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Criciúma cobra liberação de recursos estaduais para obras e prevenção de enchentes

Prefeito Vaguinho Espíndola esteve em Florianópolis para tratar de convênios, pavimentações, recuperação de ruas e investimentos no desassoreamento do Rio Sangão

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O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola, esteve em Florianópolis nesta quinta-feira (8) para negociar a liberação de recursos destinados a obras de infraestrutura e ações de prevenção a alagamentos. A agenda incluiu reuniões com a Secretaria de Estado da Infraestrutura, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e a Defesa Civil estadual.

Um dos principais objetivos foi avançar nos repasses para projetos que já têm aprovação técnica e etapas de contratação encaminhadas. Segundo o prefeito, algumas obras aguardam a liberação dos valores em razão das restrições do período eleitoral.

Viadutos e pavimentações dependem de repasses

Em reunião com o secretário de Estado da Infraestrutura, Ricardo Grando, o prefeito discutiu a continuidade de convênios para obras estruturantes em Criciúma. Entre as prioridades estão os viadutos dos bairros Pio Corrêa e Quarta Linha, com investimentos estimados em cerca de R$ 60 milhões.

Conforme Vaguinho, os recursos serão divididos entre o Governo do Estado e valores destinados pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em articulação conduzida pelo deputado estadual Júlio Garcia.

A pauta também contemplou a construção de pontes e a pavimentação de ruas. Entre os projetos estão as ruas Martinho Brunelli e Martinho Teixeira, que dá acesso à Penitenciária Sul, na região do bairro São Domingos. A expectativa da prefeitura é avançar para a emissão das ordens de serviço assim que os recursos forem liberados.

Outro encaminhamento envolve a revitalização de dois trechos do Anel de Contorno Viário, nas rodovias Antônio Darós e Otávio Dassoler. De acordo com o prefeito, os projetos estão elaborados e as empresas responsáveis foram contratadas. O início das obras, porém, depende do avanço dos repasses.

Prefeitura quer rever valores pagos pela Casan

A recuperação de ruas danificadas por intervenções nas redes de água e esgoto foi um dos temas da reunião com a direção da Casan.

A administração municipal considera insuficientes os valores repassados pela companhia para recompor a pavimentação após a abertura de valas, a manutenção das tubulações e a realização de novas ligações. A intenção é revisar o contrato e definir procedimentos que tornem os reparos mais rápidos.

Também foi discutido um convênio para repavimentar vias que receberam obras de implantação das redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Outro assunto foi o cronograma do sistema de tratamento de esgoto no bairro Rio Maina. A previsão apresentada é de avanço a partir de 2027. Os próximos passos dependem da elaboração de levantamentos e justificativas técnicas pelas equipes da prefeitura e da Casan.

Estado prevê máquina para limpeza de rios

Na Defesa Civil de Santa Catarina, a agenda teve como foco medidas para reduzir os impactos de enxurradas e alagamentos, como os registrados em Criciúma em 21 de setembro.

Segundo Vaguinho, o governo estadual confirmou a aquisição de uma máquina anfíbia para auxiliar na limpeza dos rios. O equipamento deverá permitir o trabalho em trechos de difícil acesso para as máquinas utilizadas atualmente pelo município, especialmente em áreas com vegetação densa e obstáculos nas margens.

A prefeitura também solicitou recursos destinados a municípios que decretaram situação de emergência. Durante a reunião, recebeu a informação de uma previsão de aproximadamente R$ 5 milhões para o desassoreamento do Rio Sangão, no trecho entre os bairros São Roque e Verdinho.

A intervenção deverá ser realizada em parceria com Forquilhinha e Maracajá. O objetivo é melhorar a capacidade de escoamento da água, ampliar a vazão do rio e reduzir o risco de alagamentos até o encontro com o Rio Araranguá.

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Criciúma prepara leilão de estrutura metálica antes de demolir antiga Cecrisa

Município conclui levantamento do aço existente no imóvel para definir retirada antes da demolição do complexo que dará lugar ao Centro de Inovação Leonardo da Vinci

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O projeto de implantação do Centro de Inovação Leonardo da Vinci, em Criciúma, avançou para uma etapa preparatória antes da demolição da antiga estrutura da Cecrisa. A Prefeitura está concluindo o levantamento da quantidade de material metálico existente no imóvel para, posteriormente, realizar um leilão destinado à retirada e ao reaproveitamento do aço.

A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Infraestrutura, João Paulo Casagrande, durante entrevista à Rádio Cidade em Dia.

