Blog Anderson de Jesus
Amin lidera disputa pelo Senado em SC; Carlos Bolsonaro e Carol De Toni aparecem na sequência
Pesquisa Quaest mostra cenário ainda aberto, com 23% de indecisos e 11% de votos brancos ou nulos na soma das duas vagas
A disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado Federal começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda apresenta um número elevado de eleitores sem candidato. É o que mostra a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (24) e contratada pela NSC.
Na soma das duas escolhas feitas pelos entrevistados, Esperidião Amin (PP) aparece na liderança, com 19%, seguido por Carlos Bolsonaro (PL), com 16%, e Carol De Toni (PL), com 12%.
O deputado federal Décio Lima (PT) aparece em quarto lugar, com 9%. Na sequência estão Afrânio Boppré (PSOL) e Lunelli (MDB), ambos com 2%.
Os demais candidatos registraram entre 0% e 1%.
Cenário ainda tem muitos indecisos
Um dos principais pontos do levantamento é o número de eleitores que ainda não definiram os dois votos para o Senado.
Na soma das escolhas, 23% não souberam ou não responderam e outros 11% afirmaram votar em branco ou nulo.
A indefinição aumenta quando os entrevistados são questionados especificamente sobre a segunda vaga. Nesse caso, 29% permanecem indecisos, enquanto 13% indicam branco ou nulo.
Para a primeira vaga, Amin aparece com 23%, seguido por Carlos Bolsonaro, com 21%, e Carol De Toni, com 12%.
Na segunda escolha, Amin registra 15%, enquanto Carlos Bolsonaro e Carol De Toni aparecem empatados, com 12% cada.
Maioria ainda pode mudar de voto
A pesquisa também revela que a disputa está longe de ser considerada definida pelo eleitorado.
55% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro. Outros 45% dizem que a escolha já é definitiva.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o cenário é ainda mais indefinido: 84% dos entrevistados não souberam indicar um candidato ao Senado.
Dois senadores serão eleitos em SC
A eleição de 2026 terá uma particularidade para o Senado. Santa Catarina elegerá dois senadores, assim como os demais estados e o Distrito Federal.
Por isso, cada eleitor terá que escolher dois candidatos diferentes para o cargo. A eleição faz parte da renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado.
Pesquisa ouviu 804 eleitores
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela NSC e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026.
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“O vereador Amaral vai precisar de um advogado”, afirma o presidente da OAB Criciúma
As declarações do vereador Amaral Bitencourt durante a sessão desta segunda-feira no Legislativo de Criciúma vão migrar para o campo jurídico. A informação é do presidente da OAB de Criciúma Moacyr Jardim de Menezes Neto. Em entrevista à Cidade em Dia, ele sacramentou.
“Ele que saiba da frase de Sobral Pinto, que a advocacia não é profissão de covarde. Porque nós vamos buscar o nosso direito. Nós vamos ser xingados por esta pessoa que acha que, por ter um mandato, está coberto por um manto e que pode falar tudo. Ele não tem o direito de usar a tribuna da Câmara para, com a falta de decoro absurda, xingar e acusar advogados e advogadas. O vereador vai precisar de um advogado”.
Menezes não escondeu sua revolta com as manifestações. Ele avisou que a OAB vai encaminhar um ofício para que o Legislativo apure a quebra de decoro. Na entrevista ele também deixa claro que não há mais espaço para retratações.
“Ele foi alertado pelo vereador Obadias, que pediu que se retratasse, e o vereador Amaral ratificou sua fala. Então, não há mais espaço para retratações e agora vamos agir de acordo com as regras do campo democrático. A OAB está estudando todos os campos. Pode mover uma ação coletiva, mas não impede que os advogados também façam ações individuais”.
