Geral
Criciúma amplia alerta contra a Covid-19
Com o aumento no número de casos de coronavírus nos últimos dias e a lotação das UTIs no município devido a transferência de pacientes de outras regiões, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e o presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Jorge Koch, junto com representantes da Saúde, se reuniram para discutir os próximos passos para minimizar os impactos do vírus, observados em outras partes de Santa Catarina. A reunião ocorreu na Sala de Atos, do Paço Municipal Marcos Rovaris, nesta segunda-feira (22).
“Estamos em estado de alerta. Prevemos que no próximo sábado já estejamos no gravíssimo na Matriz de Risco. Esta terceira onda será ainda mais forte que as outras duas que vivemos em 2020. Já estamos perto da lotação dos leitos, devido a transferência de pacientes de outras regiões. Temos uma semana para criar estratégias que minimizem o impacto dessa variante. E ainda, não recebemos mais vacinas, pois a nova previsão é dia 3 de março”, frisou o secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande, que também acompanhou a reunião.
Para discutir abertura de mais leitos de UTI na região, e paralelamente, a adoção de ações preventivas, Salvaro e o presidente da Amrec vão se reunir, nesta terça-feira (23), com o superintendente de Serviços Especializados e Regulação do Estado, Ramon Tártari. “Vamos colocar o Hospital do Rio Maina à disposição para a criação de dez leitos de UTI. Mas, tem possibilidade de abrir leitos em Urussanga, Orleans e Nova Veneza também. O município de Criciúma sempre se preparou para o enfrentamento contra o coronavírus, e desta vez não será diferente”, frisou o prefeito de Criciúma.
Também participaram da reunião o Diretor Técnico do o Hospital São José (HSJosé), doutor Raphael Elias Farias e a coordenadora da Macrorregional de Saúde de Criciúma, Izabel Scarabelot Medeiros.
Ocupação dos leitos de UTI
No momento, o Hospital São José possui 35 leitos para a Covid-19, sendo 33 estão ocupados e dois estão reservados para transferência. Já a Unimed tem oito leitos, sendo que cinco já estão ocupados.
“Agora, precisamos sair de casa somente em casos essenciais. Neste momento, a circulação de pessoas é contraindicada. Os cuidados precisam ser redobrados neste momento. A nossa previsão é que a terceira onda seja ainda mais forte devido a nova variante que é mais transmissível”, enfatizou o gerente de Vigilância em Saúde de Criciúma, Samuel Bucco.
Sobre a variante
A variante é a P.1, a mesma identificada em Manaus. A nova variante apresenta uma carga viral mais elevada, tendo uma maior capacidade do indivíduo portador do vírus transmitir para outra pessoa. Na linhagem B.1.1.28, a variante se mostra predominante em relação a todas as mostras sequenciadas no Estado do Amazonas.
Geral
Vento e chuva provocam transtornos na região; rio Criciúma ameaça sair da calha no bairro Paraíso
O vento forte da madrugada e a chuva intensa desta manhã de segunda-feira provocam transtornos pela região. Na região de Sombrio, vários bairros ficaram sem energia já nas primeiras horas desta manhã. Em Araranguá, houve registro de queda de árvores, destalhamentos e danos na rede elétrica.
Em Içara, equipes da Cooperaliança seguem trabalhando para atender às ocorrências geradas pelo vento da madrugada. Em nota, a cooperativa informou que ainda pela manhã todos os problemas devem estar resolvidos. “Em função dos temporais registrados durante a noite, alguns pontos isolados da área de atuação da Cooperaliança estão sem energia elétrica. Nossas equipes já estão em campo atuando nos locais afetados para realizar os reparos necessários e restabelecer o fornecimento de energia”, diz a nota
Em Criciúma, a chuva provocou acúmulo de água em vários pontos, exigindo atenção redobrada dos motoristas. Na região do bairro Paraíso já há ruas alagadas. A escola João Linus Rech já registra alagamentos e os alunos estão sendo retirados e levados para casa.
Geral
Incêndio assusta professores e alunos da escola Paulo Rizzieri em Içara
Um princípio de incêndio assustou estudantes e professores da Escola Paulo Rizzieri, no bairro Boa Vista, em Içara. O sinistro foi registrado no início da manhã e interrompeu o funcionamento da instituição. Equipes dos bombeiros e da Cooperaliança estão no local. O problema teria iniciado depois que um raio atingiu a rede.
