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Dia do médico: HSJosé é um importante aliado na formação de profissionais

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Em 85 anos de história, o Hospital São José de Criciúma já conheceu de perto a história de grandes médicos que deixaram um legado de atenção à saúde, cuidado, comprometimento e humanização pelos corredores da instituição. Em quase oito décadas, muitas histórias se cruzaram e fizeram com que a entidade se tornasse reconhecida pela formação de profissionais, graças ao programa de residência médica, mas também por ser um local de muito aprendizado sempre aliado à tecnologia e o cuidado com o próximo.

 Foram esses alguns dos fatores que fizeram com que o médico Felipe Antônio Cacciatori (CRM – 26528) iniciasse sua carreira profissional no HSJosé. “A medicina não foi a minha primeira escolha. Achava que não tinha afinidade nenhuma com a área. Nasci em Urussanga, meu pai é mineiro aposentado e minha mãe agricultora aposentada, mas mesmo aposentada, depois de um tempo, ela precisou voltar a trabalhar na saúde. Por isso essa área sempre esteve presente ao longo da minha vida, mais por conta da minha mãe”, conta dr. Felipe.

Segundo ele, sempre cursou escola pública em Urussanga e quando saiu do ensino médio, fez administração de empresas. “Inclusive me formei. Foi um caminho natural, era uma área que eu enxergava como abrangente e resolvi seguir esse caminho, mas nunca me encontrei, na verdade. No meu último ano de administração, meu pai sofreu um acidente de trânsito e faleceu e na época fui muito curioso de saber o que tinha acontecido, fui ler mais sobre o assunto e acredito que aquilo despertou em mim, algo que já me intrigava desde o começo, que é a assistência ao doente, o atendimento a quem precisa. Por conta da minha mãe e por esse evento que aconteceu com o meu pai, foi o gatilho para que eu concluísse a faculdade de administração, continuasse estudando por um ano no cursinho até entrar na faculdade de medicina na Unesc”, explica o médico.

No trajeto até a conclusão do curso de medicina, o caminho do então estudante foi cruzado com o HSJosé. “Minha vontade sempre foi ficar por aqui na nossa região e ao longo da faculdade temos muito contato com o Hospital São José. Sempre tive estágio desde o início da faculdade e eu sempre vi o HSJosé como um grande hospital que serve e abraça toda a região. Em alguns estágios que fiz fora ou conversando com colegas em congressos, consegui perceber que o hospital atende complexidades tão grandes quanto hospitais de grandes centros que são referência. O que dá a ele um grande potencial e isso fez com que eu me interessasse em participar de tudo isso, em participar desse serviço que sempre foi referência para mim”, aponta o médico.

Por isso, de acordo com o profissional, foi tão natural escolher fazer a residência no Hospital São José. “Na época, avaliando todas as possibilidades, vi que o nosso serviço de cirurgia geral, que foi a residência que eu escolhi, não perdia em nada para os grandes centros, por isso optei também por cursar a residência aqui. Passei em outros lugares, mas escolhi o HSJosé. O nível de investimento que o hospital faz em si mesmo, desde o centro cirúrgico, setor de imagem cada vez crescendo mais, todas as especialidades clínicas que o hospital oferece permite que se trate o paciente de uma forma totalmente abrangente, humanizada, sem precisar ficar esperando que algum outro serviço complemente algo que foi iniciado aqui. Isso tudo proporciona muito aprendizado para os colegas residentes”, explica.

Além de médico e residente do terceiro ano do serviço de cirurgia geral, dr. Felipe também atua como médico do serviço de urgência e emergência da instituição. “Também fui convidado a trabalhar como médico no pronto-socorro e ali também é uma grande escola. Lidamos com todos os tipos de patologia, não só se cirurgia, mas também clínica. Essas experiências são essenciais não só para a minha formação como cirurgião, mas também para a vida pessoal. Para o meu futuro, mesmo que precise ir buscar uma outra especialização em um outro hospital, minha vontade é que eu possa voltar ao Hospital São José e continuar aqui o meu trabalho”, afirma.

