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Economia

Peiex: oportunidade de abrir as portas para o mercado internacional

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Criciúma

O universo do comércio exterior é desafiador para pequenas, médias e grandes empresas. Dar os primeiros passos e dominar esse cenário pode parecer distante da realidade de muitas organizações, porém está mais perto e dá resultados ainda melhores que o imaginado. Prova disso são as empresas qualificadas pelo Núcleo Operacional do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex) da Unesc, ação oportunizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O projeto vem, desde 2019, capacitando profissionais dentro de empresas de diferentes segmentos para alavancarem suas exportações. O resultado desse trabalho já pode ser visto em diversos dos nucleados que iniciaram um projeto de exportação ou ainda reinventaram ações já iniciadas anteriormente sem tanto êxito.

Na Procer, de Criciúma, os procedimentos que eram feitos ainda de forma lenta foram acelerados e ajustados graças ao acompanhamento dos técnicos do Peiex. A responsável por apresentar o programa à empresa foi a colaboradora Gabrielle Cardoso Machado. Acadêmica do curso de Administração, Gabrielli já tinha conhecimento sobre o projeto e, ao se deparar com a possibilidade de ampliar a atuação da empresa na qual trabalha, não teve dúvidas.

“Trouxe essa ideia para a empresa e foi muita bem aceita. Nós já tínhamos confiança no potencial do produto para a venda no exterior, mas ainda não dominávamos todos os trâmites para colocar em prática da melhor forma. Com a orientação do Peiex conseguimos entender e dominar, de fato, o processo do início ao fim”, esclarece

Os números do crescimento nos negócios, de acordo com Gabrielli, falam por si só. “Tivemos um crescimento de 30% em exportação de 2019 para 2020. Vejo a participação no Programa como imprescindível para esse resultado”, expõe.

A Procer, conforme o gestor do setor de Sucesso do Cliente, Guilherme Almeida Alamini, é pioneira na América Latina na utilização da tecnologia na armazenagem de grãos. “Temos um produto inovador para a área de colheita de grãos. O sistema oferecido conta com solução moderna de temperatura e umidade por meio de sensores com foco em assegurar a secagem e a armazenagem no pós-colheita. É um trabalho que vem sendo aprimorado ano após ano e agora, com o Peiex, dá mais um passo para o objetivo de ser referência na América Latina”, destaca.

Processos aprimorados

Na Natreb, Indústria e Comércio de Máquinas para Cerâmicas, a exportação começou a dar seus primeiros passos há aproximadamente dez anos. Atualmente a empresa vende máquinas para todos os países da América do Sul, além da América Central e negócios na África, trabalho feito sob a condução dos três filhos do fundador da empresa, Nório Valentin Bertan.

Entre os responsáveis por comandar a Natreb está o empresário Maurício Naspolini Bertan. Por meio dele a empresa de Morro da Fumaça recebeu, em 2020, a qualificação gratuita do Peiex. Apesar da inserção no mercado internacional já estar em andamento, conforme Maurício, o apoio do Programa foi de total importância para a segurança e melhor preparação da equipe interna para os desafios inerentes à exportação.

“Nós já tínhamos algum conhecimento até pela experiência de alguns anos nesse ramo, mas sempre contando com assessorias externas. Atualmente temos um setor responsável por esse serviço dentro da empresa e posso dizer que todas as etapas do Peiex foram aproveitadas por cada um com muito aprendizado”, destaca Maurício, que acrescenta que o aprimoramento e a mudança de processos foram grandes diferenciais para o setor que deve colher frutos do aprendizado já nos próximos anos.

Satisfação pelo compartilhamento de conhecimento

Conversar com as empresas conveniadas ao Peiex e perceber que estão aptas a trilharem seus caminhos no mercado internacional de forma segura e promissora, para o coordenador do Programa na Unesc, Julio Cesar Zilli, dá sentido ao trabalho realizado diariamente pela equipe.

“Por meio da Apex Brasil nós temos a oportunidade de oferecer essa qualificação de forma gratuita para as empresas da região. Já são mais de 90 conveniados, sendo que muitos destes já colhem os frutos positivos da participação Programa”, destaca.

