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Economia

Empresária aposta em madeira plástica e alia sustentabilidade à inovação em Tubarão

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Em um cenário onde sustentabilidade e inovação caminham juntas, a empresária Maria de Fátima de Farias Pais, proprietária da Floricultura Natureza e Vida, em Tubarão, aposta em um produto ainda pouco conhecido por muitos consumidores: a madeira plástica.

Revendedora autorizada da In Brasil, empresa com mais de 20 anos de mercado, Fátima trabalha com o material há quatro anos. A proposta é transformar sacolas plásticas descartáveis em estruturas resistentes, duráveis e sustentáveis.

“O produto vem do lixo seletivo. Eles separam apenas a sacolinha de supermercado, limpam, passam por extrusora, aplicam filtro UV e pigmentação. É um material que não perde a cor, não racha e ainda ajuda o meio ambiente”, explica a empresária.

Alternativa à madeira tradicional

Cada 700 quilos de madeira plástica evita o corte de uma árvore adulta e retira cerca de 180 mil sacolas plásticas do meio ambiente. Para Fátima, é uma solução que une responsabilidade ambiental e visão de futuro.

O interesse pelo material surgiu a partir da experiência da floricultura com decks e pergolados feitos de madeira tradicional. Com os recorrentes problemas de manutenção, Fátima decidiu buscar uma alternativa.

“Chegamos a um ponto em que paramos de trabalhar com madeira comum. Foi quando a In Brasil nos encontrou, apresentaram o material, visitamos a fábrica e decidimos apostar nessa nova proposta”, relembra.

Produto sustentável e de longa vida útil

A aceitação do público cresce de forma gradual, impulsionada por dois diferenciais: sustentabilidade e durabilidade. Segundo a empresária, o preço da madeira plástica é equivalente ao da madeira de lei, mas com manutenção mínima.

“Você não precisa lixar, pintar, nada disso. A manutenção é só com água e sabão neutro. E a durabilidade? Para a vida toda. A fábrica dá dez anos de garantia”, destaca.

Além de decks e pergolados, a floricultura oferece produtos como bancos, mesas, lixeiras, mobiliário escolar e até estruturas maiores. Tudo com conexão direta com o trabalho de paisagismo, área em que o negócio atua há 16 anos.

Compromisso ambiental

Desde o início, a Floricultura Natureza e Vida adota práticas sustentáveis. Todos os vasos comercializados são feitos de polietileno e fibra de vidro, materiais recicláveis e duráveis.

“Quando começamos, meu marido dizia que esses materiais seriam o futuro. E ele estava certo. Hoje só trabalhamos com vasos recicláveis. É uma forma de pensar nas próximas gerações”, reforça.

Participação na Feira CasaPronta

A floricultura é uma das expositoras da Feira CasaPronta Tubarão, que ocorre até domingo (8) no estacionamento do Farol Shopping. Para a diretora da NossaCasa Feiras e Eventos, organizadora do evento, a participação de negócios com propósito fortalece a feira.

“Ter empresas como a Floricultura Natureza e Vida na CasaPronta fortalece nosso propósito de conectar inovação e responsabilidade ambiental. A madeira plástica é um excelente exemplo de como é possível transformar resíduos em soluções inteligentes”, afirma Jaqueline Backes.

Fátima está otimista quanto à recepção do público:

“Muitos já pesquisaram, viram reportagens e agora vêm conhecer de perto. Torço para que fiquem apaixonados pela madeira plástica assim como a gente ficou”.

Visitação

A Feira CasaPronta Tubarão acontece com entrada gratuita até domingo (8/06) no Farol Shopping. Os horários são:

  • Sexta-feira (6): das 14h às 22h
  • Sábado (7): das 10h às 22h
  • Domingo (8): das 14h às 19h
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Agronegócio

SindArroz-SC classifica como “frustrante” reunião no MAPA sobre crise do arroz

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O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) deixou Brasília nesta quarta-feira, 3, com a sensação de que o Governo Federal não apresentou avanços para enfrentar a crise que atinge o setor orizícola no país. A entidade participou de uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, em agenda articulada pela deputada federal Geovânia de Sá.

Apesar da presença de lideranças políticas e representantes de várias regiões produtoras, a conversa não trouxe respostas novas — avaliação feita pelo presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli.
“O Governo Federal ignorou a gravidade do momento. Não apresentou uma única proposta nova e se limitou a repetir medidas já conhecidas, que não surtiram efeito. A ausência de ações concretas mostra que o governo parece confortável com o desmonte silencioso do setor”, declarou.