Experiência compartilhada na instituição

Não só para aqueles que estão iniciando a profissão, como é o caso do dr. Felipe, mas também para os que construíram uma carreira de sucesso, como a responsável pela Unidade de AVC do HSJosé e diretora clínica da instituição, Dra. Gisele de Medeiros (CRM-8552 | RQE-3024), o hospital é um local importante para a construção de toda uma trajetória profissional.

“Minha história com o Hospital São José é bem mais velha que a minha atuação como médica. Comecei a circular pelo Hospital desde os cinco anos de idade, quando meu pai, que era neurologista (o primeiro da cidade), trabalhava aqui no hospital e onde foi Diretor Clínico por duas vezes. Participava de teatros promovidos pelas Irmãs e também estava presente em todas as datas festivas. Sou médica neurologista atuando no Hospital desde 1999”, comenta dra. Gisele. “Ser médica no HSJosé é sempre estimulante, nunca há tédio. Desenvolvemos aqui inúmeras habilidades: ouvir, conversar, zelar, ajudar. A interação com a equipe é revigorante, ouvir as histórias dos pacientes nos faz mais próximos deles, e com isso podemos ajudar melhor no tratamento. E é revigorante dar alta para um paciente e ver que ele se recuperou. Participamos também de projetos de orientação e conscientização de diversas enfermidades”, complementa a especialista.

Com a experiência adquirida na instituição, dra. Gisele reforça que a primeira qualificação para o médico é a Esperança. “É por isso que deixo meus parabéns a todos os médicos que se dedicam e acreditam na importância e na beleza de nosso ofício, que vencem a maioria das batalhas contra as doenças, que continuam a se emocionar com cada vida salva ou uma dor aplacada, ou mesmo com a dor da perda de um completo estranho. E, a despeito das noites mal dormidas, do estresse elevado, da privação da família e do envelhecimento antecipado, continuam de prontidão para a luta diária, fazendo o seu melhor”, garante.

Importância da presença médica

De acordo com a diretora do HSJosé, Irmã Isolene Lofi, para uma Instituição de saúde a presença médica é muito importante. “Temos certeza de que os valores e respeito à vida, o tratamento humanizado nas relações interpesssoais e acolhida destes profissionais fazem a diferença na vida de muitos dentro da Instituição. Para os médicos novos poder fazer parte desta instituição com uma complexidade tão grande, é de muito aprendizado. E para aqueles que escolheram fazer parte e fazem da sua profissão a realização do que escolheram, são aqueles(as) que se sentem imbuídos dos valores institucionais, deixando a marca por onde passam e contribuem para o bem e crescimento do São José. Isto é bênção e graça. E esta experiência contribui muito para os que estão chegando. O que desejo é que neste dia de São Lucas possam ser abençoados e que nunca percam o motivo primeiro que os levou a ser profissional da saúde”, conclui a diretora.

Saiba mais:

Atualmente o Hospital São José de Criciúma conta com um corpo clínico formado por 324 médicos, além de 51 residentes das áreas de anestesiologia, cirurgia geral, clínica médica, ortopedia e traumatologia, medicina intensivista.

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São José emite nota e alerta sobre superlotação do Pronto Socorro

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O Hospital São José de Criciúma enfrenta um cenário crítico de superlotação no Pronto Socorro. A unidade, que possui estrutura para atender até 15 pacientes simultaneamente, presta assistência atualmente a cerca de 52 pessoas — mais que o triplo da capacidade instalada.

A situação foi comunicada oficialmente pela instituição, que em nota evidenciou os desafios para manter a qualidade, segurança e agilidade no atendimento diante da alta demanda.

Segundo o hospital, o aumento expressivo na procura por atendimentos de urgência e emergência tem impactado diretamente a rotina assistencial, exigindo reorganização interna e esforço redobrado das equipes.

