Agronegócio
Com 280 expositores de quatro estados, AgroPonte acontece no mês de agosto em Criciúma
Em sua 12ª edição, a AgroPonte se consolidou como a maior feira de Santa Catarina nos setores de agronegócio, agricultura familiar, indústrias e tecnologia. O evento acontece de 16 a 20 de agosto, no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, em Criciúma.
Serão mais de 30 mil metros quadrados de evento, com a presença de 280 expositores de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. O objetivo é trazer novidades dos setores, promover negócios e fortalecer a economia catarinense. “Todos os anos, preparamos novidades e esse ano não será diferente. Teremos muita inovação, tecnologia e vamos trazer aos visitantes momentos únicos que nunca foram presenciados ao longo da história da AgroPonte”, comenta a diretora comercial da NossaCasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes.
O evento ainda aloja bovinos puro de origem (PO) e puro por cruza (PC) de inúmeras raças, bubalinos, equinos, ovinos, caprinos, abelhas sem ferrão, coelhos e peixes. Além disso, também abre espaço para cooperativas da agricultura familiar, indústrias, revendas e concessionárias de máquinas, tratores, colheitadeiras, equipamentos, ferramentas, tecnologias e insumos para a produção no agronegócio, agricultura e pecuária.
“É um momento especial para Santa Catarina. A AgroPonte é pensada por detalhes e setores. A feira serve para o visitante conhecer o mercado do campo e suas novidades. Recebemos desde o pequeno produtor até as empresas que exportam para o exterior. Teremos a exposição ferramentas para iniciar uma produção até o maquinário pesado necessário para produções enormes”, afirma o diretor da NossaCasa Feiras & Eventos e idealizador da AgroPonte, Willi Backes.
O gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), engenheiro agrônomo Edson Borba Teixeira, ressalta a importância da AgroPonte para os produtores. “A feira é uma vitrine para todos onde podemos demonstrar o trabalho que a Epagri faz junto aos empreendimentos da agricultura familiar, dos criadores de gado de corte, pecuaristas e produtores. Durante o ano, orientamos na produção e a feira é uma excelente oportunidade de mercado para eles”, observa.
Segundo o coordenador da Epagri, em 2023, serão mais de 40 cooperativas e associações da agricultura familiar presentes na AgroPonte. “Teremos ainda a programação técnica com encontro de legalização e rotulagem de produtos da agricultura familiar e a rodada de negócios dos produtos da agricultura familiar e supermercadistas. Com isso, vamos unir produtores e compradores dos produtos da agroindústria familiar que estarão expondo na AgroPonte”, destaca.
Já o gerente de Agricultura e Agronegócios de Criciúma, Vanderlei José Zilli, avalia a importância da AgroPonte para o município. “A AgroPonte tem dado visibilidade para que Criciúma possa mostrar a importância da sua cultura, onde temos uma agricultura de qualidade e diversa. Somos o maior produtor de banana da região, por exemplo. Além disso, a feira permite que nossos agricultores mostrem toda cadeia produtiva de nosso município por meio das cooperativas e das associações”, analisa. “A feira mexe com toda a cidade, porque movimenta os setores de hotelaria, restaurantes, bares e fomenta a economia da cidade”, acrescenta.
Palestras
Além da exposição, a AgroPonte traz novamente neste ano uma programação repleta de palestras, workshops e painéis de discussão. “Já é tradicional termos troca de experiências e conhecimentos durante a feira. Abordaremos temas dos setores de inovação agrícola, técnicas sustentáveis, gestão rural e mercado com especialistas de cada área”, pontua Jaqueline.

Agronegócio
Safra de silagem encerra com resultado positivo em Siderópolis
A safra de silagem foi encerrada com resultados positivos neste início de ano em Siderópolis. A produtividade média ficou em torno de 40 toneladas por hectare, com áreas que superaram esse índice.
Segundo o secretário de Agricultura, Giovani Luiz De Menech, o desempenho é considerado satisfatório, especialmente diante dos custos elevados da produção de milho. “É uma boa média, com lavouras que produziram ainda mais. Quando o rendimento é positivo, o produtor consegue equilibrar os custos e se mantém motivado a seguir na atividade”, destacou.
Segundo ele, o tempo colaborou e não há registros de prejuízos neste ano. “Foi uma safra surpreendente, são dois anos seguidos bons”, relatou. Na região, a silagem costuma ser utilizada para a alimentação do gado, principalmente durante o inverno, e ao longo do ano para a produção de leite. A maior produção agrícola em Siderópolis é a de milho.
Para auxiliar esses produtores o município disponibiliza um valor acessível por hora máquina e atua na colheita. Atualmente dois tratores são utilizados para esse trabalho específico.
Com o encerramento da safra de silagem, os produtores de Siderópolis se preparam para a safrinha, aproveitando o mesmo terreno com o restante do período climático favorável.

Agronegócio
Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica
A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.
Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).
Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.
- Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
- Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.
“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Agronegócio
Morro da Fumaça abre cadastro para vacinas gratuitas contra raiva bovina e carbúnculo
O Governo de Morro da Fumaça abre nesta quinta-feira (26) o cadastro para vacinas gratuitas para gado em Morro da Fumaça. Pecuaristas poderão retirar doses contra raiva bovina e carbúnculo a partir de 2 de março, enquanto houver estoque disponível.
A ação é coordenada pelo Departamento de Agricultura e marca a segunda etapa do programa implantado em 2025. No ano passado, a prefeitura realizou a primeira entrega de doses aos produtores rurais do município.
Nesta nova fase, a administração ampliou a oferta de 500 para mil doses.
Segundo a coordenadora geral de Agricultura, Patrícia Coral, a alta adesão na primeira edição motivou a ampliação.
“A primeira distribuição teve procura expressiva. Por isso dobramos a quantidade de vacinas. Queremos consolidar o programa como política permanente de apoio à pecuária, garantindo prevenção e segurança sanitária aos produtores”, afirmou.
Para participar, o pecuarista deve manter a inscrição do bloco de notas rural ativa e ter o inventário dos animais regularizado junto à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agricola de Santa Catarina.
Cada propriedade poderá receber vacinas para até 20 animais.
Na primeira etapa, 12 famílias foram beneficiadas, com a distribuição de 500 doses. As vacinas contemplam tanto o gado de corte quanto o de leite e garantem a imunização inicial e o reforço.
Mais informações estão disponíveis pelo telefone (48) 3434-2356 ou diretamente no Departamento de Agricultura, na Sede Administrativa II, na Avenida Inocente Pagnan, nº 21.

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