Economia
Antecipação do 13º para segurados do INSS injetará R$ 73,3 bilhões na economia
A antecipação do décimo terceiro salário para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) injetará R$ 73,3 bilhões na economia, segundo anúncio do Ministério da Previdência Social nesta quinta-feira (3). O pagamento beneficiará 34,2 milhões de pessoas.
Calendário de pagamentos
A primeira parcela será paga entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda parcela será depositada de 26 de maio a 6 de junho. As datas seguem o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e a faixa de renda do beneficiário, com aqueles que recebem um salário mínimo sendo os primeiros a receber.
O decreto que formaliza a antecipação foi assinado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um evento de balanço do governo.
Sexto ano seguido de antecipação
Este será o sexto ano consecutivo em que o 13º do INSS será pago antes das datas tradicionais, que eram agosto e dezembro. Em 2020 e 2021, a medida foi adotada como resposta à pandemia de Covid-19. Já em 2022 e 2023, os pagamentos ocorreram entre maio e junho. No ano passado, assim como neste ano, os repasses foram antecipados para abril e maio.
Como consultar os valores e datas
Os beneficiários poderão conferir os valores e o calendário de pagamentos por meio do aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou pelo site do INSS.
Para quem não tem acesso à internet, a consulta pode ser feita pelo telefone 135. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar as informações, é necessário informar o CPF e confirmar alguns dados pessoais ao atendente.

Economia
Içara lidera geração de empregos na Amrec em novembro
O município de Içara foi destaque regional na geração de empregos formais no mês de novembro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam que a cidade encerrou o período com saldo positivo de 130 novos postos de trabalho, o melhor resultado entre os 12 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).
Mesmo em um cenário de retração no mercado de trabalho regional, Içara manteve desempenho positivo, com 1.133 admissões e 1.003 desligamentos ao longo do mês. O resultado reforça a força da economia local e o ambiente favorável para a geração de oportunidades.
Para a prefeita Dalvania Cardoso, o desempenho é reflexo do esforço conjunto entre iniciativa privada e trabalhadores do município. “Içara desponta no crescimento econômico e isso é graças aos empresários que aqui investem e aos trabalhadores com seus talentos para o trabalho, seja na indústria, no comércio, na prestação de serviços ou no agro. Nós, enquanto poder público, somos apenas fomentadores. O protagonismo é deles”, destaca.
Segunda maior economia do Sul catarinense, Içara segue avançando por meio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, ao fortalecimento do setor produtivo e à atração de investimentos, contribuindo para a manutenção e ampliação dos empregos formais.

Economia
Cadeia produtiva do arroz seguirá enfrentando dificuldades em 2026
A crise que atingiu a cadeia produtiva do arroz ao longo de 2025 deve se prolongar em 2026, mantendo a pressão sobre produtores e indústrias. Em Santa Catarina, o Sindicato das Indústrias de Arroz (SindArroz-SC) acompanha o cenário, marcado por excesso de oferta e preços em retração. A expectativa da entidade é de que as dificuldades persistam ao longo do próximo ano, com possibilidade de início de recuperação apenas no último trimestre, já em função da safra 2026/2027.
Segundo o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, o principal fator que impede a reação dos preços é o elevado volume de grãos disponível no mercado. Ele afirma que o excesso de estoques limita qualquer perspectiva de valorização no curto prazo e exige cautela das indústrias, com foco na redução de custos e em uma gestão mais eficiente.
A projeção de melhora no fim de 2026 está associada à expectativa de redução no plantio da próxima safra. De acordo com Rampinelli, a descapitalização dos produtores deve resultar em uma retração ainda maior da área cultivada. Com menor oferta, o mercado tende a buscar reequilíbrio, abrindo espaço para uma recuperação gradual dos preços.
Safra 2025/2026 segue dentro da normalidade
Apesar do cenário econômico adverso, a safra 2025/2026 em Santa Catarina apresenta desenvolvimento considerado normal do ponto de vista agronômico. As condições climáticas têm sido favoráveis, com chuvas, calor e luminosidade adequados ao crescimento das lavouras.
Rampinelli destaca que, embora não haja expectativa de produtividade recorde, principalmente em razão dos elevados custos de produção, a colheita deve ficar próxima da média histórica recente.
Dados da Epagri/Cepa apontam redução de 1,28% na área plantada em relação à safra 2024/2025 e queda de 6,11% na produção total, o que representa cerca de 79,3 mil toneladas a menos.
Sindicato reforça articulação institucional
Ao longo de 2025, o SindArroz-SC intensificou o diálogo com lideranças políticas e órgãos públicos em busca de alternativas para enfrentar a crise. Entre as ações, esteve a mobilização da Câmara Setorial do Arroz de Santa Catarina, com participação do deputado estadual José Milton Scheffer e de entidades do setor, para apresentar demandas e propostas aos governos estadual e federal.
Para 2026, a entidade pretende manter a articulação institucional, com foco em medidas voltadas à competitividade da cadeia produtiva, estímulo às exportações e valorização do arroz no mercado interno.
Incentivo ao consumo e valorização do produto
O sindicato também planeja ampliar, em 2026, ações de incentivo ao consumo de arroz, destacando o papel do produto na segurança alimentar e sua importância econômica e social. A estratégia inclui campanhas de conscientização sobre os atributos nutricionais e culturais do grão.

