Conecte-se conosco

Economia

Geração de empregos em Santa Catarina tem saldo positivo

Publicado

em

Santa Catarina registrou saldo de 16,3 mil vagas com carteira assinada, atrás somente de São Paulo, que gerou 30 mil novos postos de trabalho, em fevereiro. Ao todo, foram 99,7 mil contratações contra 83,3 mil demissões. Com base nos números, o governador Eduardo Pinho Moreira destaca que “só ficamos atrás, em números absolutos, do estado de São Paulo, que é muito mais populoso. Isso mostra o espírito empreendedor de nossa gente, dos nossos empresários e dos nossos trabalhadores”.

No Estado, a área que mais gerou empregos foi da Indústria da Transformação, com saldo de 12.041, melhor resultado do país. Os municípios que apresentaram melhores resultados são Blumenau, com 2.020 novas vagas; seguido de Joinville, com 1.673; Jaraguá do Sul, com 1.362; e Brusque, com 1.313 postos de trabalho. “Nós, do Governo, estamos muito contentes com essa conquista e adotamos políticas públicas voltadas ao empreendedorismo, incentivando desde os pequenos negócios até as grandes indústrias. Tudo isso é um caminho sem volta”, garante Pinho Moreira, que complementa: “Santa Catarina está em plena recuperação, gerando empregos.”

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. No Brasil, em fevereiro, foram criados 61.188 postos de trabalho. “Nós geramos, nestes primeiros meses do ano, 33.692 novas vagas com carteira assinada. São mais de 33 mil catarinenses que conseguiram emprego. Isso é extremamente importante para a qualidade de vida e para o equilíbrio social”, avalia o governador Eduardo Pinho Moreira.  E finaliza: “Esta é a Santa Catarina que todos queremos”.

Desempenho na Amrec

Na região Carbonífera o saldo também foi positivo, mas pequeno. Na comparação entre demissões e admissões foram apenas 63 empregos. Entre os destaques negativos está Criciúma. A maior cidade da região terminou fevereiro fechando 157 vagas. Também no vermelho aparecem Içara que fechou três postos de trabalho, Lauro Müller com quatro, Siderópolis com menos 12 e Urussanga, onde foram fechados 33 postos de Trabalho.

Entre as cidades com saldo positivo, destaque para Nova Veneza, que criou 147 novos postos de trabalho. também terminaram o mês no Azul as cidades de Forquilhinha com 25, Cocal do Sul com 81, Treviso com sete e Morro da Fumaça com 12 e Orleans com 59. O município do Balneário Rincão não tem dados informados no Caged.

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Intenção de compras cresce e Natal deve movimentar comércio em SC

Publicado

em

O Natal de 2025 deve trazer um fôlego extra para o comércio catarinense. Depois da queda registrada no ano passado, a intenção de compras voltou a subir, e a projeção da Fecomércio SC aponta crescimento de 7,3% em valores nominais, com gasto médio de R$ 721 por pessoa. Descontada a inflação, o avanço real fica em torno de 2,3%.

O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, atribui o otimismo a dois indicadores: 56,4% dos entrevistados dizem estar em situação financeira melhor que a de 2024, e o rendimento real da população ocupada cresceu cerca de 10% no terceiro trimestre.

“Esses dois fatores ajudam a explicar o aumento da intenção de compras neste Natal. É um dado muito positivo, ainda mais após a queda do ano passado. O Natal é a principal data do comércio, e essa expectativa é relevante. O ano teve bons resultados, mas o segundo semestre foi desafiador com juros altos. Um Natal forte pode ser o prelúdio de um 2026 ainda melhor”, afirma Dagnoni.

A pesquisa indica ainda que os consumidores devem comprar, em média, cinco presentes.

Criciúma lidera o gasto médio no estado

O levantamento ouviu 2,1 mil pessoas em sete cidades. Criciúma aparece no topo, com gasto médio previsto de R$ 1.016 por pessoa.
Em seguida vêm:

  • Itajaí – R$ 786
  • Chapecó – R$ 768
  • Blumenau – R$ 735

Ficam abaixo da média estadual:

  • Florianópolis – R$ 679
  • Joinville – R$ 564
  • Lages – R$ 497

O que os catarinenses pretendem comprar

Entre os itens mais procurados estão:

  • Vestuário – 30,9%
  • Brinquedos – 22,6%
  • Calçados – 14,9%

Mas quando se observa o gasto médio por categoria, o cenário muda. Óticas, joias e relógios lideram os desembolsos, com gasto médio de R$ 1.194,25, seguidos por informática (R$ 1.173,47) e eletrônicos (R$ 1.140,66). Já itens populares, como roupas e brinquedos, ficam entre R$ 723 e R$ 809.

