Blog Anderson de Jesus
Câmara de Criciúma vai revogar atos de posse de Tia Cidy (PSDB) e Júlio Bitencourt (PT)
A Câmara de Vereadores de Criciúma deve começar, já na manhã desta quarta-feira, os trâmites necessários para revogar os atos de posse dos suplentes Júlio Bitencourt (PT) e Tia Cidy (PSDB). A informação é do advogado Leo Cassetari, assessor jurídico da casa. Ele confirmou que o legislativo criciumense já foi notificado pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina. O TCE entendeu que houve “equívoco” do legislativo criciumense ao permitir que os suplentes assumissem as vagas deixadas por Daniel Cipriano e Giovana Mondardo.
O entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçado por órgãos de controle como o Tribunal de Contas de Santa Catarina, busca unificar essa regra de 120 dias para todas as Câmaras do país. Esta regra define que o suplente só é convocado se a licença do titular passar de quatro meses (120 dias). A exceção é quando o parlamentar se afasta para assumir cargo de secretário municipal, estadual ou federal permite a convocação imediata do suplente
Com isso Tia Cidy e Júlio voltaram a condição de suplente. O retorno dos titulares para a casa passa a ser uma opção dos parlamentares que teriam que interromper suas licenças. Caso isso não ocorra o legislativo irá operar com dois vereadores a menos até que as licenças sejam encerradas.
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Amaral aproveita sessão itinerante, cita o apóstolo João e pede desculpas por falas contra advogados
“Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra” João 8.7 Foi com esta citação bíblica que o vereador Amaral Bitencourt encerrou na sessão desta terça-feira o seu pedido de desculpas aos médicos e principalmente aos advogados, que na noite de segunda-feira foram alvos de suas críticas na Tribuna do Legislativo de Criciúma.
Depois de passar o dia recebendo uma saraivada de críticas e de manifestações sobre eventuais processos a aposta era de que o parlamentar do PSD iria se afastar dos holofotes. Amaral, no entanto, marcou presença na sessão itinerante realizada pelo Legislativo na Grande Próspera e mais uma vez se posicionou.
Lendo um texto escrito por sua assessoria jurídica, Amaral pediu desculpas, admitiu que se excedeu e que citou percentuais que ele não tem como comprovar. Durante pouco mais de dois minutos de manifestação ele admitiu que foi levado pelo calor do debate e que, em momento algum, teve a intenção de ofender os bons advogados e bons médicos.
Resta saber se a ponderação do parlamentar será suficiente para amenizar a descompostura aplicada sobre ele pela OAB de Criciúma e também Estadual e frear as eventuais ações previamente anunciadas.
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“O vereador Amaral vai precisar de um advogado”, afirma o presidente da OAB Criciúma
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“O vereador Amaral vai precisar de um advogado”, afirma o presidente da OAB Criciúma
As declarações do vereador Amaral Bitencourt durante a sessão desta segunda-feira no Legislativo de Criciúma vão migrar para o campo jurídico. A informação é do presidente da OAB de Criciúma Moacyr Jardim de Menezes Neto. Em entrevista à Cidade em Dia, ele sacramentou.
“Ele que saiba da frase de Sobral Pinto, que a advocacia não é profissão de covarde. Porque nós vamos buscar o nosso direito. Nós vamos ser xingados por esta pessoa que acha que, por ter um mandato, está coberto por um manto e que pode falar tudo. Ele não tem o direito de usar a tribuna da Câmara para, com a falta de decoro absurda, xingar e acusar advogados e advogadas. O vereador vai precisar de um advogado”.
Menezes não escondeu sua revolta com as manifestações. Ele avisou que a OAB vai encaminhar um ofício para que o Legislativo apure a quebra de decoro. Na entrevista ele também deixa claro que não há mais espaço para retratações.
“Ele foi alertado pelo vereador Obadias, que pediu que se retratasse, e o vereador Amaral ratificou sua fala. Então, não há mais espaço para retratações e agora vamos agir de acordo com as regras do campo democrático. A OAB está estudando todos os campos. Pode mover uma ação coletiva, mas não impede que os advogados também façam ações individuais”.
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Amin lidera disputa pelo Senado em SC; Carlos Bolsonaro e Carol De Toni aparecem na sequência
Pesquisa Quaest mostra cenário ainda aberto, com 23% de indecisos e 11% de votos brancos ou nulos na soma das duas vagas
A disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado Federal começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda apresenta um número elevado de eleitores sem candidato. É o que mostra a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (24) e contratada pela NSC.
Na soma das duas escolhas feitas pelos entrevistados, Esperidião Amin (PP) aparece na liderança, com 19%, seguido por Carlos Bolsonaro (PL), com 16%, e Carol De Toni (PL), com 12%.
O deputado federal Décio Lima (PT) aparece em quarto lugar, com 9%. Na sequência estão Afrânio Boppré (PSOL) e Lunelli (MDB), ambos com 2%.
Os demais candidatos registraram entre 0% e 1%.
Cenário ainda tem muitos indecisos
Um dos principais pontos do levantamento é o número de eleitores que ainda não definiram os dois votos para o Senado.
Na soma das escolhas, 23% não souberam ou não responderam e outros 11% afirmaram votar em branco ou nulo.
A indefinição aumenta quando os entrevistados são questionados especificamente sobre a segunda vaga. Nesse caso, 29% permanecem indecisos, enquanto 13% indicam branco ou nulo.
Para a primeira vaga, Amin aparece com 23%, seguido por Carlos Bolsonaro, com 21%, e Carol De Toni, com 12%.
Na segunda escolha, Amin registra 15%, enquanto Carlos Bolsonaro e Carol De Toni aparecem empatados, com 12% cada.
Maioria ainda pode mudar de voto
A pesquisa também revela que a disputa está longe de ser considerada definida pelo eleitorado.
55% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro. Outros 45% dizem que a escolha já é definitiva.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o cenário é ainda mais indefinido: 84% dos entrevistados não souberam indicar um candidato ao Senado.
Dois senadores serão eleitos em SC
A eleição de 2026 terá uma particularidade para o Senado. Santa Catarina elegerá dois senadores, assim como os demais estados e o Distrito Federal.
Por isso, cada eleitor terá que escolher dois candidatos diferentes para o cargo. A eleição faz parte da renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado.
Pesquisa ouviu 804 eleitores
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela NSC e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026.
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