Economia
Intenção de compras cresce e Natal deve movimentar comércio em SC
O Natal de 2025 deve trazer um fôlego extra para o comércio catarinense. Depois da queda registrada no ano passado, a intenção de compras voltou a subir, e a projeção da Fecomércio SC aponta crescimento de 7,3% em valores nominais, com gasto médio de R$ 721 por pessoa. Descontada a inflação, o avanço real fica em torno de 2,3%.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, atribui o otimismo a dois indicadores: 56,4% dos entrevistados dizem estar em situação financeira melhor que a de 2024, e o rendimento real da população ocupada cresceu cerca de 10% no terceiro trimestre.
“Esses dois fatores ajudam a explicar o aumento da intenção de compras neste Natal. É um dado muito positivo, ainda mais após a queda do ano passado. O Natal é a principal data do comércio, e essa expectativa é relevante. O ano teve bons resultados, mas o segundo semestre foi desafiador com juros altos. Um Natal forte pode ser o prelúdio de um 2026 ainda melhor”, afirma Dagnoni.
A pesquisa indica ainda que os consumidores devem comprar, em média, cinco presentes.
Criciúma lidera o gasto médio no estado
O levantamento ouviu 2,1 mil pessoas em sete cidades. Criciúma aparece no topo, com gasto médio previsto de R$ 1.016 por pessoa.
Em seguida vêm:
- Itajaí – R$ 786
- Chapecó – R$ 768
- Blumenau – R$ 735
Ficam abaixo da média estadual:
- Florianópolis – R$ 679
- Joinville – R$ 564
- Lages – R$ 497
O que os catarinenses pretendem comprar
Entre os itens mais procurados estão:
- Vestuário – 30,9%
- Brinquedos – 22,6%
- Calçados – 14,9%
Mas quando se observa o gasto médio por categoria, o cenário muda. Óticas, joias e relógios lideram os desembolsos, com gasto médio de R$ 1.194,25, seguidos por informática (R$ 1.173,47) e eletrônicos (R$ 1.140,66). Já itens populares, como roupas e brinquedos, ficam entre R$ 723 e R$ 809.
Quando e como os presentes serão comprados
Os catarinenses devem antecipar as compras:
- 39,9% comprarão os presentes até duas semanas antes do Natal
- 25,5% na semana da data
- 17,3% com mais de duas semanas de antecedência
- 11,4% com mais de um mês
Apenas uma pequena parcela deixará para a véspera (4,2%) ou para o próprio dia.
O PIX lidera entre as formas de pagamento, com 24,8%, seguido por débito à vista e crédito parcelado, ambos com 20,1%. O uso de dinheiro caiu para 16,9%, reforçando a migração para meios digitais.
Nos locais de compra:
- Comércio de rua – 48,1%
- Internet – 33,3%
- Shoppings – 15,5%
- Camelôs – 2,4%
O que pesa na escolha
O preço segue como decisivo — influencia 36% dos consumidores. Promoções (19,8%) e atendimento (19,2%) também são relevantes, seguidos por qualidade do produto (17,1%).
O estudo confirma um cenário de cautela, mas com sinais claros de recuperação — suficiente para animar o comércio e elevar a expectativa para 2026.

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