Segundo relato de professores, o problema teria iniciado em um transformador e, em seguida, acabou atingindo o medidor de energia da unidade e, por consequência, afetou toda a rede do colégio. “Foram muitos estalos nas tomadas e lâmpadas. Houve muita correria de alunos e de toda a equipe, mas ninguém se feriu”, explica o professor Isacc Recco.
Segundo ele, os problemas elétricos da unidade já são conhecidos da administração. “Há três anos foi feita denúncia, o caso foi levado a Câmara de Vereadores, mas não tivemos nenhum reparo desde então”.
Geral
Como transformar o acesso à IA em resultado para as empresas
SATC estrutura Hub de IA com treinamento, governança e implantação de projetos
A inteligência artificial já chegou à rotina de muitas empresas. Ferramentas capazes de produzir textos, realizar pesquisas, organizar informações e apoiar diferentes atividades estão cada vez mais acessíveis. Mas contratar uma solução e disponibilizá-la aos colaboradores não significa, necessariamente, obter ganhos de produtividade.
O desafio está em transformar o acesso à tecnologia em uma prática incorporada ao trabalho. Sem orientação, profissionais podem utilizar apenas recursos básicos das ferramentas ou até não identificar onde a inteligência artificial pode contribuir efetivamente para suas atividades.
“Não adianta simplesmente dar a licença de uma ferramenta de inteligência artificial para o colaborador e esperar que ele descubra sozinho como aquilo pode melhorar o trabalho. Existe uma curva de aprendizado e, principalmente, é preciso mostrar as possibilidades de aplicação dentro da realidade de cada área”, explica o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha.
Para o especialista, o uso da IA pode avançar por diferentes níveis. O primeiro é o contato direto com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude. Em um estágio seguinte, estão os assistentes, que podem ser configurados para executar tarefas recorrentes seguindo determinadas orientações. A partir daí, as empresas podem chegar aos agentes de IA, capazes de operar fluxos de trabalho mais estruturados.
Essa evolução, naturalmente, exige conhecimento sobre uma ferramenta específica. Mas, além disso, é necessário compreender como formular solicitações, fornecer contexto, avaliar as respostas e identificar quais atividades podem ser aprimoradas com a tecnologia.
“A primeira camada é a ferramenta. Você precisa saber pedir, contextualizar, revisar e utilizar aquilo que ela entrega. Quando a pessoa começa a entender como estruturar esse uso, ela deixa de simplesmente experimentar a IA e passa a incorporá-la ao processo”, afirma o consultor.
Hub de IA da SATC se torna aliado das empresas
É nesse cenário que a capacitação se torna uma etapa estratégica da adoção da inteligência artificial nas empresas. “Quando o treinamento é conectado à realidade da empresa, a pessoa consegue enxergar onde aquela tecnologia pode economizar tempo, organizar uma atividade ou melhorar um resultado”, destaca o consultor.
Com essa perspectiva, a SATC estruturou o Hub de IA, programa de assinatura voltado às empresas que buscam avançar na adoção da inteligência artificial. A iniciativa trabalha a tecnologia a partir de três frentes: treinamento, governança e implantação de projetos de IA.
Na frente de treinamento, o programa aborda fundamentos da inteligência artificial, ferramentas disponíveis, configuração de assistentes e construção de agentes. A proposta é ampliar o conhecimento das equipes para que a tecnologia possa ser utilizada de forma mais estratégica.
Além disso, o Hub também considera que a adoção da tecnologia não termina na capacitação. A iniciativa contempla a definição de regras para o uso da IA dentro das empresas e o acompanhamento de projetos práticos. A partir disso, soluções podem ser testadas, avaliadas e aprimoradas antes de uma eventual ampliação.
A proposta é acompanhar a empresa durante esse processo, desde a identificação de oportunidades até os primeiros testes de aplicação. Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da SATC, Luciano Bilessimo, essa aproximação também reforça o papel da instituição na conexão entre conhecimento e mercado.
“A relação entre inovação e mercado faz parte da atuação da SATC. No caso da inteligência artificial, queremos colocar nossa experiência em inovação, tecnologia e pesquisa à disposição das empresas para que elas possam avançar com mais segurança nesse processo de transformação”, ressalta.
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