Agronegócio
Colheita simbólica dá início à celebração de um produto único do Sul de SC
A colheita da uva na região dos Vales da Uva Goethe, no Sul de Santa Catarina, está oficialmente aberta. A 17ª edição da Vindima Goethe 2025 foi lançada nesta quinta-feira, dia 9, na Pousada Vale dos Figos, em Urussanga, com uma colheita simbólica e recepção.
“Somos apaixonados pela nossa terra e sabemos da importância da Vindima e da Uva Goethe. É uma grande responsabilidade honrar os nossos antepassados que chegaram e acreditaram que a vitivinicultura pudesse prosperar aqui. Vamos manter vivo esse legado e celebrar juntos”, conclamou a prefeita de Urussanga, Stela Dagostin Talamini.
O evento teve a presença dos secretários de Estado Valdir Colatto (Agricultura) e Catiane Seif (Turismo), do deputado estadual Tiago Zilli, do vice-prefeito Renato Bez Fontana, dos prefeitos Valdir Fontanella (Lauro Müller) e Luciano Miotelli (Treviso), da vice-prefeita Roseny Cittadin Barbosa, vereadores e vitivinicultores dos Vales da Uva Goethe.
Colatto defendeu que todos os catarinenses valorizem a agricultura e o trabalho no campo. “A uva e o vinho têm todo um trabalho de anos até chegar à mesa do consumidor. Queremos incentivar a produção e o turismo, que precisam estar juntos”, destacou o secretário.
A secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, manifestou o desejo de impulsionar o enoturismo na região. “O Estado de Santa Catarina está de portas abertas para potencializar o turismo aqui. O que nós temos nos Vales da Uva Goethe é único e todos precisam conhecer”, afirmou.
Vindima Goethe celebra a tradição da colheita
De 11 de janeiro a 9 de fevereiro, os Vales da Uva Goethe, no Sul de Santa Catarina, serão palco da Vindima 2025, um evento que celebra a colheita da uva e o enoturismo regional. A programação será realizada nas vinícolas associadas à Progoethe: Casa Del Nonno, Vigna Mazon, De Noni, Trevisol, Bianco e Quarezemin, oferecendo aos visitantes uma imersão única em tradição, cultura e gastronomia.
A Vindima Goethe é uma realização do Sebrae Santa Catarina, da Progoethe e da Prefeitura de Urussanga, com o patrocínio especial do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), da Unesc e do Sicoob/Credisulca, além do apoio técnico da Epagri.
Representando a Progoethe, Matheus Damian enfatizou a exclusividade da fruta cultivada na região. “A Uva Goethe é um produto único. São apenas 55 hectares plantados no mundo, e todos eles concentrados aqui no Sul de Santa Catarina. Convidamos todos a visitar as vinícolas, experimentar os produtos e aproveitar o nosso território”.
Entre os eventos especiais, merece destaque a celebração do Dia de São Vicente, padroeiro dos viticultores, no dia 23 de janeiro. A programação inclui uma missa na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga, seguida pela tradicional bênção das mãos que colhem e uma confraternização que reúne fé, agradecimento e celebração.
A secretária municipal de Cultura, Turismo e Esporte de Urussanga, Vanessa Lopes, reforçou o convite a todos os interessados em viver a experiência da colheita e o sabor da enogastronomia associada à uva Goethe. “A gente consegue encontrar, nas nossas raízes, um sentimento de prosperidade e alegria. É isso o que a colheita significa para nós”, destacou.
Indicação de Procedência: garantia de um produto autêntico
A região dos Vales da Uva Goethe foi pioneira em Santa Catarina ao obter, em 2012, o registro de Indicação de Procedência junto ao INPI, um marco que reconhece a autenticidade e a qualidade dos produtos locais. Esse processo contou com o apoio do Sebrae e da Epagri, instituições que continuam contribuindo para o fortalecimento do enoturismo e da produção local.
A área de produção da uva Goethe abrange um território privilegiado, localizado entre as encostas da Serra Geral e o litoral sul catarinense. Fazem parte da região os municípios de Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Içara, Orleans, Treze de Maio e Nova Veneza.
