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Enem: 90 itens, redação e 5h30 de duração; conheça estrutura da prova

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Os mais de 5 milhões de candidatos que participarão no domingo (8) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 enfrentarão uma verdadeira maratona, com cinco horas e meia de duração. Conhecer o tempo de prova e a estrutura do exame ajuda o candidato a se programar melhor para não deixar itens em branco.

Neste primeiro dia de provas, os participantes responderão a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de desenvolver uma redação. Os conteúdos cobrados no primeiro dia de provas englobam as seguintes disciplinas:

  • Português
  • Literatura
  • Inglês/Espanhol
  • Artes
  • Tecnologia da informação e comunicação
  • Educação física
  • História
  • Geografia
  • Filosofia
  • Sociologia

Já o texto da redação deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo e ter, no máximo, 30 linhas. O candidato deve elaborar a redação a partir da frase temática proposta, dos textos motivadores e dos próprios conhecimentos sobre o assunto.

Não há um limite pré-estabelecido de quanto tempo o candidato deve gastar em cada item. Por isso, é importante realizar simulados e treinar com antecedência. Dessa forma, é possível estabelecer uma média para cada questão, dentro de um “orçamento de tempo”.

Se você travar em uma questão, a recomendação é marcá-la, avançar e voltar para respondê-la depois. Lembre-se de reservar o tempo para escrever a redação com caneta preta na Folha de Redação e para preencher o Cartão-Resposta.

Teoria da Resposta ao Item

No Enem, diferentemente de outras seleções, não são utilizados pesos de cada questão para o cálculo das notas. Ou, tampouco, a regra de que uma questão errada anula uma certa, adotada por algumas bancas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O modelo matemático considera para o cálculo da nota a coerência das respostas corretas do participante. Ou seja: ele identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão.

A metodologia pontua os acertos dos candidatos considerando as características de cada questões, ou parâmetros.

Cada item leva em conta três variáveis, chamadas parâmetros, no cálculo total da nota:

  • parâmetro de discriminação: poder que cada questão possui de diferenciar participantes que dominam a habilidade avaliada daqueles que não dominam;
  • parâmetro de dificuldade: quanto mais difícil a questão, maior seu valor;
  • parâmetro de acerto casual: probabilidade de um participante acertar a questão no “chute”, sem necessariamente ter domínio do tema.

Dessa forma, na atribuição de pontos, a nota não leva em consideração apenas a quantidade bruta de erros e de acertos. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de acertos e de erros podem ter notas diferentes, pois tudo depende de quais foram as questões acertadas ou erradas.

E a redação?

Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas. São elas:

  • demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  • compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema;
  • selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  • demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
  • elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos.

Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:

  • fuga ao tema;
  • textos menores do que oito linhas;
  • inclusão de trecho deliberadamente desconectado do tema proposto;
  • desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
  • desrespeito à seriedade do exame.

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Escolhas profissionais começam a ser construídas antes do Ensino Médio

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A escolha de uma profissão costuma ser associada ao final do Ensino Médio, quando os jovens precisam decidir qual curso de graduação seguir. No entanto, a construção desse caminho começa muito antes. Desde os primeiros anos da adolescência, as experiências escolares, o contato com diferentes áreas do conhecimento e o desenvolvimento do autoconhecimento contribuem para que os estudantes reconheçam seus interesses e tenham mais segurança diante das decisões profissionais. No Colégio SATC, esse processo é trabalhado de forma contínua, com propostas que aproximam os conteúdos escolares da realidade dos alunos.

Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo, o componente curricular Pilares para a Vida aborda temas como autoconhecimento, relações interpessoais e escolhas. A proposta é desenvolver habilidades importantes não apenas para a definição de uma carreira, mas também para as decisões pessoais e a vida em sociedade.

Esse trabalho começa ainda no 6º ano, quando os estudantes passam a desenvolver maior autonomia e a ampliar a compreensão sobre si mesmos e sobre as possibilidades ao seu redor.  “É importante que essa construção aconteça desde cedo, para que o aluno desenvolva o autoconhecimento. Quando chega ao 9º ano, já tem uma base mais sólida para participar do projeto de transição, conhecer as Disciplinas Eletivas e fazer escolhas com mais propriedade. Esse processo também contribui para que, posteriormente, esse adolescente tenha mais clareza na escolha do curso técnico”, explica a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais do Colégio SATC, Sandra Marcon.

Experiências do cotidiano

A orientação profissional não depende exclusivamente de conversas sobre carreiras. Também está presente na maneira como os conteúdos escolares são relacionados às situações do dia a dia. No Colégio SATC, disciplinas como Matemática, História e Geografia oferecem oportunidades para trabalhar temas como educação financeira e empreendedorismo, aproximando o conhecimento teórico de situações práticas.

Essa aproximação ajuda os estudantes a perceber a relação entre o que aprendem em sala de aula e as possibilidades que encontram fora dela. “Dentro de Pilares para a Vida, o professor pode relacionar o autoconhecimento e as relações com o contexto em que o aluno está inserido, como a profissão dos pais e as atividades das pessoas próximas. É um momento de conversa e conhecimento, em que os alunos podem ver diferentes possibilidades, entender as características de cada profissão e refletir sobre o que realmente envolve determinada atividade”, destaca Sandra.

Escolhas para o futuro

À medida que avançam na trajetória escolar, os estudantes passam a ter contato com oportunidades mais direcionadas de exploração profissional. No Ensino Médio do Colégio SATC, as Disciplinas Eletivas e as trilhas de aprendizagem permitem que os jovens experimentem áreas de interesse antes de tomar decisões mais específicas.

