Tecnologia
Empresas precisam estabelecer regras para usar inteligência artificial com segurança
A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas. Ferramentas que auxiliam na produção de textos, pesquisas, análises e outras atividades estão cada vez mais presentes no ambiente corporativo. Mas, ao mesmo tempo em que ampliam possibilidades, elas também criam uma nova necessidade: estabelecer regras para orientar o uso da tecnologia dentro das organizações.
Para apoiar as empresas nesse processo, a SATC estruturou o Hub de IA para negócios, programa de assinatura que atua em três frentes: treinamento, governança e implantação de projetos de inteligência artificial. A proposta é ajudar as organizações a avançar na adoção da tecnologia de forma estruturada, considerando desde a preparação das equipes até a definição de regras e o desenvolvimento de aplicações práticas.
Na frente de governança, o trabalho parte de uma questão central: o que pode e o que não pode ser feito com inteligência artificial dentro da empresa?
Um colaborador pode utilizar uma ferramenta para resumir um documento, analisar uma apresentação ou organizar informações. Mas é necessário estabelecer se aquele conteúdo pode ser inserido na plataforma, qual ferramenta está autorizada e quem pode realizar determinado tipo de operação.
“Quando a empresa libera uma ferramenta de inteligência artificial, precisa também estabelecer regras para o uso. Não é simplesmente dizer que pode usar. É preciso definir que tipo de informação pode entrar, quem pode utilizar determinada ferramenta e em quais situações”, explica o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha.
O desafio dos dados
A questão ganha relevância porque as empresas lidam diariamente com informações que fazem parte do próprio negócio. Dados de clientes, documentos internos, estratégias comerciais, projetos e outros materiais podem ter caráter estratégico e, por isso, precisam ser considerados nas definições sobre o uso de IA.
Sem orientações claras, diferentes colaboradores podem adotar práticas distintas diante de uma mesma situação. Um profissional pode considerar adequado inserir determinado documento em uma ferramenta, enquanto outro pode entender que aquela informação deveria permanecer restrita.
“Governança é justamente criar clareza. O colaborador precisa saber qual ferramenta pode usar, que tipo de documento pode colocar nela e qual é a finalidade daquele uso. Quando essas regras não existem, cada pessoa acaba tomando sua própria decisão”, acrescenta o consultor.
Por isso, a governança não significa impedir o uso da inteligência artificial. A intenção é estabelecer parâmetros para que a tecnologia possa ser incorporada aos processos da empresa de acordo com critérios previamente definidos.
Saiba mais sobre o Hub de IA da SATC
No Hub de IA para negócios da SATC, a governança é trabalhada junto às demais etapas de adoção da tecnologia. O programa auxilia a empresa na construção de uma política de gestão de IA, com definição de ferramentas, responsabilidades e critérios para utilização.
A estrutura também considera que o uso da inteligência artificial tende a evoluir dentro das organizações. A empresa pode começar com ferramentas disponíveis no mercado e, posteriormente, avançar para assistentes e agentes capazes de executar atividades e fluxos de trabalho mais estruturados. Em cada etapa, surgem novas necessidades relacionadas ao controle e à utilização das informações.
O objetivo é fazer com que essas decisões deixem de depender apenas da interpretação individual dos colaboradores e passem a fazer parte de uma orientação institucional.
“A gente precisa criar um ambiente em que a empresa consiga aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem perder de vista aquilo que é estratégico para o negócio. A governança dá essa estrutura e ajuda a transformar o uso da tecnologia em uma decisão organizacional, e não apenas individual”, destaca o pró-reitor de Pesquisa e Inovação do CT SATC, Luciano Bilessimo.
A governança também se conecta às outras duas frentes trabalhadas pelo Hub. O treinamento prepara os profissionais para compreender as possibilidades da inteligência artificial. A definição de regras estabelece limites e responsabilidades. A partir dessa estrutura, a empresa pode avançar para projetos específicos de aplicação da tecnologia.
Tecnologia
Como transformar o acesso à IA em resultado para as empresas
A inteligência artificial já chegou à rotina de muitas empresas. Ferramentas capazes de produzir textos, realizar pesquisas, organizar informações e apoiar diferentes atividades estão cada vez mais acessíveis. Mas contratar uma solução e disponibilizá-la aos colaboradores não significa, necessariamente, obter ganhos de produtividade.
O desafio está em transformar o acesso à tecnologia em uma prática incorporada ao trabalho. Sem orientação, profissionais podem utilizar apenas recursos básicos das ferramentas ou até não identificar onde a inteligência artificial pode contribuir efetivamente para suas atividades.
