Blog Anderson de Jesus
Hospital de Forquilhinha: obras começa na próxima semana, e ambulatório pode abrir em 27
Instituto Maria Schmitz prevê início da montagem da estrutura ainda em outubro; projeto prevê atendimento de média complexidade e capacidade futura próxima de 100 leitos.
A construção do novo hospital de Forquilhinha deve avançar ainda em outubro, com o início da implantação da estrutura pré-moldada no terreno destinado ao empreendimento. A previsão é do diretor do Instituto Maria Schmitz (Imas), Robson Schmitz.
Segundo ele, os primeiros trabalhos na fundação estão previstos para a segunda quinzena deste mês. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a prefeitura, que cedeu a área para a instalação da unidade hospitalar.
“O projeto foi elaborado a partir de estudos de viabilidade e tem como objetivo ampliar a oferta de serviços de saúde em Forquilhinha e nos municípios da região. Atualmente, a equipe trabalha no desenvolvimento das etapas técnicas necessárias à implantação do empreendimento”, detalha.
Atendimento ambulatorial pode começar primeiro
O cronograma prevê a possibilidade de iniciar os atendimentos ambulatoriais em aproximadamente 12 meses, desde que não ocorram atrasos durante a execução da obra e o processo de licenciamento.
Para que isso aconteça, o projeto precisa avançar nas etapas de análise dos órgãos competentes. Conforme Robson Schmitz, a documentação já foi protocolada na Vigilância Sanitária. Também são necessárias as aprovações exigidas por outras instituições, entre elas o Corpo de Bombeiros.
O diretor explicou que a utilização de um modelo estrutural pré-moldado permite antecipar parte dos trabalhos, enquanto os procedimentos de autorização para o funcionamento dos serviços de saúde seguem em tramitação.
“A expectativa é que as principais áreas do hospital estejam em operação em um prazo estimado entre 18 e 24 meses, dependendo do andamento das obras e das liberações necessárias”, ressalta.
Hospital deve atender casos de média complexidade
A proposta prevê uma unidade com pronto atendimento, ambulatório de múltiplas especialidades e serviços voltados a pacientes com demandas de média complexidade.
A estrutura também poderá ser ampliada no futuro para oferecer procedimentos de alta complexidade. A projeção apresentada pelo instituto é de que o hospital alcance, gradualmente, capacidade próxima de 100 leitos, incluindo vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“A implantação do serviço busca ampliar a capacidade de atendimento na região e reduzir parte da pressão sobre hospitais de referência, especialmente o Hospital São José, em Criciúma, que recebe pacientes de diferentes municípios do Sul catarinense.Com uma nova unidade em Forquilhinha, a expectativa é oferecer mais alternativas de atendimento e contribuir para diminuir a demanda concentrada nos serviços hospitalares de Criciúma”
Projeto conta com apoio político
Robson Schmitz também mencionou o apoio do prefeito de Forquilhinha, Neguinho, e a expectativa de participação do Governo do Estado no desenvolvimento do projeto.
O diretor citou ainda o apoio de parlamentares da região, com destaque para o deputado estadual Rodrigo Minotto.
A implantação do hospital depende da continuidade das etapas de construção, da aprovação dos projetos técnicos e das autorizações necessárias para o funcionamento. Os prazos apresentados pelo instituto, portanto, são estimativas e poderão ser ajustados conforme o andamento do empreendimento.
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Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14) mostra o candidato do PL com 46% das intenções de voto, ante 44% do petista; rejeição dos dois também é semelhante.
Flávio Bolsonaro (PL) registra 46% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. Os números são da primeira pesquisa Quaest realizada após a votação do primeiro turno, divulgada nesta quarta-feira (14).
A diferença de dois pontos percentuais coloca os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento, também de dois pontos para mais ou para menos.
Na simulação estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, 9% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto, ou que não comparecerão às urnas. Outros 1% não souberam responder.
Maioria dos eleitores diz ter voto definido
O levantamento indica que a escolha do candidato está consolidada para a maior parte dos entrevistados. Segundo a Quaest, 91% afirmaram que já decidiram em quem votar. Os outros 9% disseram que ainda podem mudar de posição até a eleição.
Na pesquisa espontânea, em que os participantes respondem sem receber uma lista de candidatos, Flávio Bolsonaro foi citado por 43%, enquanto Lula recebeu 42% das menções. Nesse cenário, 8% indicaram voto em branco, nulo ou abstenção, e 7% permanecem indecisos.