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Jorginho aparece com 50% e abre vantagem sobre João Rodrigues em pesquisa para o governo de SC
Levantamento da Quaest mostra governador na liderança, enquanto 16% dos eleitores ainda estão indecisos
O governador Jorginho Mello (PL) larga na frente na disputa pelo Governo de Santa Catarina, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). No cenário estimulado, ele aparece com 50% das intenções de voto, enquanto o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), registra 17%.
Na sequência aparecem Gelson Merísio (PSB), com 4%, Professor Marcus Sodré (PSTU), com 2%, e Marcelo Brigadeiro (Missão), Laís Chaud (UP) e Bruno Pedreiro (PCO), com 1% cada. Ralf Zimmer (PRD) não pontuou.
O levantamento mostra ainda que 16% dos eleitores estão indecisos, enquanto 8% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não pretendem comparecer às urnas.
Segundo turno favorece Jorginho
A vantagem do atual governador também aparece nas simulações de segundo turno.
Em uma disputa direta contra João Rodrigues, Jorginho chega a 56%, contra 24% do adversário. Outros 12% estão indecisos e 8% afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer.
Já contra Gelson Merísio, o governador amplia ainda mais a diferença: 63% a 16%. Nesse cenário, 11% permanecem indecisos e 10% optariam por branco, nulo ou não votar.
Maioria ainda pode mudar de voto
Apesar da liderança de Jorginho, a pesquisa indica que parte significativa do eleitorado ainda não considera a escolha definitiva.
Para 57% dos entrevistados, o voto já está decidido. Outros 42% admitem que podem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Jorginho aparece com 24%, seguido por João Rodrigues, com 7%. Gelson Merísio e Marcelo Brigadeiro têm 1% cada.
O dado que chama atenção é o número de indecisos: 65% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um candidato nesse formato.
Eleitor quer continuidade, mas com mudanças
A pesquisa também procurou identificar o que os catarinenses esperam do próximo governo.
45% defendem que o futuro governador mantenha o trabalho atual, mas mude aquilo que não está funcionando. Outros 34% preferem a continuidade da administração como está, enquanto 18% defendem uma mudança completa.
O levantamento ainda mediu o peso dos principais padrinhos políticos na eleição.
Quando questionados sobre o apoio de Flávio Bolsonaro, 31% afirmam que a presença do ex-presidente aumentaria a chance de votar em determinado candidato. Para 45%, o apoio não faria diferença, enquanto 21% dizem que diminuiria a possibilidade de voto.
Em relação ao apoio do presidente Lula, 15% afirmam que ele aumentaria a chance de votar no candidato, 39% dizem que não faria diferença e 44% avaliam que o apoio reduziria a disposição de votar.
Maioria prefere aliado de Flávio
Outro dado da pesquisa aponta que 43% dos catarinenses preferem que o próximo governador seja aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 38% optam por um governador independente e 16% gostariam de um aliado de Lula.
Pesquisa
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela NSC e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026.
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Amaral dispara contra advogados “estudam para roubar os pobres”; OAB e Câmara reagem
manifestação foi feita durante a sessão de ontem no Legislativo de Criciúma
O debate era sobre a obrigatoriedade de tornar público o curriculo de ocupantes de cargo de confiança na municipalidade em Criciúma. Proposta apresentada pelo vereador Nícola Martins (PL) que mais tarde seria derrotada por 7 a 6. Durante as manifestações, o vereador Amaral Bitencourt (PSD) foi a tribuna para justificar seu voto contrário à matéria e acabou criando uma tremenda saia justa.
“Para que serve o diploma. 50% dos advogados estudam para roubar o pobre e estou falando por baixo porque é mais”. Obadias Benones (PL) tentou contemporizar, alertou o vereador de que a fala apresentava algo grave. Amaral, no entanto continuou e acabou disparando até contra os médicos.