Quando e como os presentes serão comprados

Os catarinenses devem antecipar as compras:

  • 39,9% comprarão os presentes até duas semanas antes do Natal
  • 25,5% na semana da data
  • 17,3% com mais de duas semanas de antecedência
  • 11,4% com mais de um mês

Apenas uma pequena parcela deixará para a véspera (4,2%) ou para o próprio dia.

O PIX lidera entre as formas de pagamento, com 24,8%, seguido por débito à vista e crédito parcelado, ambos com 20,1%. O uso de dinheiro caiu para 16,9%, reforçando a migração para meios digitais.

Nos locais de compra:

  • Comércio de rua – 48,1%
  • Internet – 33,3%
  • Shoppings – 15,5%
  • Camelôs – 2,4%

O que pesa na escolha

O preço segue como decisivo — influencia 36% dos consumidores. Promoções (19,8%) e atendimento (19,2%) também são relevantes, seguidos por qualidade do produto (17,1%).

O estudo confirma um cenário de cautela, mas com sinais claros de recuperação — suficiente para animar o comércio e elevar a expectativa para 2026.

Continue Lendo

Agronegócio

SindArroz-SC classifica como “frustrante” reunião no MAPA sobre crise do arroz

Publicado

em

O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) deixou Brasília nesta quarta-feira, 3, com a sensação de que o Governo Federal não apresentou avanços para enfrentar a crise que atinge o setor orizícola no país. A entidade participou de uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, em agenda articulada pela deputada federal Geovânia de Sá.

Apesar da presença de lideranças políticas e representantes de várias regiões produtoras, a conversa não trouxe respostas novas — avaliação feita pelo presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli.
“O Governo Federal ignorou a gravidade do momento. Não apresentou uma única proposta nova e se limitou a repetir medidas já conhecidas, que não surtiram efeito. A ausência de ações concretas mostra que o governo parece confortável com o desmonte silencioso do setor”, declarou.

Setor vive momento crítico

As indústrias de arroz enfrentam forte queda nos preços e acumulam prejuízos sucessivos. Rampinelli alerta que o cenário ameaça a operação de muitas empresas.
“Os ativos exigem manutenção constante. Sem resultado econômico, não há sustentabilidade possível. Estamos tentando evitar demissões, mas o ponto de equilíbrio já está ficando inviável”, afirmou.

Campanha para incentivar o consumo não substitui medidas emergenciais

Em nível nacional, o SindArroz-SC participa de uma campanha para incentivar o consumo de arroz, desenvolvida em parceria com a Abiarroz e o IRGA. A entidade reconhece a importância da iniciativa, mas reforça que ações de médio e longo prazo não resolvem o problema imediato.
“Estamos propondo caminhos. O setor está pedindo apoio para atravessar este momento e o mínimo esperado era uma sinalização efetiva de diálogo e ação”, disse o presidente.

Rampinelli destacou ainda que o sindicato seguirá atuando na defesa das indústrias catarinenses e na articulação de medidas que deem sustentação a toda a cadeia orizícola, que envolve milhares de agricultores.
“Vamos seguir cobrando uma resposta à altura da crise e buscando soluções reais para quem transforma o arroz em alimento, emprego e desenvolvimento”, concluiu.

Continue Lendo

Economia

Cidasc e comitiva catarinense defendem fumicultores na COP 11 na Suíça; SC responde por 31% da produção nacional

Publicado

em

A Conferência das Partes (COP 11), da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, em curso em Genebra, Suíça, de 17 a 22 de novembro, debate o banimento do consumo de fumo sob coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o Governo de Santa Catarina se faz presente para defender os impactos econômicos e sociais da medida nos municípios produtores.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, representa o Estado na Suíça. Santa Catarina responde por 31% da produção de fumo no país, envolvendo o sustento de mais de 40 mil famílias em pequenas propriedades.


Impacto Social e Contradições no Debate

A delegação catarinense — composta também pelo deputado federal Rafael Pezenti e o prefeito de Mafra, Emerson Maas — busca expor o ponto de vista das regiões produtoras, alertando para o forte impacto econômico de sanções.

Celles Regina de Matos criticou a postura da conferência e a ausência de diálogo:

“É contraditório que a conferência não tenha aberto espaço para o debate, ouvindo a preocupação legítima dos produtores rurais com a manutenção das pequenas propriedades rurais. Não fazemos apologia ao consumo de fumo, mas sabemos da relevância social e econômica desta produção.”

A comitiva também discorda da sugestão do governo brasileiro (que tem assento na COP 11) de retirar o filtro dos cigarros, avaliando que a medida apenas favorecerá o consumo clandestino. O Governo de SC reforça que não aceita decisões tomadas de forma unilateral, sem a discussão de alternativas que resguardem os interesses do produtor rural e sua permanência na atividade agrícola.

Continue Lendo

ADS1

Mais vistos