Agronegócio
Feira AgroPonte encerra 15ª edição com público próximo de 110 mil visitantes
Evento ampliou estrutura, recebeu novos públicos e movimentou negócios, encontros e oportunidades para o agronegócio durante cinco dias em Criciúma
A 15ª Feira AgroPonte chegou ao fim neste domingo, dia 16, depois de cinco dias de programação no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma. Considerada a maior edição da história do evento, a feira recebeu um público próximo de 110 mil pessoas e reuniu produtores rurais, agricultores familiares, empresas, criadores, profissionais do setor e visitantes de diferentes regiões.
A programação contou com exposição de mais de 300 animais, julgamentos das raças Nelore e Brahman, apresentações equestres, Arena de Equoterapia, Rodada de Negócios da Agricultura Familiar, participação de mais de 250 empresas expositoras e atividades voltadas à agricultura familiar, tecnologia e indústria.
Uma das novidades desta edição foi o espaço A Cultura do Homem do Campo, instalado no Ginásio Municipal. O ambiente recebeu apresentações culturais e musicais ao longo dos cinco dias e foi bem recebido pelo público. Com a ampliação da área ocupada pela feira, a circulação pelos espaços também ficou mais confortável.
Para a diretora da NossaCasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes, a edição mostrou que a ampliação da estrutura acompanhou uma mudança no perfil do público. “Percebemos uma presença muito forte dos agricultores nesta edição, especialmente nos primeiros horários da tarde durante os dias de semana. Como tivemos períodos de chuva, muitos produtores acabaram conseguindo deixar o trabalho na propriedade e vieram para a feira. Também recebemos um público muito diverso e tivemos um retorno muito positivo sobre o novo espaço da Cultura do Homem do Campo e sobre a circulação pela feira”, avalia.
Feira gera negócios e também cria novos produtos
O resultado de uma feira nem sempre aparece apenas na negociação realizada durante os cinco dias. Um exemplo está na história da empresa Januário, de Turvo, que participa da Feira AgroPonte há oito anos.
Em 2024, durante a feira, um produtor apresentou à equipe uma ideia para uma máquina que pudesse atender a uma necessidade específica de propriedades da Serra catarinense. A empresa decidiu desenvolver o equipamento e, depois de testes e ajustes, levou a solução pronta para a edição de 2026.
Trata-se de um atomizador com capacidade para 1.500 litros, desenvolvido para substituir o conjunto formado por trator e tanque de arrasto em determinadas operações, especialmente em áreas de difícil acesso. “Ele veio aqui, conversou com a gente e disse que precisava tirar alguns tratores da lavoura e acreditava que, juntando duas ideias, seria possível fazer um atomizador. A gente iniciou o desenvolvimento, tentou, errou até chegar ao acerto e hoje temos a máquina pronta”, conta Nelson Rezin, consultor de vendas da Januário.
O produtor que apresentou a sugestão já adquiriu a máquina. Outros equipamentos já foram vendidos e estão em produção ou foram entregues, com clientes inclusive de fora de Santa Catarina.
Para Rezin, a experiência mostra como o contato com os produtores durante a feira pode influenciar diretamente o desenvolvimento de novos produtos. “É uma feira que soma muito para nós. A gente não pensa mais somente em vender máquinas durante a feira, mas em conhecer clientes, levantar demandas e depois prospectar os negócios. Às vezes, uma conversa aqui vira um novo produto para a empresa”, afirma.
Resultado dos negócios será divulgado posteriormente
O volume financeiro movimentado pela 15ª Feira AgroPonte ainda está sendo levantado. A organização realiza uma pesquisa junto aos expositores para reunir os resultados e deve divulgar os números consolidados nos próximos dias.
Para Jaqueline, o resultado da edição também precisa ser observado a partir dos contatos e oportunidades criados durante o evento. “Uma feira desse tamanho não se resume ao que acontece nos corredores durante os cinco dias. Muitos negócios começam aqui e continuam depois, assim como novas parcerias e ideias. O que queremos é que o produtor, a empresa, o expositor e o visitante saiam daqui levando algum resultado”, destaca.
Data de 2027 já está agendada
A próxima edição da Feira AgroPonte já tem data marcada. A 16ª edição será realizada de 11 a 15 de agosto de 2027, novamente no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma.