“Não adianta simplesmente dar a licença de uma ferramenta de inteligência artificial para o colaborador e esperar que ele descubra sozinho como aquilo pode melhorar o trabalho. Existe uma curva de aprendizado e, principalmente, é preciso mostrar as possibilidades de aplicação dentro da realidade de cada área”, explica o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha.
Para o especialista, o uso da IA pode avançar por diferentes níveis. O primeiro é o contato direto com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude. Em um estágio seguinte, estão os assistentes, que podem ser configurados para executar tarefas recorrentes seguindo determinadas orientações. A partir daí, as empresas podem chegar aos agentes de IA, capazes de operar fluxos de trabalho mais estruturados.
Essa evolução, naturalmente, exige conhecimento sobre uma ferramenta específica. Mas, além disso, é necessário compreender como formular solicitações, fornecer contexto, avaliar as respostas e identificar quais atividades podem ser aprimoradas com a tecnologia.
“A primeira camada é a ferramenta. Você precisa saber pedir, contextualizar, revisar e utilizar aquilo que ela entrega. Quando a pessoa começa a entender como estruturar esse uso, ela deixa de simplesmente experimentar a IA e passa a incorporá-la ao processo”, afirma o consultor.
Hub de IA da SATC se torna aliado das empresas
É nesse cenário que a capacitação se torna uma etapa estratégica da adoção da inteligência artificial nas empresas. “Quando o treinamento é conectado à realidade da empresa, a pessoa consegue enxergar onde aquela tecnologia pode economizar tempo, organizar uma atividade ou melhorar um resultado”, destaca o consultor.
Com essa perspectiva, a SATC estruturou o Hub de IA, programa de assinatura voltado às empresas que buscam avançar na adoção da inteligência artificial. A iniciativa trabalha a tecnologia a partir de três frentes: treinamento, governança e implantação de projetos de IA.
Na frente de treinamento, o programa aborda fundamentos da inteligência artificial, ferramentas disponíveis, configuração de assistentes e construção de agentes. A proposta é ampliar o conhecimento das equipes para que a tecnologia possa ser utilizada de forma mais estratégica.
Além disso, o Hub também considera que a adoção da tecnologia não termina na capacitação. A iniciativa contempla a definição de regras para o uso da IA dentro das empresas e o acompanhamento de projetos práticos. A partir disso, soluções podem ser testadas, avaliadas e aprimoradas antes de uma eventual ampliação.
A proposta é acompanhar a empresa durante esse processo, desde a identificação de oportunidades até os primeiros testes de aplicação. Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da SATC, Luciano Bilessimo, essa aproximação também reforça o papel da instituição na conexão entre conhecimento e mercado.
“A relação entre inovação e mercado faz parte da atuação da SATC. No caso da inteligência artificial, queremos colocar nossa experiência em inovação, tecnologia e pesquisa à disposição das empresas para que elas possam avançar com mais segurança nesse processo de transformação”, ressalta.
Geral
Como transformar o acesso à IA em resultado para as empresas
SATC estrutura Hub de IA com treinamento, governança e implantação de projetos
A inteligência artificial já chegou à rotina de muitas empresas. Ferramentas capazes de produzir textos, realizar pesquisas, organizar informações e apoiar diferentes atividades estão cada vez mais acessíveis. Mas contratar uma solução e disponibilizá-la aos colaboradores não significa, necessariamente, obter ganhos de produtividade.
O desafio está em transformar o acesso à tecnologia em uma prática incorporada ao trabalho. Sem orientação, profissionais podem utilizar apenas recursos básicos das ferramentas ou até não identificar onde a inteligência artificial pode contribuir efetivamente para suas atividades.
“Não adianta simplesmente dar a licença de uma ferramenta de inteligência artificial para o colaborador e esperar que ele descubra sozinho como aquilo pode melhorar o trabalho. Existe uma curva de aprendizado e, principalmente, é preciso mostrar as possibilidades de aplicação dentro da realidade de cada área”, explica o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha.
Para o especialista, o uso da IA pode avançar por diferentes níveis. O primeiro é o contato direto com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude. Em um estágio seguinte, estão os assistentes, que podem ser configurados para executar tarefas recorrentes seguindo determinadas orientações. A partir daí, as empresas podem chegar aos agentes de IA, capazes de operar fluxos de trabalho mais estruturados.
Essa evolução, naturalmente, exige conhecimento sobre uma ferramenta específica. Mas, além disso, é necessário compreender como formular solicitações, fornecer contexto, avaliar as respostas e identificar quais atividades podem ser aprimoradas com a tecnologia.
