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“O Pix é do Bolsonaro, o Master do Lula”, dispara Flávio Bolsonaro em Santa Catarina

Presidenciável cumpriu agenda no dstado durante o sábado no maior ato político de Santa Catarina no ano

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Flávio Bolsonaro cumpriu agenda em Santa Catarina no maior ato político do ano no estado
Em visita a Santa Catarina, um senador da oposição concedeu entrevista na qual abordou os principais temas que, segundo ele, devem dominar o debate político nas eleições deste ano: o papel do Supremo Tribunal Federal, o escândalo envolvendo o Banco Master e os impactos da reforma tributária sobre os estados.

STF e dosimetria
O parlamentar afirmou que a questão dos excessos praticados por ministros do Supremo Tribunal Federal não é nova, mas ganhou novos contornos após a suspensão da lei da dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes.

“A credibilidade do Poder Judiciário foi para o lixo”, declarou, referindo-se à decisão monocrática que suspendeu a norma aprovada pelo Congresso Nacional por ampla maioria. Segundo o senador, o episódio é especialmente contraditório porque o próprio Alexandre de Moraes teria sido o autor do texto que embasou a lei aprovada pelo Legislativo.
“Parece mais uma vez um jogo combinado. Numa canetada monocrática, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo”, afirmou o parlamentar.

O senador também sinalizou que a oposição não pretende liberar a pauta do Congresso enquanto não for lida a requisição de abertura da CPI do Banco Master. “A oposição não está negociando isso, não vai abrir mão disso”, garantiu.
Pesquisas eleitorais, segundo ele, indicam que o tema do impeachment de ministros do STF já virou critério de escolha para boa parte dos eleitores que vão decidir dois senadores nas próximas eleições.

Banco Master: acusações ao governo Lula
O senador classificou o caso do Banco Master como “o maior escândalo do sistema financeiro visto recentemente no Brasil” e rejeitou as tentativas da esquerda de associar o caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele citou o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski como figura central na polêmica, alegando que um filho do ministro teria continuado recebendo valores de contrato firmado com o Banco Master mesmo após a posse no cargo — e que Lewandowski teria deixado o ministério uma semana antes de o escândalo vir à tona.

O senador também mencionou o ex-ministro Guido Mantega, acusando-o de ter recebido cerca de R$ 1 milhão para abrir portas do governo Lula ao banco. “O Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”, resumiu, em referência à disputa de narrativas entre situação e oposição.
Reforma tributária: promessa de revisão

Questionado sobre a reforma tributária — tema de especial interesse para Santa Catarina, que aprendeu a operar bem dentro das regras do atual sistema —, o senador defendeu uma revisão profunda da norma aprovada pelo Congresso.

Na avaliação do parlamentar, a reforma não trouxe a simplificação prometida: “Juntou cinco impostos em dois e criou uma série de novos tributos, com alíquotas altíssimas, inclusive o chamado imposto do pecado”. Ele criticou ainda o conceito de “reforma neutra”, que impede a redução líquida da carga tributária.

O senador argumentou que o governo Bolsonaro teria demonstrado ser possível aumentar a arrecadação ao mesmo tempo em que se reduzem impostos, por meio da modernização e digitalização do Estado. “O Brasil foi o segundo país mais digitalizado do mundo com Bolsonaro. Isso facilitou a fiscalização e permitiu baixar o imposto e ainda assim aumentar a arrecadação”, disse.

A proposta de revisão da reforma tributária, segundo ele, está sendo desenvolvida por sua equipe técnica com o objetivo de ser apresentada durante um eventual período de transição governamental.