A estratégia adotada pelo município é permitir que uma empresa assuma a retirada da estrutura metálica e dê destinação ao material. Dessa forma, além de evitar que a Prefeitura tenha de bancar integralmente o serviço, o aço poderá gerar receita para os cofres públicos.

Retirada do aço será feita antes da demolição

O antigo complexo industrial possui uma quantidade significativa de estruturas metálicas que precisam ser retiradas antes do avanço da demolição.

Neste momento, técnicos trabalham na quantificação do material. Com o levantamento concluído, a Prefeitura deverá elaborar os procedimentos necessários para a realização do leilão.

A empresa que vencer o processo ficará responsável pela retirada do aço, que poderá ser reaproveitado posteriormente.

A medida também prepara o terreno para a etapa seguinte: a demolição das estruturas civis que não serão utilizadas no novo empreendimento.

“A Prefeitura deverá concluir primeiro o levantamento da estrutura metálica. Depois, serão realizados os procedimentos necessários para o leilão e a retirada do material. Com o aço removido, o município poderá avançar na demolição da parte restante do complexo e na preparação da área para as próximas etapas do projeto do Centro de Inovação Leonardo da Vinci.”, explica o secretário

Área tem cerca de 60 mil metros quadrados

O tamanho do antigo complexo é um dos fatores que exigem planejamento para a execução dos serviços. O imóvel possui aproximadamente 60 mil metros quadrados de área total, dos quais cerca de 40 mil metros quadrados são de área construída.

Por causa da dimensão do espaço e dos custos envolvidos, a administração municipal pretende executar as etapas de maneira planejada, buscando controlar os gastos públicos.

A área faz parte da história da indústria cerâmica de Criciúma e da região. A proposta agora é transformar o antigo espaço industrial em um complexo voltado à inovação e ao desenvolvimento econômico.

Novo centro terá integração entre indústria e inovação

O Centro de Inovação Leonardo da Vinci está sendo projetado para funcionar como um parque industrial de inovação.

A proposta é criar uma estrutura para receber empresas e projetos que já tenham ultrapassado as primeiras etapas de desenvolvimento e precisem de espaço para ampliar suas operações.

A intenção é aproximar o ambiente de inovação da atividade industrial, criando condições para que empresas que atualmente estão em incubadoras ou parques tecnológicos possam avançar para uma nova fase.

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Criciúma aguarda confirmação do Governo Federal sobre o saque calamidade

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Moradores de Criciúma que foram afetados pela enxurrada do último dia 21 podem ser autorizados em breve a realizar o chamado saque calamidade. A medida é uma das modalidades previstas em lei para o trabalhador retirar parte do seu FGTS e usar o recurso para se recuperar de eventuais prejuízos. O Saque Calamidade permite a retirada de até R$ 6,2 mil da conta de FGTS desde que haja recursos disponíveis.

Até o momento, das cidades impactadas pela última enxurrada, apenas Timbé do Sul já obteve a autorização. Segundo o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, toda a documentação já foi encaminhada.

“O que o município poderia fazer, já fez. Nós encaminhamos toda a documentação ao Governo Federal. O que falta agora é o reconhecimento do Decreto de Emergência que o município emitiu. Quando isso ocorrer, o saque deve ser autorizado. Nossa expectativa é que isso se defina em breve”.

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Azul confirma interesse em retorno a Forquilhinha, mas pede ajustes

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O prefeito de Forquilhinha José Cláudio Gonçalves, o Neguinho, ouviu nesta quarta-feira do CEO da Azul Linhas Aéreas John Rodgerson  que a empresa tem sim interesse em voltar a operar no Aeroporto Diomício Freitas. A tendência é que esta retomada das operações comerciais comecem ainda este ano.

“Eles tem interesse e vão retornar. O que nos pediram foram ajustes, em especial na nossa estação Meteorológica. Eles vão nos encaminhar uma nota técnica e vamos fazer os ajustes. Acredito que tudo seja solucionado ainda este ano”, resume Neguinho.

Segundo o prefeito, a empresa também já encaminhou um pedido de empenho para empresários e profissionais liberais da região. “Porque o aeroporto é do município e não visa lucro, mas a Azul sim precisa ter lucro. Então eles voltam mas os voos não podem ser deficitários, então precisamos deste envolvimento”, pontua o prefeito. O retorno, quando ocorrer, será com um ATR de 70 lugares e ligará Forquilhinha com o aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Neguinho ressaltou que o retorno dos voos comerciais vão impulsionar o desenvolvimento da região. “O aeroporto, o porto seco, o parque e o nosso hospital são ações importantes e estratégicas do nosso governo que estão saindo do papel e que vão impulsionar a nossa região”

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