Diante do cenário, a direção reforça a necessidade de atuação integrada entre os serviços que compõem a rede pública de saúde. A medida inclui uma regulação mais eficiente dos encaminhamentos e a otimização dos fluxos de atendimento, buscando equilibrar a demanda e garantir a continuidade dos serviços à população.

Na nota, a direção do hospital também chama atenção para a importância do uso consciente dos serviços de urgência, priorizando casos de maior gravidade e contribuindo para reduzir a sobrecarga no sistema.

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Revitalização avança em avenida de ligação com a SC-108 em Cocal do Sul

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A Avenida Valdemar Kleinubing, em Cocal do Sul, passa por uma revitalização completa, após 25 anos, em um dos principais acessos de ligação com a SC-108. A obra contempla um trecho de aproximadamente 900 metros, utilizado diariamente por motoristas que circulam entre a rodovia e a área industrial I.

Os trabalhos começaram com a retirada total do asfalto antigo, já comprometido pelo tempo e pelo aumento do fluxo de veículos. Nesta etapa, é realizada a remoção de toda a camada deteriorada da pista.

O prefeito Ademir Magagnin acompanhou o andamento da obra e explicou a necessidade da intervenção.

“Estamos fazendo a recuperação completa dessa avenida, começando pela remoção do asfalto antigo, que já tem cerca de 25 anos. É uma estrutura que não comporta mais o volume de tráfego atual, então precisava de uma intervenção definitiva”, afirma.

Após a retirada do material, a base é preparada para receber uma nova camada asfáltica com cerca de cinco centímetros de espessura, garantindo mais resistência e durabilidade.

“É um trabalho que resolve o problema de forma definitiva e traz mais segurança para quem passa por aqui todos os dias”, explica o prefeito.

A Avenida Valdemar Kleinubing é considerada estratégica por conectar a SC-108 a área industrial I e principalmente ao bairro Jardim Elizabeth.

“É uma via importante para o deslocamento interno e precisava dessa recuperação completa. Com o novo asfalto, vamos garantir melhores condições de tráfego por muitos anos”, completa.

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Motolâncias completam um mês de operação em Criciúma

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As motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Criciúma completam um mês de operação nesta quarta-feira (1º de abril). Nesse período, o serviço atendeu 66 ocorrências com tempo médio de chegada de até 10 minutos por chamada, o que proporcionou muito mais agilidade ao atendimento pré-hospitalar (APH) em áreas urbanas congestionadas e de difícil acesso.

“As motolâncias representam mais agilidade, mais eficiência e, principalmente, mais vidas salvas. O tempo de resposta que pode fazer toda a diferença em uma situação de emergência”, destaca o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

Equipadas com desfibriladores, materiais para controle de hemorragias, equipamentos de suporte básico de vida e outros suprimentos essenciais, as motocicletas possibilitam que técnicos de Enfermagem cheguem rapidamente aos locais das ocorrências. Para cada chamado, duas motolâncias são deslocadas simultaneamente com equipamentos e medicamentos complementares, o que garante uma resposta inicial ágil e completa até a chegada da ambulância convencional.

Diferente do modelo tradicional, que enfrenta tráfego intenso nas vias urbanas, as motocicletas oferecem maior mobilidade sem perder eficiência e qualidade no atendimento inicial, elevando a eficácia em situações críticas. O modelo já é adotado em outros municípios catarinenses, como Itapema, Itajaí e Balneário Camboriú, em parceria com o Corpo de Bombeiros.

Conforme o secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas Floriano, o impacto positivo foi imediato: a população entendeu a importância do serviço e contribui diariamente abrindo caminho no trânsito. “O tempo médio de chegada das motolâncias é de 10 minutos, permitindo o pré-atendimento inicial até a ambulância assumir os cuidados e o transporte do paciente, quando necessário”, afirma ele.

Entre as ocorrências que podem ser atendidas pelas motocicletas do Samu estão acidentes de trânsito, paradas cardíacas, convulsões e até mesmo quedas domiciliares.

A iniciativa reforça o compromisso do município com a saúde pública, demonstrando resultados concretos em velocidade e eficiência logo no primeiro mês de uso.

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