Agronegócio
Feira AgroPonte reúne animais de alto padrão nos julgamentos de Nelore e Brahman
Campeões das duas raças foram definidos após avaliações técnicas realizadas por jurado credenciado pela ABCZ
Os julgamentos das raças Nelore e Brahman movimentaram a programação pecuária da 15ª Feira AgroPonte nesta quinta e sexta-feira, dias 14 e 15 de agosto. Criadores de diferentes regiões levaram seus animais para a pista de julgamento e apresentaram exemplares que, segundo o jurado da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Felipe Afonso de Souza, estão no mesmo nível dos animais encontrados nas principais exposições do país.
“Me surpreendeu a qualidade dos animais aqui, tanto da raça Nelore quanto da raça Brahman. Muitos animais se enquadram dentro dos padrões das suas determinadas raças. Os campeões daqui não perdem em nenhum quesito para os campeões no Brasil afora”, avalia Felipe.
Avaliação considera diferentes características
De acordo com o médico-veterinário Marcelo Pedroso, que também apresenta os julgamentos, durante o julgamento, os animais são analisados a partir de um conjunto de características específicas de cada raça. A avaliação começa pela caracterização racial, que considera os atributos que dão identidade ao Nelore e ao Brahman.
Também são observados aspectos como desenvolvimento muscular, crescimento, precocidade de carcaça, precocidade sexual, dimorfismo sexual e aprumos, que estão relacionados à forma como o animal se movimenta e se posiciona. “É um conjunto de características que a gente procura identificar nos melhores animais que representam aquela raça, naquela categoria, naquela idade. E aqui foram muito bem representados, tanto pelas fêmeas quanto pelos machos”, explica o jurado.
Segundo Felipe, a evolução da pecuária catarinense também pode ser percebida na qualidade dos animais apresentados na pista. “É muito importante ver Santa Catarina fortalecida e uma evolução. Espero poder voltar aqui mais vezes para acompanhar o desempenho desses animais, tanto os jovens quanto os adultos, que têm muita qualidade.”
Nelore abriu rodada de julgamentos
O primeiro julgamento foi da raça Nelore, com avaliação das categorias de fêmeas e machos. Entre as fêmeas, a Grande Campeã foi a ISPU 6928, da Cabanha Trevo D’Agua. A Reservada foi a FHGNB 1595, também da Cabanha Trevo D’Agua.
Nos machos, o título de Grande Campeão ficou com o LMW 795, da Fazenda Scarpari e Araucária da Fé. O Reservado foi o ETP 208, do Cerro Azul.
Brahman encerra julgamentos
Na sexta-feira, foi a vez da raça Brahman entrar na pista. A Grande Campeã entre as fêmeas foi a AAB 192, da Águas Frias. A AAB 203, também da Águas Frias, ficou com o título de Reservada.
Entre os machos, o Grande Campeão foi o BPAR 1065, da Cabanha Bez Batti. O animal já havia sido apresentado na Feira AgroPonte como um dos destaques da pecuária da edição. O título de Reservado ficou com o WRRB 1629, também da Cabanha Bez Batti.
Categorias especiais valorizam animais adultos
Além das categorias previstas no regulamento oficial, a Feira AgroPonte conta desde 2024 com duas categorias de incentivo: Gran Sênior e Gran Matriz. Segundo o diretor da Nossacasa Feiras e Eventos e idealizador da Feira AgroPonte, Willi Backes, a categoria Gran Sênior é destinada a machos com idade superior a 36 e até 120 meses, desde que apresentem laudo de exame andrológico positivo e estejam aptos à reprodução. Já a Gran Matriz contempla fêmeas com mais de 36 meses que estejam com cria ao pé, prenhes ou em regime de colheita de embriões ou oócitos.
Pelo segundo ano consecutivo, o título de Gran Sênior ficou com o touro PVT 115 Falcão, conhecido como Hércules, da Cabanha Talismã, de Içara, do pecuarista Adilor Loli Viana. O animal, que atualmente detém o título de mais pesado do Brasil, voltou à pista da Feira AgroPonte após conquistar o mesmo reconhecimento na edição anterior. Já quem levou o título de Gran Matriz foi da Cabanha Talismã, BPAR 965.