Setor vive momento crítico

As indústrias de arroz enfrentam forte queda nos preços e acumulam prejuízos sucessivos. Rampinelli alerta que o cenário ameaça a operação de muitas empresas.
“Os ativos exigem manutenção constante. Sem resultado econômico, não há sustentabilidade possível. Estamos tentando evitar demissões, mas o ponto de equilíbrio já está ficando inviável”, afirmou.

Campanha para incentivar o consumo não substitui medidas emergenciais

Em nível nacional, o SindArroz-SC participa de uma campanha para incentivar o consumo de arroz, desenvolvida em parceria com a Abiarroz e o IRGA. A entidade reconhece a importância da iniciativa, mas reforça que ações de médio e longo prazo não resolvem o problema imediato.
“Estamos propondo caminhos. O setor está pedindo apoio para atravessar este momento e o mínimo esperado era uma sinalização efetiva de diálogo e ação”, disse o presidente.

Rampinelli destacou ainda que o sindicato seguirá atuando na defesa das indústrias catarinenses e na articulação de medidas que deem sustentação a toda a cadeia orizícola, que envolve milhares de agricultores.
“Vamos seguir cobrando uma resposta à altura da crise e buscando soluções reais para quem transforma o arroz em alimento, emprego e desenvolvimento”, concluiu.

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Economia

Cidasc e comitiva catarinense defendem fumicultores na COP 11 na Suíça; SC responde por 31% da produção nacional

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A Conferência das Partes (COP 11), da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, em curso em Genebra, Suíça, de 17 a 22 de novembro, debate o banimento do consumo de fumo sob coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o Governo de Santa Catarina se faz presente para defender os impactos econômicos e sociais da medida nos municípios produtores.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, representa o Estado na Suíça. Santa Catarina responde por 31% da produção de fumo no país, envolvendo o sustento de mais de 40 mil famílias em pequenas propriedades.


Impacto Social e Contradições no Debate

A delegação catarinense — composta também pelo deputado federal Rafael Pezenti e o prefeito de Mafra, Emerson Maas — busca expor o ponto de vista das regiões produtoras, alertando para o forte impacto econômico de sanções.

Celles Regina de Matos criticou a postura da conferência e a ausência de diálogo:

“É contraditório que a conferência não tenha aberto espaço para o debate, ouvindo a preocupação legítima dos produtores rurais com a manutenção das pequenas propriedades rurais. Não fazemos apologia ao consumo de fumo, mas sabemos da relevância social e econômica desta produção.”

A comitiva também discorda da sugestão do governo brasileiro (que tem assento na COP 11) de retirar o filtro dos cigarros, avaliando que a medida apenas favorecerá o consumo clandestino. O Governo de SC reforça que não aceita decisões tomadas de forma unilateral, sem a discussão de alternativas que resguardem os interesses do produtor rural e sua permanência na atividade agrícola.

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Economia

Governo de SC define formato do Programa VOA + SC para aviação regional; expectativa é iniciar operações em 2026

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O Governo de Santa Catarina definiu o formato do Programa VOA + SC, que tem o objetivo de estimular o transporte aéreo regional de passageiros e cargas no estado. O texto da Lei que cria o programa já foi enviado para aprovação da Assembleia Legislativa (Alesc), com a expectativa de que entre em operação em 2026.

O modelo foi finalizado por um Grupo de Trabalho (GT) do Governo, visando fortalecer a mobilidade, o turismo e a economia catarinense.


Conectividade e Desenvolvimento Acelerado

O governador Jorginho Mello destacou que o programa é resultado dos investimentos feitos na infraestrutura aeroportuária do estado:

“Nós investimos e preparamos os aeroportos catarinenses para conectar Santa Catarina não só aos grandes centros do país, mas para encurtar distâncias entre as regiões e acelerar o desenvolvimento aqui dentro do estado. Fortalecer a aviação regional é fortalecer o nosso turismo, as relações comerciais e a nossa economia.”

O secretário da SPAF, Beto Martins, ressaltou que o desenvolvimento da aviação regional atende a uma reivindicação histórica dos municípios. Após a aprovação da Lei, será lançado um edital com os requisitos para que as operadoras aéreas possam aderir ao programa VOA + SC.

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