Santa Catarina e o governo federal
O parlamentar também destacou o que chamou de descaso do governo Lula com Santa Catarina, atribuindo a postura federal a divergências ideológicas com o governador estadual

Jorginho Melo.
“A forma como o Lula trata Santa Catarina hoje é um desrespeito completo aos catarinenses”, afirmou, citando obras de infraestrutura paralisadas ou não iniciadas, como a duplicação das rodovias BR-470, BR-282, BR-380 e BR-101, além de um trecho de ferrovia necessário para melhorar a logística de escoamento da produção agropecuária e industrial do estado.
O senador lembrou que Santa Catarina já cresce a um ritmo mais que o dobro da média nacional e argumentou que, com apoio federal adequado, o desempenho poderia ser ainda maior. “Se o estado cresce hoje mais que o dobro da média do Brasil no PIB, com o governo federal como parceiro, pode crescer ainda mais e continuar sendo um exemplo para todo o Brasil”, concluiu.

Único
Ele também fez questão de dizer que Santa Catarina tem um único candidato da direita. “Ele se chama Jorginho Mello” e também falou do caso Ciro Nogueira. “Ele tem que se explicar e com certeza fará isso”. Flavio também falou que não é a favor da reeleição. “Fui eu o autor da proposta que acaba com a reeleição, mas também acho quatro anos muito pouco”

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Acompanhado de ex-governadores, João Rodrigues cumpre agenda na região

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O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, realizou na noite desta sexta-feira um evento em Criciúma que marcou oficialmente o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo de Santa Catarina pelo PSD. Ao seu lado, três ex-governadores: Esperidião Amin (Progressistas), Eduardo Moreira (MDB) e Carlos Moisés da Silva (União Brasil). Também participaram o ex-prefeito de Criciúma Clésio Salvaro e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia.

O evento é parte de uma agenda de percorrimento do Sul catarinense que Rodrigues vem cumprindo nos últimos dias, com o objetivo de consolidar alianças e apresentar seu nome ao eleitorado da região.

“Os governadores vitoriosos todos começaram com cinco, sete, oito”

A mais recente pesquisa eleitoral colocou Rodrigues com 18,3% das intenções de voto. O pré-candidato minimizou o número, argumentando que ainda está no início do processo e que o histórico recente do estado favorece sua leitura.

“Todos os ex-governadores vitoriosos começaram com cinco, com sete, com oito. O próprio Jorginho Mello começou com sete, Luiz Henrique com quatro, Raimundo Colombo com nove. E outra: 59% da população de Santa Catarina ainda está me conhecendo agora.”

João Rodrigues, pré-candidato ao Governo de SC

Crítica ao governo: leitos de UTI e regulação de saúde

O cancelamento de cirurgias ortopédicas, cardíacas e oncológicas no Hospital São José de Criciúma, por falta de leitos de UTI, entrou na agenda do evento como exemplo do que Rodrigues chama de má gestão do governo estadual na área da saúde.

Segundo ele, o problema não é exclusivo de Criciúma e tem origem na centralização do sistema de regulação de leitos em Florianópolis — o Cisreg. A proposta que defende é retornar à lógica regional.

“Antigamente, o sistema era regionalizado. Depois, uma equipe técnica decidiu centralizar. Hoje, é frequente ver alguém de Criciúma indo a Joinville, gente de Chapecó vindo a Brusque. Tem que regionalizar o sistema novamente, para que cada região administre seus pacientes.”

João Rodrigues

Cargos comissionados “fazendo campanha” pelo interior

Rodrigues também criticou o modelo de descentralização do governo Jorginho. Defende descentralizar, mas sem criar novos cargos comissionados nas regiões — e vai além: afirma que comissionados do atual governo estão percorrendo o interior do estado para fazer campanha política.

“Alguns estão pendurados no gabinete de governo, mas estão rodando no interior do Estado fazendo campanha, assediando candidato a deputado, assediando prefeito. Eu acabaria com isso. Estamos falando de, minimamente, 20 cargos.”

João Rodrigues

Amin, o PP e a sombra de Jorginho

A presença de Esperidião Amin ao lado de Rodrigues tem um contexto delicado. O senador chegou a ser especulado como aliado de Jorginho Mello — desde que o PL apoiasse sua candidatura ao Senado. O partido, porém, optou por Carlos Bolsonaro e Caroline Detone, o que abriu caminho para Amin migrar para o campo de Rodrigues.

