de 8 mil espectadores, o evento já se consolidou como um dos principais movimentos da região voltados ao desenvolvimento socioeconômico. Conforme Reginaldo, a proposta é fortalecer cada vez mais o ecossistema empreendedor, estimular a inovação e ampliar a integração de diferentes movimentos. Pelo palco do SEI já passaram nomes como Thedy Corrêa (Nenhum de Nós), Porã Bernardes (Pretinho Básico), Hortência Marcari (jogadora de basquete), Lázaro do Carmo Júnior (Jequiti), Edilson Doubrawa (Beto Carrero), Antônio Carlos Perpétuo (Supera), Kananda Segala (iFood) e Emilin Schmitz (Creator), Pedro Reis (Eskimó Sorvetes), além de grandes marcas da região.

Como resultado de cada evento, diferentes projetos também foram desenvolvidos nas últimas edições. A partir do SEI, Içara teve a primeira turma de robótica para jovens; escolas receberam meliponários educativos e a cidade ganhou um guia com a história, gastronomia e principais eventos. Em 2025, o projeto Curta Içara, com o desenvolvimento de sacolas personalizadas com elementos da cidade, produtos com identidade sensorial, incluindo aromas característicos do município, e ainda de flyers turísticos, foi premiado pela Facisc como destaque estadual de comunicação e marketing.

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