“A primeira camada é a ferramenta. Você precisa saber pedir, contextualizar, revisar e utilizar aquilo que ela entrega. Quando a pessoa começa a entender como estruturar esse uso, ela deixa de simplesmente experimentar a IA e passa a incorporá-la ao processo”, afirma o consultor.
Hub de IA da SATC se torna aliado das empresas
É nesse cenário que a capacitação se torna uma etapa estratégica da adoção da inteligência artificial nas empresas. “Quando o treinamento é conectado à realidade da empresa, a pessoa consegue enxergar onde aquela tecnologia pode economizar tempo, organizar uma atividade ou melhorar um resultado”, destaca o consultor.
Com essa perspectiva, a SATC estruturou o Hub de IA, programa de assinatura voltado às empresas que buscam avançar na adoção da inteligência artificial. A iniciativa trabalha a tecnologia a partir de três frentes: treinamento, governança e implantação de projetos de IA.
Na frente de treinamento, o programa aborda fundamentos da inteligência artificial, ferramentas disponíveis, configuração de assistentes e construção de agentes. A proposta é ampliar o conhecimento das equipes para que a tecnologia possa ser utilizada de forma mais estratégica.
Além disso, o Hub também considera que a adoção da tecnologia não termina na capacitação. A iniciativa contempla a definição de regras para o uso da IA dentro das empresas e o acompanhamento de projetos práticos. A partir disso, soluções podem ser testadas, avaliadas e aprimoradas antes de uma eventual ampliação.
A proposta é acompanhar a empresa durante esse processo, desde a identificação de oportunidades até os primeiros testes de aplicação. Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da SATC, Luciano Bilessimo, essa aproximação também reforça o papel da instituição na conexão entre conhecimento e mercado.
“A relação entre inovação e mercado faz parte da atuação da SATC. No caso da inteligência artificial, queremos colocar nossa experiência em inovação, tecnologia e pesquisa à disposição das empresas para que elas possam avançar com mais segurança nesse processo de transformação”, ressalta.
Geral
Presidente da Fapesc visita SATC e conhece projetos desenvolvidos com apoio à pesquisa e inovação
Valdir Cechinel Filho percorreu laboratórios do Colégio SATC, UniSATC e Centro Tecnológico e acompanhou iniciativas que contam com fomento da Fundação
O fortalecimento da pesquisa e da inovação em Santa Catarina passa pela aproximação entre instituições de ensino, centros de pesquisa e órgãos de fomento. Dentro desse contexto, a SATC recebeu a visita do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Valdir Cechinel Filho, que conheceu projetos, espaços e equipamentos da instituição.
Acompanhado pelo reitor da UniSATC, Carlos Antonio Ferreira, e pelo pró-reitor de Pesquisa e Inovação do Centro Tecnológico SATC, Luciano Bilessimo, Cechinel percorreu laboratórios do Colégio SATC, da UniSATC e do Centro Tecnológico. Durante a visita, foram apresentados projetos de pesquisa e inovação, além de estruturas que receberam investimentos viabilizados por editais e mecanismos de fomento da Fapesc nos últimos anos.
Para o presidente da Fundação, estar próximo das instituições permite compreender as pesquisas que estão sendo desenvolvidas e identificar novas possibilidades de apoio.
“Foi uma visita muito boa. A ideia é conhecer as instituições e entender como a Fapesc pode ajudar a fomentar a inovação no Estado. Foi muito importante conhecer o que a SATC faz, o que está desenvolvendo e entender no que podemos ajudar”, destacou Valdir Cechinel Filho.
Fomento que se transforma em pesquisa e estrutura
Ao longo dos últimos anos, o apoio da Fapesc tem contribuído para o desenvolvimento de pesquisas e para a ampliação da infraestrutura disponível aos pesquisadores da SATC. Os investimentos possibilitam a aquisição de equipamentos e o avanço de projetos que aproximam o conhecimento científico das demandas da indústria e da sociedade.
Durante o roteiro, o presidente pôde conhecer diferentes ambientes utilizados por estudantes, professores e pesquisadores. A visita também possibilitou apresentar resultados de iniciativas já desenvolvidas e conversar sobre novos caminhos para fortalecer o ecossistema catarinense de ciência, tecnologia e inovação.
Para o reitor da UniSATC, Carlos Antonio Ferreira, a parceria com instituições de fomento é fundamental para transformar conhecimento em desenvolvimento.
“O apoio à pesquisa permite que nossas equipes avancem na geração de conhecimento, na formação dos nossos estudantes e, principalmente, no desenvolvimento de soluções que possam chegar à sociedade e à indústria. Receber o presidente da Fapesc também é uma oportunidade de mostrar como os recursos destinados à ciência e à inovação estão se transformando em projetos, infraestrutura e resultados”, afirmou Ferreira.
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