Entre as histórias conhecidas e transformadas ao longo do projeto, que iniciou de forma oficial em novembro de 2019, conforme Julio Cesar, estão cases inspiradores. “Temos inúmeros casos de aprimoramento no processo de exportação ou de início do zero nos quais já há muito a comemorar. São empresas que estão exportando para os mais variados países e até com representantes e centros de distribuição fora do país. Histórias promissoras que ganharam um empurrãozinho com a qualificação do Peiex”, completou.

Desta forma, de acordo com o monitor do Peiex Criciúma, Valdir Scarduelli Neto, o Programa e a Universidade cumprem o papel de oferecer conhecimento em prol do desenvolvimento de toda a região. “Montamos uma metodologia para transmitir esse conhecimento por meio de seis módulos. Ao final do processo entregamos um Plano de Exportação para um mercado específico da empresa e a partir daí acompanhamos o sucesso que se desdobra”, pontuou.

O Peiex é implementado em todas regiões do país, por meio de parcerias da Apex-Brasil com instituições de ensino ou Federações de Indústria. Chamadas de entidades executoras do programa, elas, assim como a Unesc, são responsáveis pela aplicação da metodologia do Programa na qualificação de empresas por todo o Brasil ao utilizar a expertise de profissionais especialistas em comércio exterior na orientação junto aos empresários sobre caminhos mais adequados para o mercado externo.

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Economia

SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende redução de custos

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A indústria e os demais elos da cadeia do arroz chegam ao período que antecede as eleições com demandas definidas para o próximo Governo. Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais pressionadas, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) defende medidas que ampliem a previsibilidade para as empresas, reduzam os custos de produção e contribuam para o equilíbrio entre produção, industrialização e comercialização do cereal.

Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, entre os principais gargalos estão a insegurança jurídica e tributária, além do crescimento das demandas trabalhistas. Para o dirigente, a construção de regras mais claras e estáveis é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos e tomar decisões com maior segurança. “Esse cenário dificulta o planejamento e aumenta a preocupação das empresas. Também observamos um crescimento expressivo das demandas trabalhistas, que amplia os custos e a insegurança para as indústrias”, afirma.

Além da questão regulatória, a tributação, os custos de energia, a logística e as despesas industriais pesam sobre a competitividade da cadeia. “O principal ponto de pressão está no custo total da atividade, especialmente diante do peso dos impostos. O produtor precisa ter um custo de produção mais baixo, de forma que consiga fornecer o produto às indústrias em condições economicamente viáveis. As indústrias, por sua vez, precisam ter margem para beneficiar o arroz e fazê-lo chegar à mesa do consumidor com uma logística equilibrada e custos de transporte justos”, explica Rampinelli.

Logística e exportações

Entre as medidas que podem contribuir para a competitividade do setor, o presidente do Sindicato destaca a necessidade de melhorias na logística. O transporte interfere diretamente nos custos de produção e industrialização e, consequentemente, no preço final do arroz.

Outro caminho apontado pelo SindArroz-SC é o fortalecimento das exportações. Para Rampinelli, uma política contínua e planejada de vendas ao mercado externo pode contribuir para equilibrar a produção e o consumo nacional, além de ampliar o valor agregado ao produto brasileiro.

Planejamento de longo prazo

Diante dos desafios enfrentados pela cadeia, o presidente do SindArroz-SC defende que as medidas do próximo Governo não sejam pontuais, mas façam parte de uma estratégia de longo prazo para o setor. O planejamento deve considerar a demanda nacional, a produção necessária para garantir o abastecimento, uma margem de segurança e alternativas para a diversificação de culturas.

“Uma política estruturada e construída com previsibilidade pode contribuir para reduzir os riscos e dar melhores condições para produtores e indústrias planejarem suas atividades. A integração entre produção, indústria e governo, teria impacto direto na competitividade e na sustentabilidade de toda a cadeia do arroz”, conclui o dirigente.