A partir do 2º ano do Ensino Médio, a possibilidade de ingressar em um Curso Técnico amplia essa aproximação com o mundo do trabalho. “Quando o aluno pode decidir, desde cedo, quais áreas deseja conhecer melhor, começa a desenvolver a capacidade de fazer escolhas e sustentá-las. No Ensino Médio, esse processo ganha novas possibilidades e se torna mais específico posteriormente, com a escolha do curso técnico, que aproxima o estudante de determinada área profissional”, afirma a orientadora educacional do Ensino Técnico do Colégio SATC, Diandra Dal Sent Machado.

Esse processo não acontece de maneira isolada. A instituição conta com o programa SATC Skills, que desenvolve um trabalho de orientação com os estudantes para auxiliar na escolha do Curso Técnico, considerando os interesses e o momento de vida de cada um.

Formação que amplia possibilidades

A aproximação entre conhecimento, experiências e orientação profissional faz parte de uma proposta de formação que busca preparar os estudantes para diferentes etapas da vida.

No Colégio SATC, a integração entre os componentes curriculares, as Disciplinas Eletivas, as tecnologias e o ensino técnico amplia as oportunidades de aprendizagem e permite que os jovens explorem seus interesses de maneira gradual. “Queremos aprofundar ainda mais a aplicação dos conteúdos, aproximando os estudantes de outros profissionais e de diferentes áreas da instituição. É importante que essas experiências tenham uma intencionalidade pedagógica e estejam relacionadas ao que o aluno está estudando, mantendo o equilíbrio entre a prática e o conhecimento científico”, destaca Sandra.

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Educação de SC prorroga inscrições para Concurso de Remoção até 9 de novembro

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A Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED) prorrogou as inscrições para o Concurso de Remoção 2026, para a movimentação de servidores efetivos do Quadro do Magistério Público Estadual. Agora, o prazo para realizar o cadastro termina na segunda-feira, 9 de novembro. A medida foi adotada por conta dos eventos climáticos que atingiram Santa Catarina na última quarta-feira, 4, e ocorre sem prejuízos aos servidores e ao cronograma já divulgado.

O concurso é destinado aos ocupantes dos cargos de Professor, Assistente de Educação, Assistente Técnico-Pedagógico e Especialista em Assuntos Educacionais (Administrador Escolar, Orientador Educacional e Supervisor Escolar). Para participar, o servidor deverá estar lotado e em atuação em uma unidade escolar da rede estadual e ter completado, no mínimo, 12 meses de exercício no cargo na unidade de lotação atual, até o período de inscrição.

A inscrição deve ser realizada por meio do preenchimento do formulário disponibilizado no Portal da SED, que deverá ser encaminhado à Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de lotação do servidor. O envio pode ser feito por processo autuado na unidade escolar e tramitado pelo Sistema de Gestão de Processos Eletrônicos (SGPe) ou mediante entrega presencial no setor de Gestão de Pessoas da respectiva CRE.

Junto ao formulário, o candidato deverá anexar cópias do documento de identidade, CPF, última folha de pagamento, comprovante de lotação em unidade escolar e diploma que comprove a habilitação. Cada servidor poderá indicar até duas unidades escolares, em ordem de preferência. No caso dos professores, também será possível optar por vagas compostas por até três disciplinas de sua habilitação em cada unidade escolhida.

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Moradores sem comprovante de residência também podem solicitar saque calamidade do FGTS em Criciúma

Defesa Civil orienta sobre a documentação necessária para comprovar moradia no endereço atingido pelas chuvas de setembro

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Os moradores que tiveram suas residências atingidas pelas chuvas de setembro e não possuem comprovante de residência em seus nomes também podem solicitar o saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A solicitação da declaração deve ser feita junto à Defesa Civil de Criciúma até o dia 11 de janeiro de 2027. O valor pode chegar a R$ 6.220 por conta vinculada, conforme saldo disponível.

Para quem não possui comprovante de residência em seu nome, é necessário apresentar documentos que comprovem o vínculo com o imóvel, como contrato de locação, acordo de locação firmado com o proprietário ou contrato de união estável, por exemplo. Os documentos devem ser registrados em cartório ou por meio da plataforma gov.br. Após o registro, o cidadão deverá apresentar o documento à Defesa Civil, que fornecerá um modelo de declaração de residência a ser preenchido.

Nos casos em que o morador não possui nenhum documento que comprove sua residência no endereço atingido, a Defesa Civil disponibiliza um modelo específico de declaração de residência. O documento deve ser preenchido e registrado em cartório ou pelo gov.br. Após esse procedimento, o morador deve comparecer à Defesa Civil para obter a declaração de residência emitida pelo órgão municipal, que deverá ser anexada à solicitação do saque calamidade pelo aplicativo FGTS.

Segundo o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, é importante que os moradores fiquem atentos aos procedimentos para comprovação de residência e providenciem o registro dos documentos em cartório, ou autenticados na plataforma gov.br, antes de procurar o órgão municipal.

“Não ter uma conta de água ou energia no próprio nome não impede o morador de solicitar o benefício. Existem alternativas para comprovar que a pessoa reside ou residia no imóvel atingido. O importante é providenciar a documentação necessária, com o devido registro em cartório, e apresentá-la à Defesa Civil para dar continuidade ao processo”, destaca.

Como funciona o saque calamidade

O saque calamidade é uma modalidade do FGTS que permite ao trabalhador retirar parte do saldo de sua conta em situações de necessidade pessoal, urgente e grave decorrentes de desastres naturais que atingem sua residência. A liberação depende do reconhecimento da situação de emergência ou calamidade pública e da habilitação do município junto à Caixa Econômica Federal.

O benefício é destinado aos trabalhadores que possuem saldo disponível no FGTS e que atendem aos critérios estabelecidos para a modalidade. A solicitação é realizada pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de comparecer presencialmente a uma agência da Caixa.

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