O problema é que o Progressistas, partido de Amin, vem fazendo movimento contrário: prefeitos da legenda têm declarado apoio público à reeleição de Jorginho. Amin fez um aceno direto ao episódio dos 50 e poucos prefeitos reunidos pelo MDB e ao lançamento posterior do programa Acelera-Convênio pelo governador.

“Não vai dar para fazer a acelera-convênio em julho. Deu para entender? Quer que eu desenhe? 50 e poucos prefeitos na reunião do MDB — e aí, na semana seguinte, você lança o Acelera-Convênio.”

— Esperidião Amin, senador (Progressistas)

A fala de Amin insinua que o governador estaria usando o repasse de recursos — via convênios — como instrumento de aproximação eleitoral com os prefeitos, em período que antecede as eleições de outubro.

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Servidores públicos de Criciúma aprovam reajuste com inflação mais 1% de ganho real

Assembleia da categoria referendou o acordo nesta terça-feira; impacto na folha de R$ 30 milhões exigiu, segundo o governo, negociação com responsabilidade fiscal

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Os servidores públicos de Criciúma aprovaram em assembleia, na noite desta terça-feira, o reajuste salarial da categoria. O acordo prevê a reposição da inflação mais 1% de ganho real.

A negociação foi conduzida pelo comitê gestor e, segundo o coordenador, professor Celito Cardoso, a definição da proposta foi mais tranquila do que o habitual — resultado de uma estratégia adotada ainda no ano passado.

“Desde o ano passado deixamos a pauta de negociações aberta e isso permitiu uma evolução tranquila que acabou consolidada na noite de ontem nesta assembleia.”Celito Cardoso, coordenador do comitê gestor e professor

O peso do 1% na folha

O ganho real de 1% pode parecer modesto, mas Cardoso explica que, sobre uma folha de R$ 30 milhões mensais, o impacto acumulado ao longo do ano é expressivo — e permanente.

“Você precisa ter muita responsabilidade. Estamos falando de uma folha de R$ 30 milhões. Aplica esse 1% e multiplica por 13 para ver o quanto vai dar. O reajuste é para sempre.”Celito Cardoso, coordenador do comitê gestor

Pela conta do próprio gestor: 1% sobre R$ 30 milhões equivale a R$ 300 mil por mês a mais na folha — ou cerca de R$ 3,9 milhões por ano, considerando o 13º salário.

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Câmara questiona 10 mil lâmpadas paradas em depósito do município de Criciúma

Vereador Obadias Benones pede explicações sobre a Cosip; governo admite paralisação nas trocas, mas justifica com projeto de PPP de cidade inteligente previsto para ir à B3 em setembro

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A Câmara de Vereadores de Criciúma colocou em debate um requerimento do vereador Obadias Benones (PL) que pede informações detalhadas ao Executivo sobre a situação da rede de iluminação pública do município, custeada pela Cosip — Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública.

O estopim da iniciativa foi um vídeo gravado por Benones dentro de um depósito da prefeitura: ele mostrou aproximadamente 10 mil lâmpadas armazenadas e questionou por que o material não está sendo instalado nas ruas da cidade, enquanto bairros seguem sem iluminação adequada.

O que diz o governo

O secretário Tiago Pavan confirma que houve, de fato, uma paralisação. Segundo ele, o contrato com a empresa responsável pelas trocas foi rompido e as equipes próprias da prefeitura chegaram a assumir o serviço — mas o processo foi interrompido por uma decisão estratégica.

“Se fico instalando com equipe própria, eu nunca vou conseguir um marco zero para que se tenha uma proposta para levar o projeto de PPP adiante. Precisamos parar para fazer um estudo adequado.”Tiago Pavan, secretário municipal

A explicação é que o município decidiu estruturar uma Parceria Público-Privada (PPP) de cidade inteligente, o que exige que o sistema de iluminação esteja documentado em seu estado atual — sem intervenções parciais que distorçam os dados de base para a proposta.

A projeção do governo é que o edital da PPP seja levado à B3 em setembro. Enquanto isso, as lâmpadas seguem no depósito e serão usadas apenas para reposição dos pontos que precisarem de manutenção.

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