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Economia

Unesc oferece programa de pré-incubação para municípios da Amrec

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Cidades que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) ganham uma nova ferramenta para fomentar o empreendedorismo local. A Incubadora Tecnológica de Ideias e Negócios da Unesc (ITEC.in) passa a oferecer um programa de pré-incubação voltado às administrações públicas da região.

A proposta permite que os municípios contratem uma jornada de seis meses de desenvolvimento, orientação e validação de projetos para empreendedores do próprio território.

Um caminho estruturado para ideias locais

O programa nasce de um problema comum a diversas cidades: há pessoas com boas ideias e potencial inovador, mas falta estrutura técnica para acompanhar esses projetos desde o início. Com a pré-incubação, o município contrata o serviço da Unesc e passa a oferecer aos empreendedores locais acesso à metodologia, aos especialistas e à rede de conexões da instituição.

“A inovação precisa chegar onde as pessoas estão e encontrar espaço para transformar problemas reais em oportunidades. A proposta é criar um caminho estruturado para que ideias possam ser validadas, aprimoradas e apresentadas ao mercado com mais segurança”, explica a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.

A reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento regional. “A Universidade Comunitária tem compromisso direto com o desenvolvimento das regiões onde está inserida. Levar conhecimento, inovação e oportunidades para mais perto dos empreendedores significa transformar a expertise acadêmica em resultados que podem gerar impacto econômico e social”, afirma.

Como funciona para o município

Ao contratar o serviço, a administração municipal passa a contar com a expertise da Unesc para atender empreendedores e projetos do próprio território — sem precisar montar internamente uma equipe especializada. A Universidade disponibiliza conhecimento, metodologia, mentores, especialistas e conexões com o ecossistema de inovação; cabe ao município aproximar essa estrutura dos empreendedores locais.

Segundo Elenice, os resultados esperados incluem o fortalecimento do ecossistema de inovação, o desenvolvimento econômico local, a qualificação de projetos empreendedores e a criação de soluções para problemas identificados no próprio território — tudo isso sem exigir a criação de uma nova estrutura dentro da administração pública.

A lógica do programa conecta três pontas: o município, que identifica a necessidade de estimular a inovação e contrata o serviço; a Unesc, que entra com metodologia e expertise; e o empreendedor, que recebe acompanhamento para desenvolver sua ideia.

A jornada do empreendedor selecionado

Para quem é selecionado pelo município, a trajetória começa pela compreensão do problema que o projeto pretende resolver. Ao longo de seis meses, o participante passa por capacitações, workshops, mentorias — online e presenciais — e acompanhamento individualizado.

A metodologia da ITEC.in ajuda a validar a necessidade real do público-alvo, construir um MVP enxuto, estruturar o modelo de negócio e preparar o projeto para etapas futuras, como captação de recursos, aceleração ou incubação.

“Uma boa ideia precisa encontrar um problema real, um público disposto a pagar pela solução e um modelo capaz de sustentar o negócio. Por isso, nosso trabalho é ajudar o empreendedor a testar, corrigir, estruturar e, principalmente, vender o produto”, destaca a coordenadora da ITEC.in, Patrícia Darolt.

Seleção e próximas etapas

O programa prevê a seleção de 10 projetos para o ciclo prático. A jornada começa com a divulgação e as inscrições dos interessados, segue com a avaliação das propostas e, após a seleção, os participantes entram na etapa de desenvolvimento, com acompanhamento contínuo.

Para os municípios, o retorno vai além do curto prazo. “Para o município, o ganho está também na possibilidade de transformar o investimento em inovação e resultados concretos. Projetos mais bem estruturados podem avançar para a formalização de negócios, buscar investimentos, acessar programas de aceleração ou ingressar em etapas posteriores de incubação”, conclui Elenice.

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Economia

SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras

Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC

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Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.

A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).

A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.

Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.

“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.

Como funciona o Criciúma Open Challenge Day

O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.

1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.

2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.

3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.

4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.

5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.

Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.

“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.

Evento reúne instituições do ecossistema de inovação

O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.

A programação terá dois momentos principais.

O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.

Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.

Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.

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