Conecte-se conosco

Economia

Copom volta a reduzir taxa de juros da economia brasileira

Publicado

em

O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, reduziu, nesta quarta-feira (29), a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão foi unânime e já era esperada pelo mercado. A medida mantém a política monetária em nível restritivo, em meio a um cenário de inflação pressionada e aumento das incertezas externas.

No comunicado, o comitê indicou que a decisão está alinhada à estratégia de conduzir a inflação para a meta ao longo do “horizonte relevante”, período de tempo que o Banco Central considera necessário para avaliar se a inflação vai convergir para a meta.

Aperto monetário

Segundo o Copom, os efeitos do aperto monetário já começam a aparecer, com sinais de desaceleração da atividade econômica, embora o mercado de trabalho ainda demonstre resiliência. O órgão avalia que o ambiente econômico exige cautela e vai manter o processo de ajuste gradual dos juros.

Inflação

Desde a última reunião, em março, a inflação voltou a ganhar força. Indicadores recentes mostram aceleração dos preços e piora nas expectativas para o curto e médio prazo.

Cenário internacional

O cenário internacional também pesa. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio tem mantido o preço do petróleo próximo dos US$ 100 dólares por barril, pressionando custos e ampliando riscos inflacionários globais. O Copom destacou ainda que a indefinição sobre a duração e os desdobramentos desses conflitos afetam diretamente as condições financeiras e os preços de commodities, como é o caso dos combustíveis.

Economia

Desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre, mas é o menor índice para o período desde 2012

Publicado

em

O Brasil terminou o primeiro trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,1%, alta de 1 ponto percentual frente aos 5,1% registrados no trimestre anterior, de outubro a dezembro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

Apesar da alta trimestral — movimento sazonal esperado no início do ano —, o resultado é o menor já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012. A última vez que o indicador havia superado 6% foi no trimestre encerrado em maio de 2025.

O número de desempregados chegou a 6,6 milhões de pessoas, crescimento de 19,6% frente ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de brasileiros em busca de trabalho. No entanto, na comparação com março do ano passado, o contingente ainda é 13% menor — menos 987 mil desocupados.

Ocupação recua no trimestre

A população ocupada somou 102 milhões de trabalhadores, queda de 1% (1 milhão de pessoas) na comparação trimestral. Na comparação anual, porém, o crescimento foi de 1,5%, com mais 1,5 milhão de postos gerados.

Nenhum dos dez grupos de atividade analisados pelo IBGE registrou alta de ocupação no trimestre. As maiores retrações ocorreram nos Serviços Domésticos (-2,6%), na Administração Pública (-2,3%) e no Comércio (-1,5%).

Rendimento bate recorde

O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 3.722 no trimestre, novo recorde histórico. O valor representa alta de 1,6% frente ao trimestre anterior e de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.

A massa de rendimento — soma de todas as remunerações do país — também bateu recorde, atingindo R$ 374,8 bilhões, com crescimento anual de 7,1%.

Continue Lendo

Economia

Governo federal prepara Desenrola Brasil 2.0 com uso do FGTS e descontos de até 90% nas dívidas

Publicado

em

O governo federal deve anunciar ainda esta semana uma nova etapa do Desenrola Brasil. A principal novidade do programa é a possibilidade de uso do FGTS para a renegociação de dívidas — uma medida inédita que deve beneficiar dezenas de milhões de brasileiros endividados.

O foco do Desenrola 2.0 são as dívidas com juros mais elevados: cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor, modalidades que podem cobrar até 10% ao mês e travam as famílias em um ciclo de endividamento difícil de romper.

A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes dos principais bancos do país em São Paulo. Segundo ele, o saque do FGTS terá limite e ficará condicionado ao pagamento das dívidas dentro do programa. Em contrapartida, o governo exigirá dos bancos juros reduzidos e descontos que podem chegar a 90% do valor total das dívidas.

“Você está falando de taxas de juros que variam de 6% a 10% ao mês. A gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, declarou o ministro.

Para viabilizar as renegociações, o programa contará também com recursos do Fundo Garantidor de Operações. Durigan, no entanto, reforçou que a iniciativa é excepcional e não se repetirá. A proposta ainda passa por negociações finais e deve ser apresentada ao presidente Lula nos próximos dias.

Na primeira edição do Desenrola, em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram mais de R$ 53 bilhões em dívidas.

Continue Lendo

Economia

Conta de luz fica mais cara em maio com bandeira amarela; veja o impacto na fatura

Publicado

em

Conta de luz sobe em maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que a bandeira tarifária de maio será amarela, o que gera cobrança extra na fatura dos consumidores de todo o país.

Com a mudança, passa a ser cobrado R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Em uma residência com consumo médio de 187 kWh mensais, o acréscimo será de aproximadamente R$ 3,52 na conta.

Menos chuva, energia mais cara

A decisão reflete a transição entre a estação chuvosa e a seca, que reduz os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e obriga o acionamento das usinas termelétricas — alternativa com custo de geração mais elevado.

“Há uma redução de chuvas, o que leva ao acionamento de usinas mais caras”, informou a Aneel.

De janeiro a abril, a bandeira estava verde, sem cobrança adicional, graças às boas condições de geração. Com a virada do cenário hídrico, a tarifa volta a subir.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras é criado pela Aneel para sinalizar o custo da geração de energia no país e alertar o consumidor sobre o nível de cobrança na fatura:

  • Verde: condições favoráveis de geração, sem cobrança extra
  • Amarela: condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh
  • Vermelha – Patamar 1: situação mais crítica, com taxa mais elevada
  • Vermelha – Patamar 2: cenário de maior criticidade, com cobrança ainda mais alta
Continue Lendo

ADS1

Mais vistos