Minutos após a sessão a OAB se manifestou. Em seguida a própria Câmara também se posicionou e afirmou que não concordava com o parlamentar. Confira as notas abaixo
Nota OAB
A OAB Seccional de Santa Catarina e a OAB Subseção de Criciúma, em defesa da dignidade da advocacia e do respeito devido a milhares de profissionais que exercem sua missão com liberdade, responsabilidade, coragem e amor, adotarão conjuntamente as medidas judiciais e institucionais cabíveis diante das declarações proferidas nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, pelo vereador Amaral Bittencourt, da tribuna da Câmara Vereadores de Criciúma.
A liberdade de expressão é uma conquista fundamental da humanidade, reconhecida, entre outros instrumentos, nos arts. 18 e 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e assegurada pela Constituição Federal, especialmente em seus arts. 5º, IV e IX, e 220.
A OAB e a advocacia brasileira sabem, mais do que ninguém, o valor dessa conquista. A história da advocacia está profundamente ligada à defesa das liberdades, do Estado Democrático de Direito e das garantias fundamentais. A própria Constituição Federal reconhece que o advogado é indispensável à administração da justiça e assegura a inviolabilidade por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Liberdade de expressão, entretanto, não se confunde com liberdade para ofender, imputar genericamente a uma categoria profissional a prática de atos desonestos ou criminosos ou atingir, sem individualização e sem qualquer demonstração, a honra e a reputação de milhares de pessoas.
Críticas à advocacia são legítimas. A atuação de advogados pode e deve ser fiscalizada. Eventuais desvios profissionais devem ser denunciados e apurados pelos órgãos competentes. O exercício do mandato parlamentar também assegura ao vereador ampla liberdade para manifestar suas opiniões.
Mas nenhuma dessas garantias autoriza, por si só, o abuso de direitos fundamentais. A própria Constituição estabelece que a honra e a imagem das pessoas são invioláveis e assegura a responsabilização por sua violação.
É justamente por acreditar na liberdade de expressão que a OAB não pode permanecer silente diante de uma manifestação que, em tese, ultrapassa os limites da crítica legítima e atinge, de forma indiscriminada, a honra da advocacia e de milhares de profissionais que diariamente trabalham com dignidade, honestidade e compromisso com a Justiça.
A OAB não pretende silenciar ninguém. Pretende apenas afirmar, com serenidade e firmeza, que liberdade de expressão exige civilidade e responsabilidade e deve ser exercida nos limites estabelecidos pela Constituição e pelas leis.
Por isso, as declarações serão submetidas à análise jurídica e serão adotadas as medidas cabíveis, inclusive para que sejam examinados, nas esferas pertinentes, os eventuais excessos e responsabilidades decorrentes das manifestações proferidas.
A advocacia merece respeito.
Não porque esteja acima de críticas, mas porque exerce função essencial à Justiça e porque milhares de advogadas e advogados de Santa Catarina dedicam suas vidas à defesa dos direitos dos cidadãos, muitas vezes daqueles que mais precisam de proteção.
Liberdade de expressão, sim. Crítica, sim. Fiscalização, sim.
Abuso, ofensa e generalização irresponsável, não.
A OAB defenderá a advocacia com a mesma liberdade, responsabilidade, coragem e amor com que seus profissionais defendem, todos os dias, os direitos de seus constituintes e o Estado Democrático de Direito.
Nota Câmara
A Câmara de Vereadores de Criciúma vem a público, diante da situação envolvendo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Criciúma, ocorrida nesta segunda-feira (24), manifestar seu repúdio a qualquer manifestação que possa representar ataque, desrespeito ou generalização em relação a uma categoria profissional.
A instituição esclarece que não compactua, não endossa e não se associa a manifestações individuais que possam atingir a honra ou a dignidade de trabalhadores, independentemente da classe ou profissão a que pertençam.
A Câmara reafirma seu respeito à OAB, à advocacia e a todas as categorias profissionais, reconhecendo a importância do trabalho desenvolvido por seus representantes e profissionais em benefício da sociedade.
O Poder Legislativo de Criciúma reforça seu compromisso com o respeito, o diálogo democrático e a responsabilidade, destacando que manifestações individuais de parlamentares não representam o posicionamento institucional da Câmara.
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