Genética catarinense ganha espaço na pista
A presença de animais de alto padrão genético nos julgamentos reforça o trabalho realizado pelos criadores catarinenses e também amplia a visibilidade dos rebanhos produzidos no Estado.
Para Felipe Afonso de Souza, que é médico veterinário e atua como jurado credenciado pela ABCZ desde 2013, a experiência na Feira AgroPonte mostrou uma evolução consistente dos animais apresentados. “Estou muito feliz pelo que vi aqui. Tanto no Nelore quanto no Brahman, encontramos animais de muita qualidade, que representam muito bem suas raças”, afirma.
A 15ª Feira AgroPonte segue até domingo, dia 16, no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma. Além dos julgamentos, o público pode visitar a exposição de animais, conferir as empresas expositoras, a agricultura familiar, as apresentações equestres, a Arena de Equoterapia e o espaço A Cultura do Homem do Campo.
Agronegócio
Feira AgroPonte coloca produtores e compradores frente a frente para fechar negócios
A Rodada de Negócios da Agricultura Familiar da Feira AgroPonte reuniu nesta quinta-feira, dia 13, produtores rurais, supermercadistas e permissionários da Ceasa em busca de novas oportunidades comerciais. Realizado durante a feira, o encontro aproxima quem produz de quem compra e cria um ambiente para apresentação de produtos, negociação e construção de parcerias.
A rodada tem como objetivo promover a prospecção de negócios entre produtores da agricultura familiar e empresas que atuam na comercialização de alimentos. Participam supermercadistas, atacadistas e permissionários da Ceasa, que têm contato direto com os produtores e conhecem os produtos disponíveis na região.
Para o gerente regional da Epagri em Criciúma, Edson Borba, a proposta é ampliar as possibilidades de comercialização para os produtores. “Esta iniciativa consolida um ambiente estratégico onde a troca de experiências e o fechamento de acordos comerciais ocorrem de forma integrada e eficiente”, afirma.
Contato direto facilita negociações
Para quem compra, estar frente a frente com o produtor facilita a avaliação dos produtos e permite entender melhor a origem e as características daquilo que chega ao consumidor. É o caso de Fernando Elias Pereira, comprador do MM Rosso Supermercados.
Segundo ele, a proximidade ajuda a atender demandas específicas do mercado e também fortalece a comercialização de produtos regionais. “O contato direto com o produtor é fundamental para o nosso setor. Essa proximidade permite conhecer a origem e a qualidade da mercadoria sem a necessidade de intermediários, o que fortalece nossa cadeia de suprimentos. Além de otimizar a negociação, esse vínculo nos permite suprir demandas específicas e atender às necessidades do mercado com produtos mais frescos e regionais, beneficiando toda a economia local.”
Do outro lado da negociação, a agricultora e proprietária de uma agroindústria de farinha de mandioca e polvilho, Ana Cláudia Silveira Emerim, destaca a agilidade proporcionada pelo encontro presencial. “Para mim, a rodada de negócios é essencial pela agilidade que proporciona. O contato presencial facilita o estabelecimento de parcerias, eliminando etapas burocráticas e criando um reconhecimento imediato por parte do comprador”, reforça.
Negociações continuam depois da rodada
A experiência das edições anteriores mostra que os contatos iniciados durante a rodada podem se transformar em negócios efetivos. A negociação não termina necessariamente naquele momento: produtores e compradores seguem em contato depois do encontro, dando continuidade às tratativas e, em muitos casos, concretizando acordos comerciais.
Para a diretora da Nossacasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes, esse é um dos objetivos da iniciativa. “A rodada cria uma aproximação que dificilmente aconteceria da mesma forma. É uma oportunidade para o produtor apresentar seu trabalho diretamente a quem compra e para as empresas conhecerem novos fornecedores da região”, afirma.
A Rodada de Negócios é uma parceria entre AgroPonte, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Ceasa e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
A 15ª Feira AgroPonte segue até domingo, dia 16, no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma. Além da agricultura familiar e da Rodada de Negócios, a feira reúne cerca de 250 empresas expositoras, mais de 300 animais, tecnologia, implementos, indústria, apresentações equestres, julgamentos das raças Nelore e Brahman e o espaço A Cultura do Homem do Campo.
A Feira AgroPonte acontece de 12 a 16 de agosto, no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma (SC).
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