Rejeição dos candidatos fica próxima
A pesquisa também avaliou a rejeição eleitoral. Flávio Bolsonaro tem 54% dos entrevistados que afirmam não votar nele de maneira alguma. Para Lula, o índice é de 53%.
A diferença de um ponto percentual também está dentro da margem de erro, indicando proximidade entre os dois candidatos nesse indicador.
Resultado do primeiro turno
Na votação de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Metodologia da pesquisa Quaest
O instituto entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
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Presidente da Acic teme que fim da escala 6 x 1 acabe ampliando a escassez de mão de obra
O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Frank Hobold, avalia com preocupação a possível mudança na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em entrevista à Rádio Cidade, o dirigente afirmou que o setor produtivo teme o aumento dos custos operacionais e questiona a capacidade das empresas de contratar mão de obra em um prazo curto.
Para Hobold, a discussão sobre a jornada é necessária, mas deveria ocorrer sem a influência do calendário eleitoral. “Nós sabemos que isso é uma discussão hoje totalmente eleitoreira, demagógica e, por que não dizer, populista?”, declarou.
O presidente da Acic defende que a discussão avance sobre três pontos: como a mudança será implantada, qual será o prazo de adaptação e quem assumirá os custos adicionais. Na avaliação dele, parte dessas despesas poderá chegar ao consumidor por meio dos preços dos produtos e serviços.
Pequenos negócios no centro da preocupação
Hobold aponta os pequenos estabelecimentos como os mais vulneráveis a uma eventual redução da jornada. Supermercados, comércios e empresas que precisam manter o atendimento aos clientes durante fins de semana podem ter dificuldades para reorganizar as equipes.
“Quem mais vai sofrer é o pequeno negócio”, afirmou o dirigente, ao questionar de onde virão os trabalhadores necessários para manter o funcionamento das empresas.
A preocupação também envolve a disponibilidade de profissionais qualificados em Santa Catarina. Segundo Hobold, a dificuldade de contratação já é uma realidade para diferentes atividades econômicas, o que tornaria mais complexa a adaptação a novas regras.
“Como é que as empresas vão se organizar? Como é que vão contratar em 60 dias gente preparada para assumir os postos que precisa?”, questionou.
O dirigente também cobrou esclarecimentos sobre eventuais compensações tributárias para as empresas. Para ele, qualquer mecanismo de compensação precisa ser detalhado antes que os empresários tenham de reorganizar suas operações.
Impacto no preço final
Na avaliação do presidente da Acic, a redução da jornada sem uma adaptação adequada poderá pressionar os custos de produção e de atendimento. Ele argumenta que empresas que precisarem contratar mais funcionários para manter o mesmo nível de atividade terão despesas adicionais.
“Não tem como você arcar com esse custo”, disse Hobold, ao defender que os efeitos financeiros da mudança sejam considerados durante a discussão.
O dirigente ressalta que a preocupação não se limita às grandes indústrias, muitas das quais já adotam jornadas distribuídas em cinco dias. O impacto, segundo ele, tende a ser mais significativo nos setores que dependem de atendimento contínuo e nas empresas com equipes reduzidas.
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Rincão reforça investimentos em infraestrutura
Balneário Rincão avança com um programa de pavimentação de R$ 43 milhões, contratado por meio do Ministério das Cidades. A meta da prefeitura é alcançar praticamente todas as ruas do município até o fim do mandato, segundo o prefeito Luiz Laurindo.
Na Barra Velha, as ordens de serviço somam cerca de R$ 7 milhões e devem concluir a pavimentação do bairro. Já na Costa da Lagoa dos Esteves, as obras contemplam quase um quilômetro da principal via de acesso. Para a Lagoa do Faxinal, a licitação está prevista para o dia 22, com investimento estimado em R$ 2,7 milhões.
“Vamos chegar com pavimentação em praticamente 100% do Rincão até o final do nosso mandato”, afirmou Laurindo à Rádio Cidade.
O programa prevê ainda calçadas acessíveis e obras de drenagem, conforme a necessidade de cada rua. Para o prefeito, os investimentos melhoram a qualidade de vida dos moradores e contribuem para a valorização imobiliária.
A prefeitura também busca recursos para revitalizar a Lagoa dos Freitas. O projeto está pronto e tem custo estimado em R$ 5 milhões. Enquanto isso, a segunda etapa da revitalização da Lagoa do Jacaré está em fase de conclusão, com espaços de lazer, caminhada e contemplação.
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